Brasil precisa de diferencial tecnológico para competir nas cadeias globais de minerais críticos
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 4 de maio de 2026
Pablo Cesário, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), avalia que o potencial geológico é importante, mas insuficiente para o país liderar cadeias globais de minerais críticos sem investimento tecnológico de longo prazo para aplicações industriais.
O Brasil possui condições favoráveis para se inserir nas cadeias globais de minerais críticos, mas falta diferencial para sustentar a liderança no fornecimento, avalia Pablo Cesário, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A declaração de Cesário foi durante encontro em Brasília, promovido pelo Reino Unido, que também tem demonstrado interesse em firmar parceria com o Brasil para garantir suprimentos de minerais para sua indústria.
“Nós temos algumas das empresas mais competitivas do mundo, temos bons geólogos, temos serviços tecnológicos relacionados à mineração, temos uma cadeia de fornecimento”, disse, ressaltando que é preciso saber fazer melhor para continuar garantindo ao longo do tempo um diferencial de conhecimento que mantenha a liderança.
Para ilustrar o seu ponto de vista, ele citou como exemplo a CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração). De acordo com Cesário, a fornecedora global de ligas de nióbio “criou o mercado de nióbio”, no sentido de desenvolver tecnologias de aproveitamento, processamento, refino e criar um marketing global do produto. “Ela entrega nióbio em qualquer lugar do mundo, em 72 horas, sobre qualquer especificação”, comentou.
Mas, para Cesário, o diferencial da empresa vai ainda além: A CBMM direciona parte do seu investimento anual entre 200 e 300 milhões em conhecimento de aplicações industriais do nióbio, tendo liderança global no conhecimento do produto. “Não é apenas conseguir a liderança, mas ter uma dinâmica que sustenta a liderança”, destacou Cesário.
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