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Projeto Caldeira de terras raras avança no licenciamento após inspeção da Feam em MG
Imagem: Meteoric Resources / Divulgação.

Projeto Caldeira de terras raras avança no licenciamento após inspeção da Feam em MG

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 19 de junho de 2026

Inspeção de campo foi concluída em maio e relatório técnico deve orientar próximos passos da Meteoric para obtenção da Licença de Instalação prevista para 2026

A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) concluiu a inspeção técnica na área do Projeto Caldeira, empreendimento de terras raras localizado em Minas Gerais e controlado pela Meteoric Resources. A vistoria integra a análise do pedido de Licença de Instalação (LI), etapa considerada decisiva para o avanço do projeto, cuja aprovação segue prevista para o fim de 2026.

A visita ocorreu no final de maio e teve como foco principal a avaliação das áreas florestais destinadas à implantação do empreendimento. O próximo passo do processo será a publicação do relatório de campo da Feam, documento que poderá apresentar solicitações de informações complementares relacionadas aos programas ambientais e sociais já protocolados.

Processo segue cronograma regulatório

De acordo com a empresa, o licenciamento ambiental continua avançando dentro dos prazos e procedimentos estabelecidos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), além das exigências municipais, estaduais e federais aplicáveis.

Após obter a Licença Prévia (LP) em dezembro de 2025, a companhia concluiu o Plano de Controle Ambiental (PCA), principal documento técnico exigido para a solicitação da Licença de Instalação. O pedido formal foi apresentado à Feam em março deste ano, após o cumprimento das condicionantes previstas na licença anterior.

A expectativa da empresa permanece inalterada: obter a Licença de Instalação ainda em 2026 e, posteriormente, avançar para a decisão final de investimento do projeto.

Órgãos federais se manifestaram sobre o projeto

Durante a tramitação do licenciamento, órgãos federais também se manifestaram oficialmente sobre o empreendimento. Entre eles estão a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

Segundo documentos apresentados pela Meteoric Resources, a ANSN concluiu que o Projeto Caldeira não apresenta riscos radiológicos e que suas atividades não interferem na área de descomissionamento operada pela INB em Caldas. O Ibama, por sua vez, confirmou que o licenciamento permanece sob competência estadual, sem necessidade de intervenção federal.

No entanto, a discussão sobre os potenciais impactos radiológicos do empreendimento ganhou um novo capítulo em maio. Em decisão proferida no dia 26, a Justiça Federal determinou que a ANSN reavalie os riscos radiológicos dos projetos de terras raras Caldeira, da Meteoric Resources, em Caldas, e Colossus, da Viridis Mineração, em Poços de Caldas.

Ao conceder parcialmente um mandado de segurança coletivo, a juíza federal substituta Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira, da Vara Cível e Juizado Especial Federal Adjunto de Poços de Caldas, apontou inconsistências e lacunas nos estudos apresentados sobre os potenciais impactos radiológicos das atividades minerárias. A sentença obriga a ANSN a emitir um parecer técnico conclusivo sobre os riscos antes do avanço dos processos de licenciamento ambiental.

Relação com comunidades locais

A Meteoric informou que mantém ações de diálogo com comunidades locais e indígenas nos municípios de Caldas e Poços de Caldas. Embora essas populações estejam fora do raio de impacto definido pela legislação federal para consultas específicas, a empresa afirma desenvolver iniciativas voltadas para infraestrutura, educação, capacitação e apoio comunitário.

Expectativa de decisão de investimento

O diretor-geral e CEO da Meteoric Resources, Stuart Gale, afirmou que a conclusão da inspeção de campo representa um avanço importante para o cronograma do empreendimento.

“O progresso do processo de aprovação da Licença de Instalação reflete o apoio obtido junto às diferentes esferas do governo brasileiro e às comunidades locais, além da robustez dos indicadores ambientais, sociais e operacionais do projeto”, disse.

Segundo o executivo, as manifestações dos órgãos federais contribuem para reduzir riscos regulatórios e reforçam a estratégia de licenciamento conduzida em Minas Gerais.

“Com a inspeção de campo da Feam concluída e o relatório técnico em preparação, seguimos no caminho para obter a Licença de Instalação até o final de 2026. Após a conclusão do estudo definitivo de viabilidade e da obtenção da licença, estaremos em posição de tomar uma decisão final de investimento para o início da construção do projeto”, afirmou Gale.

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