Dados sobre saúde mental revelam a urgência em proteger crianças e adolescentes
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 19 de maio de 2026
Criadora do Método Aprofundar, especialista Juliana Zorzi explica que consciência sem ação não transforma; abordagem prática mostra o caminho

Dados recentes sobre a saúde mental de crianças, adolescentes e, também, adultos ligam o sinal de alerta para um problema crescente que exige uma resposta imediata. Estresse, depressão, ansiedade, irritação, nervosismo, desânimo são apenas alguns dos inúmeros fatores que refletem a necessidade de adotar uma metodologia eficaz para proteger o indivíduo, a família e toda uma sociedade.
Os números facilitam entender a magnitude do problema. Divulgada em março deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) entrevistou em 2024 estudantes de 13 a 17 anos de escolas públicas e privadas em todo o Brasil.
Do total, 28,9% afirmaram que sentiram tristeza “sempre” ou na “maioria das vezes” em um período de 30 dias antes do estudo. Além disso, 32% responderam que sentiram o desejo de se “machucar de propósito” em um período de 12 meses. Por sua vez, 42,9% declararam ficar ‘irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa’. Entre as meninas, 25% sinalizaram a perda da vontade de viver.
Por sua vez, pesquisa da B2Mamy em conjunto com a Kiddle Pass identificou que nove em cada dez mães brasileiras apresentam algum sintoma de burnout parental. O levantamento nacional surgiu após um estudo da Universidade de Ohio registrar que seis em cada dez figuras paternas apresentam esgotamento emocional relacionado ao cuidado com os filhos.
De um lado, adultos emocionalmente esgotados. Do outro, crianças e adolescentes necessitando de ajuda para regularem as suas emoções. Mas o que fazer? Para a Juliana Zorzi, muito mais do que um diagnóstico vazio, é necessário apresentar uma direção, com o suporte de uma abordagem sistêmica e prática. “Famílias inteiras adoecem quando não compreendem o que está por trás do comportamento“, afirma.
Método Aprofundar
A especialista fala com propriedade. Mãe neurodivergente, ela desenvolveu o Método Aprofundar a partir da união de sua trajetória de vida com a sua base clínica e científica, construída através da psicopedagogia, da arteterapia, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), da psicoeducação parental, dos estudos em desenvolvimento emocional, funções executivas e comportamento humano, integrados à experiência prática diária em clínica com crianças, adolescentes, adultos e famílias.
“O Método Aprofundar foi criado para traduzir emoções complexas em linguagem acessível, prática e aplicável, permitindo que crianças, adolescentes, adultos, pais, mães e escolas consigam compreender padrões, reorganizar relações e desenvolver consciência emocional sem perder humanidade no processo”.
Em um mundo com excesso de estímulos e demandas, os transtornos emocionais estão relacionados com o atual estilo de vida das famílias. Dessa forma, determinado comportamento de uma criança reflete a necessidade de reorganização de toda a estrutura. “Muitas pessoas sentem, reagem e sofrem sem compreender o que está por trás de seus comportamentos”.
Nesse cenário, Juliana Zorzi explica que normalmente famílias e escolas tentam corrigir o comportamento de um aluno sem entender a emoção, a função executiva ou o padrão interno que sustenta aquela reação. Nesse contexto, um dos erros mais comuns é confundir acolhimento com permissividade. “Acolher não significa ausência de limites“.
Para a especialista, corrigir a reação sem compreender a emoção que a sustenta é tratar o sintoma sem diagnosticar a causa. “O Método Aprofundar nasceu exatamente para traduzir o que está por trás do comportamento e transformar consciência em ação prática”, diz.
O que está por trás do comportamento?
A solução para birras, impulsividade, agressividade, isolamento não está na simples imposição de limites mais rígidos. “A criança que explode não está desafiando o adulto. Ela está sinalizando que não tem recursos internos para processar o que sente”, diz Juliana Zorzi.
Portanto, determinados comportamentos se transformam no veículo de comunicação utilizado pela criança ou adolescente para pedir ajuda, mesmo que inconscientemente.
Dessa forma, é preciso observar o que está por trás da reação, acolher a emoção e só então orientar o comportamento. “Não existe manual. Existe caminho quando há compreensão”, destaca a criadora do Método Aprofundar.
Com o correto entendimento do caso, é possível adotar ações práticas e eficazes, alinhadas com as necessidades e a história de cada família. “Consciência sem ação não transforma. A terapia precisa ter começo, meio e fim. Por isso, o método organiza emoção, pensamento, comportamento e estratégia”, destaca.
Para construir autonomia, regulação emocional e protagonismo, é fundamental trabalhar com profundidade, prática e direção. Certamente, o caminho para promover a saúde mental da família não está na perfeição, mas na transformação. “O que move o meu trabalho é mostrar para outras famílias que existe caminho, existe reorganização, existe cura emocional possível e existe desenvolvimento quando há compreensão, direção, estratégia e acolhimento”. Para saber mais sobre o trabalho da especialista e o Método Aprofundar, acesse o perfil do Instituto Juliana Zorzi.