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É do Brasil! Startup brasileira detecta narrativas falsas sobre candidatos em menos de três segundos.
Por Markable Comunicação | Homework

É do Brasil! Startup brasileira detecta narrativas falsas sobre candidatos em menos de três segundos.

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 8 de julho de 2026

Plataforma desenvolvida em João Pessoa monitora menções a políticos em tempo real e sinaliza a desinformação antes que ela se torne crise.

No ano em que o Brasil enfrenta sua primeira eleição de grande escala com inteligência artificial generativa amplamente acessível e sem regulamentação adequada, uma startup paraibana desenvolveu tecnologia capaz de detectar narrativas falsas sobre candidatos em menos de três segundos.

O Political Sights monitora em tempo real publicações no Twitter/X, Instagram, TikTok e portais de notícias, cruzando menções a candidatos com um software próprio e inédito que atribui um ” score de ameaça” de 1 a 10 para cada conteúdo identificado. Quando uma narrativa suspeita é detectada, a plataforma sinaliza imediatamente a equipe de campanha, que pode acionar o jurídico, preparar uma resposta ou simplesmente monitorar a evolução.

“Em 2022, bastava um print falso circular no whatsapp pra destruir uma campanha. Agora a mentira tem rosto, voz e trejeitos idênticos ao alvo da desinformação. Penso muito que as IAs generativas e a dificuldade de regulamentar e fiscalizar sua difusão sejam, sem dúvida, o maior desafio da democracia em 2026.”, afirma Alinne Marinho, fundadora da plataforma.

A tecnologia interpreta contextos, detecta ironias e identifica padrões de comportamento coordenado: fenômeno em que perfis inautênticos amplificam artificialmente conteúdos falsos para dar aparência de viralidade orgânica.

A plataforma opera em modelo de assinatura mensal, com planos a partir de R$ 1.690 para monitoramento de um candidato, chegando a R$ 11.290 para campanhas que necessitam de cobertura em todas as redes sociais e múltiplos candidatos simultaneamente.

O lançamento ocorre a 4 meses das eleições de 2026, período em que o volume de desinformação eleitoral historicamente acelera.

Sobre o PoliticalSights, software de monitoramento político desenvolvido pela Launch Agency:

“Por que 2026 é diferente das eleições anteriores em termos de desinformação?”

Alinne Marinho: “Muito por causa da distribuição, com certeza! Na política, infelizmente, tem muito dessa cultura da mentira/difamação, do toma lá dá cá. Cresci numa cidade muito pequena, todo mundo conhecia todo mundo, mas, já naquele cenário, conseguia identificar esse tipo de recurso. Amplie essas manobras a nível Brasil… Deepfake, áudios falsos… Tudo isso em escala industrial. É como se a democracia, como a gente conhece, estivesse a um prompt de não existir mais.”

“Quais tipos de desinformação a plataforma detecta ?”

Alinne Marinho : “Todas, basicamente! Veja só, trabalhamos com três categorias principais. A primeira é a desinformação direta, uma afirmação factualmente falsa sobre o candidato. A segunda é o contexto manipulado, digo, uma informação “ vá-lá ” verdadeira, mas distorcida. A terceira, e sinceramente mais fantástica, é a detecção do comportamento coordenado: uma dobradinha entre perfis orgânicos e bots. Conseguimos identificar, de imediato, esse esforço sincronizado e inautêntico capaz de dar relevância e credibilidade a uma narrativa nociva, mentirosa. Esse inclusive é o maior orgulho do nosso time de desenvolvimento.”

“Quem já usa a plataforma?”

Alinne Marinho : “Estamos em fase de lançamento comercial. Posso falar sobre a tecnologia e a visão do produto, mas de forma alguma revelaria os nomes dos clientes que estão em processo de onboarding.”

“Isso não é vigilância? Onde estão os limites éticos?”

Alinne Marinho: ” To muito contente com essa pergunta porque você me deu a oportunidade de enfatizar o compromisso do PoliticalSights com a verdade e com a transparência, essa inclusive essa é a nossa razão de existir. Todo projeto, seja grande ou pequeno, precisa de um propósito pra durar. Esse é o nosso. Monitoramos única e exclusivamente dados públicos, ou seja, publicações que qualquer usuário pode ver sem login, não solicitamos nem compartilhamos acesso a dados privados de nenhuma pessoa. Não coletamos informações pessoais de usuários, não identificamos autores individuais além do que é público e, em nenhum cenário, armazenamos conteúdo privado.

“Por que uma startup do Nordeste para um produto desse nicho?”

Alinne Marinho: “João Pessoa tem um entusiasmo tecnológico e político que aparentemente não aparece nos noticiários de São Paulo. Trabalho há anos na interseção entre estratégia digital e política e foi justamente assim que pude identificar essas vulnerabilidades. Uma equipe de campanha, para funcionar em modo full, precisava importar tecnologias que os Estados Unidos e Europa já usavam há anos. O sentimento era de que estávamos sempre um passo atrás. O Nordeste tem eleições disputadíssimas e candidatos que precisam dessa tecnologia tanto quanto qualquer candidato do mundo. É uma tecnologia preventiva, uma curadoria do que está sendo falado sobre qualquer candidato.”

“Qual é o tamanho do mercado potencial?”

Alinne Marinho : “Não existe nada sequer parecido com o que estamos oferecendo. É inovador, inédito e ético. Estamos todos no maior entusiasmo e certos de que faremos, sim, a diferença.

“Alguma mensagem final?”

Alinne Marinho : “Gratidão a quem chegou até aqui. A quem entendeu o produto. A ideia, como disse antes, é ajudar a superar essas narrativas odiosas. É fazer o hater pensar duas vezes antes de difundir inverdades. É muito reducionista tratar a informação limpa como um slogan de campanha. A gente precisa fazer valer.”

Alinne Marinho, fundadora e CEO do PoliticalSights – Crédito: Arquivo pessoal
Alinne Marinho, fundadora e CEO do PoliticalSights – Crédito: Arquivo pessoal

Créditos: “ PoliticalSights. Sofrware de monitoramento de fakenews para políticos – Crédito da imagem: D ALL-e

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