Cadeia de suprimentos: a IA redefine o risco cibernético fora da corporação
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 25 de junho de 2026
Ameaças via fornecedores evoluem com inteligência artificial e expõem um novo paradigma de segurança, baseado em antecipação e inteligência contínua, aponta Stefanini Cyber
São Paulo, junho de 2026 – Ataques recentes mostram que fornecedores com conexão lógica aos sistemas corporativos se tornaram uma das principais portas de entrada para fraudes milionárias. Mais do que explorar vulnerabilidades na interdependência com parceiros menores e menos protegidos em um ambiente onde o perímetro corporativo já não é mais claramente definido, principalmente em setores integrados como o financeiro, o cibercrime atual já opera com uso intensivo de inteligência artificial, criando ataques personalizados, preditivos e em escala, que não podem mais ser combatidos por modelos tradicionais de defesa.
Nesse novo contexto, o risco está na capacidade dos atacantes de construir caminhos de ameaças antes mesmo de uma vulnerabilidade ser evidente. Em muitos casos, o alvo final não é o fornecedor em si, mas o acesso indireto que ele possui aos sistemas de empresas maiores.
Esse cenário marca a transição de um modelo reativo para uma abordagem preditiva de cibersegurança. Companhias passam a ser pressionadas a adotar modelos mais avançados e contínuos de gestão de risco de terceiros, substituindo abordagens pontuais e reativas por uma visão dinâmica, baseada em dados e inteligência. A previsão do Gartner já indicava o avanço desse tipo de ameaça: nos últimos dois anos, 45% das organizações no mundo sofreram ataques relacionados à cadeia de suprimentos de software.
Para Leidivino Natal, CEO global da Stefanini Cyber, unidade de cibersegurança do Grupo Stefanini — consultoria tech global com mindset AI-First — o setor vive uma mudança estrutural, em que a cibersegurança amplia seu papel da detecção de ameaças para a antecipação de ataques.
“O mercado já não lida mais com ofensivas isoladas ou genéricas. Estamos falando de ataques construídos com base em comportamento, contexto e inteligência artificial. Isso exige uma mudança completa de abordagem: não basta reagir, é preciso antecipar”, afirma o executivo.
De acordo com Natal o monitoramento da cadeia de suprimentos evolui para um modelo contínuo, automatizado e orientado por IA, capaz não apenas de identificar vulnerabilidades, mas de detectar sinais de preparação de ataques em andamento.
“A diferença agora é que conseguimos analisar se há um ataque sendo arquitetado, seja usando terceiros como ponto de entrada e antes mesmo de ele acontecer. Esse é o novo patamar da cibersegurança: sair do tempo real e avançar para o controle preditivo”, explica.
Nesse contexto, a gestão de risco passa a incorporar uma visão ampliada do ecossistema. Soluções baseadas em IA permitem correlacionar dados internos e externos, identificar padrões de comportamento e gerar insights acionáveis em escala, com velocidade incompatível com abordagens tradicionais.
“O risco deixou de ser estático. Ele se transforma continuamente e, muitas vezes, é criado pelo próprio atacante a partir de combinações de dados e acessos legítimos. Por isso, a segurança precisa acompanhar essa dinâmica com inteligência e automação”, afirma Natal.
Para o executivo, uma das principais reflexões para o mercado é que muitas empresas ainda tratam a segurança a partir de um modelo tradicional, centrado apenas em seus próprios ambientes, sem o mesmo nível de visibilidade sobre parceiros e fornecedores conectados. “Essa abordagem já não responde à complexidade atual. A segurança precisa ser pensada como um ecossistema vivo, integrado e continuamente monitorado”.
A cadeia de suprimentos passa a ser não apenas um elemento operacional, mas também, a ocupar um papel central na estratégia de cibersegurança, exigindo resiliência com base em inteligência, visibilidade contínua e capacidade de resposta orquestrada.
Com uma abordagem AI-First, a Stefanini Cyber atua na cocriação de soluções com seus clientes, aplicando inteligência artificial para transformar a segurança em um diferencial competitivo, conectando proteção, continuidade de negócios e geração de valor.
“Organizações que conseguem evoluir para esse modelo mais inteligente e preditivo ganham agilidade, escala e confiança para operar em um ambiente cada vez mais complexo e interconectado”, conclui Leidivino Natal.
Sobre o Grupo Stefanini
O Grupo Stefanini é uma consultoria tech global que domina o uso de Inteligência Artificial e cocria soluções sob medida para seus clientes progredirem em sua jornada digital, combinando presença global, ampla expertise técnica e um portfólio completo de serviços. Presente em 46 países, com 23 delivery centers em 5 continentes e mais de 35 mil colaboradores em todo o mundo, a consultoria organiza suas soluções em sete unidades de negócios: Technology, Cyber, Data & Analytics, Financial Tech, Operations, Marketing e Manufacturing, formando um grande ecossistema de inovação que entrega resultados relevantes e duradouros aos seus clientes.
Com diversas plataformas proprietárias de Inteligência Artificial, organizadas principalmente na suíte SAI (Stefanini Artificial Intelligence), o Grupo Stefanini combina dados, automação e IA para impulsionar a transformação de ponta a ponta. O Grupo Stefanini tornou-se referência acadêmica com o case “Criando uma Estratégia de Ecossistema na Era da AI” pela INSEAD e até hoje é estudado em escolas de negócios globais. Para mais informações, acesse stefanini.com.
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