NAvegue pelos canais

Ele começou a vender açaí com R$ 500 e transformou o negócio em uma rede de franquias que fatura mais de R$ 45 milhões
Por Divulgação

Ele começou a vender açaí com R$ 500 e transformou o negócio em uma rede de franquias que fatura mais de R$ 45 milhões

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 17 de junho de 2026

Casal de empreendedores cria a Puro.Açaí, rede pioneira no self-service de açaí no Nordeste, com projeção de alcançar 100 lojas neste ano

Ao decidir apostar na venda de açaí em Fortaleza (CE), o empreendedor Franklin Vieira pediu R$ 500 emprestados ao irmão para iniciar essa jornada. O dinheiro foi suficiente para comprar as primeiras polpas do fruto e adaptar o carrinho de lanche para vender um açaí mais puro, com alta concentração de sólidos, se diferenciando no mercado. Foi assim que nasceu a Puro.Açaí , em 2011, sendo a pioneira no self-service de açaí no Nordeste. Em 2026, a empresa celebra 15 anos de história com mais de 80 unidades em sete estados brasileiros. Em um mercado promissor, a rede alcançou, no último ano, o faturamento de R$ 45 milhões e, agora, projeta atingir R$ 51 milhões até dezembro, além da meta de chegar a 100 lojas em operação. Um dos diferenciais da marca é possuir uma fazenda no Pará, com mais de 600 mil pés de açaí plantados e uma fábrica, garantindo o controle de toda a cadeia de produção e os processos da operação.

O cultivo, localizado na região do Baixo Tocantins (PA), é reconhecido nacionalmente pela qualidade superior da produção de açaí que é fornecido para o mercado. A propriedade, adquirida em 2018, de 1.250 hectares, passou a ser uma peça fundamental na estrutura de fornecimento da marca, sendo responsável pelo abastecimento de 25% da rede. Já a produção é complementada pelo trabalho de comunidades ribeirinhas fornecedoras da matéria-prima. A projeção é que esse percentual de produção local alcance 50% do fornecimento até 2030. Hoje, a Puro.Açaí é responsável por comercializar 500 toneladas de açaí por ano, em um cenário de expansão do setor, que é beneficiado mundialmente. Tanto que, segundo dados da Fortune Business Insight, o mercado global de açaí deve avançar de US$ 1,73 bilhão em 2026 para US$ 2,97 bilhões até 2034.

Para sustentar o crescimento do negócio, em 2012, ao lado da esposa Ana Paula Santos, que atua como CEO, o casal estruturou como rede de franquias e passou a diversificar o portfólio, incluindo produtos como picolés, gelatos e softs. Atualmente, possui formatos de loja de rua e shopping, e no segundo semestre está previsto o lançamento do quiosque, um modelo de microfranquia com investimento inicial a partir de R$ 130 mil. Além disso, desenvolveu uma segunda marca, a Marana, focada no varejo e atacado, com um produto de qualidade superior ao padrão de mercado, mas com preço competitivo.

Esse movimento de expansão e fortalecimento do negócio tem raízes na própria trajetória de Franklin no empreendedorismo. Nascido na capital paulista, ele cresceu acompanhando o pai nas feiras livres, vendendo cheiro-verde e cebolinha desde os oito anos de idade. Aos 12, a família decidiu retornar para a cidade de origem, em Lavras da Mangabeira, no interior do Ceará, onde passou a trabalhar na lavoura. Pouco depois, aos 14, começou a vender picolés em carrinhos ambulantes na cidade. Ainda adolescente, trabalhou com plastificação de documentos usando uma máquina do pai, pedalando cerca de 30 quilômetros por dia em busca de clientes.

Com toda essa experiência de trabalho, a vertente empreendedora surgiu aos 18, quando abriu o primeiro comércio, um lava-jato de carros e motos. Porém, precisou ser encerrado após a cidade enfrentar problemas de abastecimento de água. Com isso, Franklin decidiu ir para a capital do Ceará, Fortaleza. Por uma década, ele esteve no mercado de trabalho como garçom e sushiman.

A virada de chave para o despertar de uma nova ideia veio aos 30 anos, com a criação da barraca de pastel diferenciada, que oferecia uma massa no formato de meia-lua. Durante a manhã, vendia tapioca e, à tarde, pastel. Para aumentar o fluxo de vendas, Franklin decidiu apostar em um novo produto: o açaí. Isso aconteceu depois de identificar uma oportunidade de mercado ainda pouco explorada na região, com a oferta de um produto mais puro, com maior qualidade e diferenciação em relação ao que era vendido na época. Com o empréstimo dos R$ 500,00 do irmão, o empresário comprou polpas especiais de açaí, com 14% de sólidos, e começou a vender o produto no próprio carrinho de lanche. Desde o início, seguiu um diferencial de oferecer um “açaí puro”, com textura mais consistente e sabor mais intenso.

O sucesso levou à abertura da primeira loja em Fortaleza. Foi também nesse período que Franklin conheceu a Ana Paula, então cliente da loja, marcando o início de uma parceria que, mais tarde, se tornaria também pessoal e estratégica para a condução do negócio. Formada em Administração de Empresas, ela passou a desempenhar papel fundamental na estruturação e profissionalização da marca.

Com base em investimento em cadeia produtiva, diversificação de produtos e expansão por franquias, a marca segue ampliando a presença no país e reforçando a posição em um mercado em crescimento contínuo, impulsionado tanto pela demanda interna quanto pela valorização global do açaí.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe