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Saneamento básico e investimentos em infraestrutura: O que Marcio Andre Savi aponta sobre os desafios do setor?
Por SAFTEC DIGITAL

Saneamento básico e investimentos em infraestrutura: O que Marcio Andre Savi aponta sobre os desafios do setor?

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 25 de maio de 2026

Déficit histórico e demanda crescente por obras de grande porte colocam o setor de saneamento no centro do debate econômico nacional.

O debate em torno do saneamento básico ganhou força no mercado de infraestrutura brasileiro, especialmente após avanços regulatórios que ampliaram o horizonte de investimentos no setor. Marcio Andre Savi, profissional da área de engenharia com atuação em obras de grande porte e sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, acompanha de perto esse movimento e reconhece o impacto direto dessas transformações sobre a estrutura produtiva do país.

O novo marco e a atração de capital privado

Com o avanço do Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020 e consolidado nos anos seguintes, o Brasil abriu espaço para uma participação mais expressiva da iniciativa privada na operação e expansão dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A mudança alterou a dinâmica dos contratos de concessão, impondo metas mais rígidas de universalização e atraindo investidores institucionais que antes evitavam o setor pela falta de previsibilidade regulatória. O volume de recursos comprometidos nas licitações realizadas desde então supera o que foi investido nas duas décadas anteriores combinadas, o que revela a escala do ajuste em curso.

Na avaliação de Marcio Andre Savi, obras relativas a sistemas de abastecimento de água e sistemas de esgotamento sanitário exigem planejamento de longo prazo, equipes multidisciplinares e critérios técnicos rigorosos para que os contratos se sustentem dentro dos prazos e dos orçamentos previstos. A complexidade dessas intervenções vai além da execução física: envolve licenciamento ambiental, interferências com outras redes de infraestrutura urbana e a necessidade de manter o fornecimento durante as obras, o que adiciona camadas de dificuldade à gestão dos projetos.

Redução de perdas como vetor de eficiência econômica

Um dos pontos mais críticos do setor de saneamento do ponto de vista econômico é o índice de perdas nos sistemas de distribuição de água. No Brasil, estima-se que entre 35% e 40% da água tratada seja desperdiçada antes de chegar ao consumidor final, seja por vazamentos na rede, seja por falhas de medição e controle. Esse dado transforma a redução de perdas em uma das frentes de investimento mais rentáveis do setor, com retorno comprovado tanto para as operadoras quanto para os municípios atendidos.

Sob a perspectiva de Marcio Andre Savi, a redução de perdas passa necessariamente por investimentos em telemetria, setorização das redes e substituição de tubulações antigas, que em muitos sistemas brasileiros ultrapassam cinquenta anos de uso. Trata-se de uma agenda que combina engenharia de precisão e gestão operacional, e que tem ocupado espaço crescente nas pautas de investidores e reguladores. O conjunto desses elementos indica que a eficiência no uso da água tratada é, ao mesmo tempo, uma questão técnica, ambiental e financeira.

Aterros sanitários e resíduos sólidos na agenda de infraestrutura

Além do saneamento hídrico, a gestão de resíduos sólidos representa outro eixo relevante dentro da pauta de infraestrutura urbana. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida em 2010 e com prazos revisados nos anos seguintes, determina a erradicação dos lixões e a universalização da coleta de resíduos com disposição em aterros sanitários licenciados. Apesar dos avanços, o Brasil ainda convive com um grande número de municípios que descartam resíduos de forma inadequada, gerando passivos ambientais de difícil reversão e custos crescentes para o poder público.

Na concepção de Marcio Andre Savi, obras de grande porte voltadas à destinação de resíduos sólidos demandam integração entre as dimensões técnica, ambiental e logística, com atenção especial às especificidades de cada região atendida. A escolha do local, o sistema de impermeabilização do solo, a captação de biogás e o monitoramento das águas subterrâneas são apenas alguns dos fatores que determinam o sucesso operacional de um aterro sanitário. Erros de projeto nessa etapa geram consequências que se estendem por décadas, tornando o rigor técnico não uma opção, mas uma exigência do processo.

Perspectivas para o mercado de obras de saneamento nos próximos anos

O horizonte para o setor de saneamento básico nos próximos anos é de expansão contínua, impulsionada pelas metas de universalização estabelecidas pela legislação vigente e pela pressão regulatória sobre os operadores públicos e privados. Estima-se que sejam necessários investimentos da ordem de centenas de bilhões de reais para que o Brasil alcance cobertura plena em abastecimento de água e tratamento de esgoto, o que coloca o setor entre os principais destinos de capital em infraestrutura no país.

Diante desse panorama, Marcio Andre Savi observa que a capacidade técnica para planejar, licitar e executar obras de saneamento de grande porte ainda é um gargalo relevante no Brasil. A formação de equipes qualificadas, a padronização de processos e o uso de tecnologias de monitoramento em tempo real surgem como diferenciais competitivos para empresas e profissionais que atuam nesse mercado. O que esse percurso demonstra é que o saneamento básico deixou de ser apenas uma pauta social para se consolidar como um dos vetores centrais do desenvolvimento econômico e urbano brasileiro.

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