Costura que transforma: como o Instituto Aflora está reconstruindo histórias de mulheres no Brasil
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de abril de 2026
Projeto une capacitação, autoestima e empreendedorismo para gerar renda e transformar trajetórias femininas por meio da economia criativa
Em meio a um dos momentos mais difíceis de sua vida, Luana Aparecida Mendes, de 41 anos, encontrou na costura um caminho inesperado de reconstrução. Em tratamento contra um câncer de mama, desempregada e enfrentando limitações físicas e emocionais, ela decidiu iniciar um curso no Instituto Aflora — e viu sua história ganhar novos contornos.
“Muitas vezes eu saía da quimioterapia direto para o curso. E, mesmo com as dificuldades, era um processo leve, porque eu encontrava acolhimento, escuta e incentivo”, conta. Ao longo das aulas, o aprendizado técnico se misturou a algo maior: “Cada dia era como um retalho que ajudava a me reconstruir e a construir uma nova esperança.”
A história de Luana reflete uma realidade comum no Brasil. Em um cenário marcado por desemprego, informalidade e dificuldade de acesso à qualificação, muitas mulheres enfrentam barreiras que vão além da renda: falta de oportunidades, baixa autoestima e ausência de direcionamento profissional. Para muitas, o problema não é apenas conseguir trabalho, mas encontrar caminhos possíveis para gerar renda com autonomia, conciliando rotina, família e propósito.
Uma resposta que vai além da capacitação
É nesse contexto que surge o Instituto Aflora, iniciativa que vem se destacando ao propor uma abordagem que une capacitação técnica, desenvolvimento humano e empreendedorismo. Idealizado por Cíntia Cavalcante, o projeto nasceu com um objetivo direto: ampliar as possibilidades de geração de renda para mulheres por meio da costura.
“Uma máquina de costura na sala e o mínimo de educação financeira já são suficientes para criar novas oportunidades”, afirma Cíntia. Para ela, o fazer manual sempre esteve presente, mas perdeu espaço ao longo das transformações sociais. “A transformação começa na autoestima e no comportamento empreendedor.”
O principal programa do Instituto é o Entrepontos, um curso que transforma o aprendizado da costura em uma jornada estruturada de crescimento. As alunas passam por etapas que vão da criatividade ao domínio técnico, aprendendo a desenvolver peças próprias enquanto recebem formação em empreendedorismo, precificação e posicionamento de mercado. “O curso não é só sobre costurar. É sobre entender quem você é e como transformar isso em renda”, resume Cíntia.
Da insegurança à autonomia
Na prática, o impacto é visível dentro e fora da sala de aula. A professora Cristiane Gomes Vieira da Silva, que começou como aluna do projeto em 2025, acompanha de perto essa transformação. “Elas chegam com medo, inseguras, e começam a se abrir, como uma flor. Ganham confiança, percebem que são capazes e voltam a sonhar”, relata.
Segundo ela, a virada acontece quando as alunas concluem a primeira peça. “Elas começam fazendo ajustes para a família e, pouco depois, já estão prontas para ganhar o mundo.”
Já a professora de corte e costura Zelma JasmeLinda reforça o papel do acolhimento nesse processo. “Qualquer pessoa que queira fazer o curso é bem-vinda. E quem segue a metodologia consegue executar os projetos com autonomia”, afirma. Para ela, o mais marcante é ver a evolução das alunas. “Elas chegam sem saber costurar e saem produzindo peças que podem gerar renda.”
Mais do que ensinar uma técnica, o projeto trabalha autoestima, identidade e visão de futuro. “O meu melhor resultado é ver mulheres autônomas, com voz ativa dentro de casa e na sociedade”, afirma Cíntia.
Um modelo que gera impacto e projeta futuro
O Instituto Aflora também atua sobre desafios estruturais do setor artesanal, como a dificuldade de monetização e a baixa valorização do trabalho manual.
Viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, o projeto conta com o patrocínio do Banco Toyota do Brasil, que aposta no empreendedorismo criativo como ferramenta de transformação social. O apoio permite ampliar o alcance da iniciativa e democratizar o acesso à formação. Os resultados já aparecem: mulheres que passam a empreender, gerar renda, reconstruir suas trajetórias e ocupar novos espaços na sociedade.
Para Luana, essa transformação é difícil de mensurar. “Foi um fôlego de vida em um momento em que a desesperança poderia ter tomado conta”, resume.
Com planos de expansão, o Instituto Aflora pretende consolidar uma sede própria e ampliar sua atuação, fortalecendo ainda mais seu impacto social. “Quero resgatar o orgulho de ser costureira, de criar, de empreender. Que as mulheres sejam o que desejarem ser”, ressalta Cíntia.
Mais do que ensinar uma profissão, o Aflora propõe algo maior: transformar histórias, ponto a ponto.
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