FIFARMA Annual Summit 2026 define um roteiro para acelerar o acesso à inovação em saúde na América Latina
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 7 de maio de 2026
- Pacientes na América Latina levam em média 5,7 anos para acessar tratamentos inovadores após a aprovação global.
- Embora 9 em cada 10 agências reguladoras da região já utilizem mecanismos como Reliance, apenas uma mede seu impacto real na redução dos tempos de acesso.
- A região alcança apenas 59% em competitividade biofarmacêutica, frente a mais de 75% em economias líderes, o que limita investimentos, pesquisa clínica e acesso oportuno à inovação.
BRASÍLIA, Brasil, 7 de maio de 2026 /PRNewswire/ — O FIFARMA Annual Summit 2026 trouxe uma conclusão clara para a América Latina: acelerar o acesso à inovação em saúde já não é apenas uma meta sanitária, mas uma decisão estratégica para o desenvolvimento econômico e social da região.
Durante o encontro, que reuniu líderes do setor público e privado, organismos multilaterais, academia e sociedade civil de toda a América Latina, ficou evidente que a região possui talento científico, capacidade técnica e ferramentas concretas para avançar, mas ainda enfrenta barreiras que atrasam o acesso a tratamentos, limitam investimentos e reduzem o impacto da inovação na vida das pessoas.
Um dos principais consensos foi a necessidade de fortalecer o financiamento em saúde como motor de desenvolvimento. Segundo estudo da Duke University sobre práticas orçamentárias em saúde, a América Latina destina em média 4% do PIB à saúde, abaixo das recomendações internacionais. Isso confirma que avançar não depende apenas de mais recursos, mas de melhores decisões sobre como investir, priorizar e garantir acesso real e resultados sustentáveis.
Essa lacuna se reflete diretamente no acesso a tratamentos inovadores. De acordo com o WAIT Indicator 2026 da FIFARMA, os pacientes da região acessam essas terapias em média 5,7 anos após a aprovação global. Reduzir esse tempo representa uma das maiores oportunidades para melhorar resultados em saúde, evitar custos sociais e fortalecer a produtividade da região.
A regulação também foi identificada como uma das principais alavancas para acelerar essa mudança. Mecanismos como o Reliance permitem que os países aproveitem avaliações já realizadas por agências de referência internacional, evitando duplicação de processos e reduzindo prazos. Hoje, 9 em cada 10 agências utilizam esses mecanismos, mas apenas uma mede seu impacto, demonstrando que o desafio já não é adotar ferramentas, mas garantir resultados.
Também é fundamental fortalecer a competitividade regional para atrair investimentos, impulsionar a pesquisa clínica e consolidar ecossistemas de inovação sustentáveis. Atualmente, a América Latina alcança 59% em competitividade biofarmacêutica, frente a mais de 75% em economias líderes, segundo o Índice de Competitividade Biofarmacêutica (BCI) da FIFARMA.
“A América Latina não precisa esperar mais para que a inovação chegue aos pacientes. Quando alinhamos investimento, regulação e acesso, não apenas fortalecemos os sistemas de saúde, mas também protegemos a competitividade, o desenvolvimento e a capacidade da região de responder aos seus próprios desafios. A inovação em saúde só cumpre seu propósito quando chega a tempo”, afirmou Yaneth Giha, diretora executiva da FIFARMA.
Por sua vez, Silvana Lay, diretora de Acesso e Assuntos Públicos da FIFARMA, destacou: “O desafio não é apenas desenvolver novas soluções, mas criar condições para que essas soluções cheguem de forma oportuna, equitativa e sustentável. Isso exige decisões mais rápidas, melhor articulação institucional e uma visão de longo prazo sobre o valor da saúde como motor de desenvolvimento.”
O FIFARMA Annual Summit 2026 deixou um roteiro claro: investir melhor, regular com mais eficiência e fortalecer a confiança institucional para que a inovação se traduza em bem-estar real para as pessoas.
Quando a inovação chega a tempo, não apenas melhora a saúde dos pacientes, mas também fortalece a produtividade, impulsiona o desenvolvimento e constrói sistemas de saúde mais sustentáveis em toda a região. Esse é o principal desafio e também a maior oportunidade para a América Latina.
Sobre a FIFARMA
A FIFARMA é a Federação Latino-Americana da Indústria Farmacêutica. Reúne associações locais e empresas farmacêuticas de pesquisa e desenvolvimento da América Latina e do Caribe, promovendo a pesquisa científica, o bem-estar dos pacientes e sistemas de saúde mais sustentáveis.
Mais informações: https://fifarma.org/publicaciones/
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FONTE FIFARMA

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