Panorama do empreendedorismo no Brasil no 1º trimestre de 2026
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 22 de abril de 2026

O Brasil iniciou 2026 com um dos cenários mais intensos de empreendedorismo dos últimos anos. De acordo com o relatório da plataforma EmpresAqui, foram abertas 1.638.996 empresas entre janeiro e março, um volume que evidencia não apenas o dinamismo econômico, mas também uma forte tendência de formalização no país.
Desse total, 1.539.538 empresas permaneciam ativas, enquanto 99.458 já haviam sido encerradas, resultando em uma taxa inicial de sobrevivência de 93,93% e uma taxa de encerramento de 6,07%. Esse dado é extremamente relevante, pois mostra que, apesar do alto número de aberturas, há uma rotatividade considerável logo nos primeiros meses de operação.
Evolução mensal e ritmo de crescimento
A análise mês a mês revela um comportamento consistente de crescimento ao longo do trimestre. Em janeiro, foram abertas 515.165 empresas, seguido por 481.171 em fevereiro e 543.202 em março, indicando uma retomada mais forte no final do período.
Esse movimento reforça que o empreendedorismo segue aquecido, mesmo diante de desafios econômicos. A aceleração em março pode estar relacionada a fatores sazonais, planejamento estratégico de início de ano e maior confiança dos empreendedores.
Distribuição geográfica: concentração e expansão
O Sudeste continua liderando em volume absoluto, com destaque para São Paulo, que registrou 448.372 empresas abertas e ativas, seguido por Minas Gerais (162.473) e Rio de Janeiro (121.998).
Outros estados também tiveram participação relevante, como Paraná (109.929) e Santa Catarina (92.088), além de Rio Grande do Sul, Bahia e Goiás.
No recorte municipal, a cidade de São Paulo lidera com 143.822 novas empresas, muito à frente de outros centros como Rio de Janeiro (52.310) e Brasília (30.217).
Por outro lado, quando analisamos a densidade de empresas por habitantes, o cenário muda. Cidades como Itajaí, Palhoça e Balneário Camboriú aparecem como destaques, mostrando que o empreendedorismo também cresce de forma intensa fora dos grandes centros.
Esse dado é estratégico: regiões menores podem oferecer oportunidades comerciais mais dinâmicas, com menor concorrência e maior renovação de empresas.
Setores que lideram a abertura de empresas
A pesquisa revela que o crescimento foi impulsionado principalmente por setores de serviços e logística. Entre os principais CNAEs com maior número de aberturas estão:
• Promoção de vendas: 76.722 empresas
• Serviços administrativos: 67.329
• Serviços de malote: 57.671
• Cabeleireiros e estética: 51.883
• Transporte de carga municipal: 50.054
O destaque para a logística é evidente, com múltiplos segmentos relacionados ao transporte e entrega aparecendo entre os principais. Isso indica uma forte influência do crescimento do e-commerce e da demanda por distribuição rápida.
Além disso, muitos desses setores possuem baixa barreira de entrada, facilitando a abertura de novos negócios, especialmente por microempreendedores.
Relação entre abertura e fechamento de empresas
Um ponto crucial da análise é que os mesmos setores que mais abrem empresas também são os que mais fecham. Entre os segmentos com maior número de encerramentos estão:
• Serviços de malote: 11.005 fechamentos
• Transporte de carga municipal: 6.514
• Promoção de vendas: 5.691
• Entrega rápida: 3.796
Quando analisamos a taxa proporcional de encerramento, alguns dados chamam atenção:
• Serviços de malote: 16,02%
• Transporte de carga municipal: 11,52%
• Entrega rápida: 10,57%
Isso evidencia um mercado altamente competitivo, com grande entrada de empresas, mas também com alta taxa de saída.
Diferenças regionais nas taxas de encerramento
A análise por estado mostra que algumas regiões apresentam maior fragilidade inicial. Entre os estados com maior taxa de encerramento estão:
• Ceará: 8,04%
• Pernambuco: 7,03%
• Bahia: 6,91%
Já estados como Mato Grosso (3,74%) e Espírito Santo (4,38%) apresentam maior estabilidade inicial. Esse dado sugere que fatores regionais — como ambiente econômico, infraestrutura e competitividade — impactam diretamente a sobrevivência das empresas.
Perfil das empresas abertas
O perfil das empresas abertas no período reforça a predominância de negócios de pequeno porte:
• Microempresas: 1.423.279
• Pequeno porte: 57.611
• Médio/grande porte: 57.751
Além disso, 75% das empresas são MEI, totalizando 1.148.834 negócios .
Esse dado é fundamental, pois mostra que o crescimento do empreendedorismo está sendo impulsionado por negócios individuais, com estrutura enxuta e menor complexidade operacional.
Regime tributário e faturamento
A maioria das empresas opta pelo Simples Nacional, com mais de 1,45 milhão de registros .
Em relação ao faturamento:
• Até R$ 81 mil: 1.148.834 empresas
• Até R$ 3,6 milhões: 274.446 empresas
Isso confirma que o ecossistema é composto majoritariamente por empresas de baixo faturamento, reforçando o caráter inicial e experimental de muitos negócios.
Perfil dos empreendedores
A faixa etária predominante dos empreendedores está entre:
• 31 a 40 anos: 139.457
• 41 a 50 anos: 111.382
• 21 a 30 anos: 100.474
Esse dado mostra que o empreendedor brasileiro está, majoritariamente, em idade produtiva, com experiência profissional e potencial de crescimento.
O que os dados revelam sobre o Brasil empreendedor
A análise completa do relatório permite identificar cinco grandes tendências:
1. Alta formalização: o número de novas empresas continua crescendo de forma expressiva.
2. Predominância de pequenos negócios: MEIs e microempresas dominam o cenário.
3. Crescimento descentralizado: cidades menores ganham relevância.
4. Força da logística e serviços: setores operacionais lideram o crescimento.
5. Alta rotatividade: muitos negócios não sobrevivem aos primeiros meses.
Oportunidades para o mercado B2B
O volume de mais de 1,5 milhão de empresas ativas abertas em apenas três meses representa uma enorme oportunidade para o mercado B2B .
Essas empresas demandam serviços essenciais como:
• tecnologia
• contabilidade
• marketing
• crédito
• gestão
Além disso, o alto número de MEIs indica que soluções simples, acessíveis e rápidas tendem a ter maior aderência.
Outro ponto importante é o timing: em setores com alta rotatividade, como logística, a abordagem comercial precisa ser rápida para aproveitar a janela de oportunidade.
EmpresAqui: transformando dados em oportunidades reais de vendas B2B
Diante de um cenário em que o Brasil abriu mais de 1,6 milhão de empresas em apenas três meses, identificar, segmentar e abordar esses novos negócios rapidamente se tornou uma vantagem competitiva essencial. É exatamente nesse contexto que a EmpresAqui se posiciona como uma solução estratégica para empresas que desejam crescer no mercado B2B.
A plataforma reúne informações de milhões de empresas em todo o Brasil, oferecendo acesso a uma base robusta com dados como telefone, e-mail, faturamento, regime tributário, CNAE, localização e até informações societárias.
Um dos grandes diferenciais da EmpresAqui é a utilização de tecnologia avançada, como a IA B2B R.I.A.N., que ajuda a encontrar empresas com alto potencial de conversão de forma automatizada. Além disso, a plataforma oferece mais de 25 filtros inteligentes, possibilitando segmentações extremamente detalhadas — algo fundamental em um mercado com mais de 1,5 milhão de novos CNPJs surgindo em curto período.
Outro ponto é a flexibilidade e escalabilidade da ferramenta. Com pesquisas ilimitadas, exportação completa de dados (CSV, Excel, PDF) e integração com CRMs como Agendor CRM, HubSpot e Pipedrive, a EmpresAqui permite que equipes comerciais atuem de forma estruturada e orientada por dados. Isso facilita desde a geração de leads até a gestão completa do funil de vendas.
A plataforma também se destaca pelo custo-benefício, oferecendo um dos menores custos do mercado com acesso ilimitado à base nacional de empresas, além de suporte humanizado e recursos adicionais como gestão de leads, enriquecimento de dados e treinamentos em vendas B2B.
Jornalista: Daiane de Souza | 0007147/SC