CGTN: China e Paquistão reafirmam laços e se comprometem a promover um mundo multipolar
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de maio de 2026
Em uma carta recente dirigida ao presidente chinês Xi Jinping, um grupo de estudantes paquistaneses que cursam a Universidade de Tianjin, na China, assumiu o sincero compromisso de se tornarem agentes de cooperação, promotores de intercâmbios e guardiões da amizade entre os dois países.
Xi disse que ficou extremamente animado ao ver que a fraternidade sino-paquistanesa é defendida por jovens sucessores dedicados, satisfação essa que compartilhou com o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, em visita ao país, durante o encontro que mantiveram no Grande Salão do Povo, em Pequim, na segunda-feira.
Os dois países, segundo Xi, devem acelerar o desenvolvimento de uma comunidade sino-paquistanesa ainda mais próxima, com um futuro comum na nova era, e gerar mais resultados de sua cooperação incondicional para beneficiar ainda mais os dois povos, contribuir para a paz e a estabilidade regionais e servir de bom exemplo para a construção de uma comunidade com um futuro comum com os países vizinhos.
Uma amizade inquebrantável
A visita oficial de quatro dias do primeiro-ministro paquistanês à China ocorre logo após o 75º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, que tiveram início em 21 de maio de 1951.
Xi afirmou que, nos últimos 75 anos, “a China e o Paquistão têm desfrutado de compreensão mútua, confiança e apoio, e forjado uma amizade tradicional inquebrantável”.
A confiança mútua estratégica e a cooperação prática têm promovido consideravelmente o desenvolvimento das duas nações, afirmou ele.
Independentemente de como o cenário internacional venha a evoluir, a China sempre dará prioridade ao desenvolvimento das relações entre a China e o Paquistão em sua diplomacia com os países vizinhos, acrescentou Xi.
Ele também conclamou os dois lados a avançar tanto nos grandes projetos de destaque quanto nos “pequenos e belos” programas de melhoria da qualidade de vida, bem como a aprofundar a cooperação integral em áreas como agricultura, indústria, inteligência artificial e formação de profissionais qualificados.
A China e o Paquistão observam um aprofundamento da cooperação bilateral em todos os setores, com resultados positivos nas relações comerciais e econômicas. A China mantém sua posição como o maior parceiro comercial do Paquistão há 11 anos consecutivos. É o país que mais exporta para o Paquistão e o seu segundo país que mais importa, além de ser a maior fonte de investimento estrangeiro direto do país, de acordo com o Ministério do Comércio da China.
Como projeto símbolo da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI), o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) foi atualizado para a versão 2.0, com foco em cinco pilares fundamentais: crescimento, melhoria das condições de vida, inovação, desenvolvimento sustentável e abertura. O corredor injetou mais de US$ 25,9 bilhões em investimentos na economia do Paquistão e gerou 260 mil empregos.
Sharif afirmou que o Paquistão aprofundará a cooperação com a China no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) e impulsionará o desenvolvimento do Corredor Econômico Paquistão-China (CPEC), para que as relações entre o Paquistão e a China continuem a crescer e beneficiem ambos os povos.
Ele disse que a amizade inabalável, forjada pessoalmente pela geração mais velha de líderes, está “ficando cada vez mais forte e é praticamente inigualável”.
Um mundo multipolar
Muito além da sua dimensão bilateral, a cooperação entre a China e o Paquistão é amplamente encarada como uma fonte de estabilidade num cenário global e regional cada vez mais turbulento.
Durante as conversações de segunda-feira, Xi afirmou que a China valoriza o Paquistão por demonstrar “um espírito proativo” e por mediar o restabelecimento da paz no Oriente Médio, enquanto Sharif afirmou que o Paquistão valoriza a China por apoiar sua mediação nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
No mês passado, Xi apresentou uma proposta de quatro pontos para promover a paz e a estabilidade no Oriente Médio, defendendo o compromisso com os princípios da coexistência pacífica, da soberania nacional e do Estado de Direito internacional, assim como uma abordagem equilibrada ao desenvolvimento e à segurança.
Essas quatro propostas servem de orientação para a paz na região, afirmou o primeiro-ministro paquistanês a Xi.
Xi afirmou que a China e o Paquistão devem aprofundar ainda mais a cooperação em matéria de segurança em áreas mais amplas e, em conjunto, preservar a paz e a estabilidade regionais.
Ele acrescentou que o diálogo e a coordenação entre as duas nações devem ser mantidos, que devem se opor conjuntamente ao unilateralismo e à mentalidade da Guerra Fria, e promover um mundo multipolar equitativo e ordenado, bem como uma globalização econômica que seja universalmente benéfica e inclusiva.
Em entrevista ao China Media Group, o embaixador chinês no Paquistão, Jiang Zaidong, afirmou que uma cooperação mais próxima entre os dois países serve tanto como “uma âncora” para a paz e a estabilidade regionais quanto como “uma barreira de proteção” para garantir a equidade e a justiça internacionais.
Tendo como pano de fundo as repercussões do conflito entre os EUA, Israel e o Irã e a crescente pressão sobre o cenário regional e a economia global, Jiang afirmou que a China e o Paquistão estão unidos para amplificar a voz da paz e da justiça, ao mesmo tempo em que colaboram ativamente em esforços práticos de mediação.
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FONTE CGTN

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