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Risco psicossocial entra no balanço de riscos: o que a nova NR-1 cobra das empresas
Por PulseBrand

Risco psicossocial entra no balanço de riscos: o que a nova NR-1 cobra das empresas

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 30 de junho de 2026

Há um custo que as empresas brasileiras vinham pagando sem contabilizar com precisão. Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais e comportamentais, alta de 15,66% sobre o ano anterior. No plano global, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que depressão e ansiedade custam 12 bilhões de dias de trabalho perdidos por ano e quase US$1 trilhão em produtividade. Nesse cenário, começou a valer a nova fase da NR-1 (Norma Regulamentadora 1).

Desde 26 de maio de 2026, a norma passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Na prática, empresas têm de identificar, avaliar, controlar e documentar situações como sobrecarga, assédio, falhas de comunicação, metas inexequíveis e ausência de apoio da liderança. Em março de 2026, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) publicou um manual de aplicação prática, reforçando que o tema integra a agenda oficial de prevenção e segurança no ambiente corporativo.

De clima a passivo precificável

O efeito mais relevante da regra é de enquadramento. O guia do Ministério do Trabalho determina que a gestão dos riscos psicossociais comece pela identificação das situações que afetam a saúde mental, com instrumentos como avaliação ergonômica preliminar, análise do trabalho, observação, questionários e oficinas, seguida de plano de ação, responsáveis, cronograma e acompanhamento. O foco, segundo o governo, não é avaliar a saúde mental individual de cada trabalhador, mas corrigir condições organizacionais que geram adoecimento.

Esse deslocamento tem consequências diretas para conselhos, áreas jurídicas e auditorias internas. Quando metas, jornadas, comunicação e liderança passam a ser fatores de risco documentáveis, a saúde emocional sai do território da cultura e entra no de compliance e prevenção de passivos. Para empresas expostas à alta rotatividade ou pressão intensa por performance, o risco emocional tende a se tornar mais visível e mensurável.

O peso econômico da gestão

O mercado tem números parecidos. No relatório State of the Global Workplace 2026, a Gallup mostrou que o engajamento global caiu de 21% para 20% em 2025, movimento que custou quase US$10 trilhões em produtividade. A mensagem é que saúde mental no trabalho não se resolve com benefício isolado, mas pela qualidade da liderança e pela forma como a rotina é estruturada.

“A NR-1 exige diagnóstico, plano de ação e acompanhamento de riscos psicossociais. Isso é exatamente o que fazemos com empresas há décadas. A diferença é que antes era opcional. Agora é obrigação legal. As empresas que investiram em desenvolvimento emocional antes da norma não terão que correr para se adequar. As que ignoraram vão descobrir que o custo de não investir em pessoas é muito maior do que o de investir”, afirma José Roberto Marques.

Antecipação de tendência

José Roberto Marques construiu ao longo de mais de 40 anos uma operação voltada ao desenvolvimento humano, com mais de 6 milhões de pessoas treinadas, presença em mais de 40 países, mais de 140 mil alunos formados e mais de 110 livros publicados que somam milhares de exemplares vendidos. A NR-1 dá respaldo legal a uma tese que ele defende há décadas: a de que inteligência emocional corporativa é infraestrutura de gestão, não adorno. O risco psicossocial, antes invisível no balanço, ganha agora o mesmo tratamento que indicadores ambientais e de governança já têm: nome, métrica e cobrança.

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