Vert Analytics mapeia as 12 exigências de dados que o Banco Central impõe a instituições financeiras até dezembro
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 13 de julho de 2026
Resolução Conjunta nº 18, do CMN e do Banco Central, em vigor desde janeiro, exige política formal de qualidade de dados de bancos e cooperativas, com prazo de adequação até 31 de dezembro e responsabilidade direta do conselho de administração.
A Resolução Conjunta nº 18 exige que instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central mantenham política de qualidade das informações prestadas ao regulador, cobrindo 12 dimensões obrigatórias, entre elas rastreabilidade, acurácia e tempestividade. O prazo para adequação plena é 31 de dezembro deste ano. O Banco Central já sinalizou que não pretende adiar essa data, mesmo com pedidos do setor por mais tempo.
A norma exige dicionário de dados documentado, linhagem que rastreia cada informação desde a captura até o envio ao regulador, testes automáticos de qualidade antes de cada remessa e relatório semestral com logs retidos por no mínimo cinco anos. A política precisa ser aprovada e revisada anualmente pelo conselho de administração, e cada instituição deve designar um diretor estatutário com responsabilidade indelegável pelo cumprimento da norma perante o Banco Central.
Onde a implementação trava, segundo a Vert Analytics?
A dificuldade de adequação tende a ser maior em instituições com sistemas legados construídos em camadas ao longo de décadas, em comparação a operações menores nascidas em ambiente de nuvem. Cumprir as 12 dimensões de qualidade pressupõe rastrear a origem de cada dado reportado, algo que sistemas desconectados entre si não entregam sem reestruturação prévia da arquitetura de dados.
A Vert Analytics estrutura essa adequação em três fases: diagnóstico de maturidade em 30 dias, implementação de infraestrutura de dados entre 90 e 180 dias, e consolidação de política, relatório e evidências até o prazo final. Segundo a empresa, o custo estimado da não conformidade varia entre R$ 1,6 milhão e R$ 8 milhões por evento, além do risco de inabilitação do diretor designado como responsável.
Reaproveitamento de infraestrutura reduz retrabalho
Instituições que já mantêm estruturas voltadas a outras exigências regulatórias, como as do Sistema de Informações de Crédito, da LGPD ou do Open Finance, tendem a levar vantagem na adequação à Resolução Conjunta nº 18, porque parte da infraestrutura de rastreabilidade já existe e pode ser reaproveitada em vez de construída do zero. Segundo a Vert Analytics, esse reaproveitamento pode reduzir entre 60% e 80% do retrabalho de implementação.
Para instituições que ainda não iniciaram o diagnóstico de maturidade de dados, o tempo que resta até dezembro é o espaço que ainda existe para tratar a exigência como rotina operacional planejada, em vez de correr contra o prazo sob risco de rejeição de informações e exposição regulatória.
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