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Oito em cada 10 pets adotados no Brasil vêm de resgates de rua ou redes informais, aponta  pesquisa
Adoção de pets ainda acontece majoritariamente fora de ONGs. Foto: Freepik

Oito em cada 10 pets adotados no Brasil vêm de resgates de rua ou redes informais, aponta pesquisa

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 6 de abril de 2026

Levantamento revela a preferência nacional pelos vira-latas, mas alerta que dificuldades financeiras e problemas de comportamento ainda ameaçam a posse responsável pós-adoção

O 4 de abril é o Dia Mundial do Animal de Rua, uma data importante para se colocar luz no tema do abandono animal e quanto a adoção responsável relevante. No Brasil, o ato de adotar um animal de estimação é movido predominantemente pelo afeto e por redes de contatos pessoais, deixando as instituições formais em segundo plano. É o que revela a nova pesquisa GoldeN / Opinion Box. Segundo os dados, 80% dos pets adotados no país foram resgatados diretamente das ruas (34%) ou repassados por amigos e conhecidos (46%), enquanto abrigos e ONGs respondem por apenas 9% das adoções cada.

Mesmo com o tema da adoção em evidência, ainda são cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, segundo a OMS. E a pesquisa indica que as adoções por meio de ONGs e abrigos estão ainda em um patamar secundário, desenhando um retrato da “adoção à brasileira”: um ato de solidariedade que acontece, em grande parte, fora das estruturas formais.

“Nosso objetivo com esta pesquisa foi ir além dos números para entender a alma do processo de adoção no Brasil”, afirma Felipe Mascarenhas, Head de Marketing d e GoldeN. “Os dados mostram uma nação apaixonada por animais, que se mobiliza de forma orgânica para dar lares a quem precisa. Mas também revelam desafios financeiros e comportamentais que levam ao abandono e à necessidade urgente de dar suporte a esses tutores.”

A pesquisa também confirma o reinado do “vira-lata” (SRD) nos lares do país, sendo a maioria entre os gatos (75%) e a “raça” mais comum entre os cães (28%). No entanto, os dados acendem um alerta: 60% dos brasileiros concordam que ainda existe preconceito contra animais sem raça definida, enquanto uma esmagadora maioria de 86% acredita que a adoção de SRDs deveria ser mais incentivada.

Os desafios da posse responsável

Tão importante quanto adotar é a responsabilidade que essa decisão envolve. Quando a realidade pós-adoção se impõe, os desafios práticos são os principais motivos que levariam um tutor a devolver um animal. Segundo o estudo, “problemas financeiros” (48%) e “problemas de comportamento do pet” (39%) são as maiores barreiras para a permanência do animal no lar.

A pesquisa também expõe um conflito de gerações: enquanto os tutores mais jovens (18 a 29 anos) enfrentam a instabilidade financeira como principal obstáculo, os mais maduros lidam com a falta de tempo e os desafios de comportamento do pet, mostrando que cada fase da vida exige um tipo diferente de suporte para garantir a posse responsável.

Como solução, a população aponta um caminho claro: o apoio. 87% dos entrevistados concordam que suporte e orientação após a adoção ajudariam a evitar o abandono, com destaque para o desejo por consultas veterinárias gratuitas ou com desconto (65%) e campanhas educativas sobre posse responsável (55%).

“A população não está apenas apontando os problemas, mas também entregando o mapa da solução: mais acesso à saúde veterinária e mais educação. É nosso dever, como parte deste ecossistema, ouvir e agir, transformando esses dados em ferramentas que realmente ajudem o tutor a superar os desafios do dia a dia”, conclui Felipe Mascarenhas.

Campanha para conscientização “troca” cão de Paolla Oliveira

E justamente para chamar a atenção sobre a causa e incentivar mais adoções, GoldeN “trocou” o cão Chop p da atriz Paolla Oliveira. Com mais de 40 milhões de seguidores nas redes sociais, Paolla Oliveira é uma grande ativista da causa da adoção animal e durante três dias, ​ um cão “sósia”, disponível para adoção, viveu as melhores horas do dia​ como se fosse o pet da atriz.

No dia 4 de abril, a atriz revelou a troca e avisou que o cão, da ONG Adote um Bichinho RJ, está disponível para a adoção. A campanha, criada pela Euphoria Creative, tem o objetivo de chamar a atenção para a causa, dando visibilidade para cães e gatos que estão à procura de um novo lar.

Para ampliar essa exposição, no site de GoldeN ( https://premierpet.com.br/adote ) também foi disponibilizado um portal com informações de ONGs parceiras em todo o Brasil, facilitando o contato entre futuros tutores e animais que aguardam a adoção.

“A causa da adoção é cada dia mais relevante no cotidiano dos brasileiros, como mostrou a pesquisa. Com a nossa ação, queremos dar visibilidade ao tema e ajudar a transformar as vidas dos milhares de pets que esperam por um lar”, afirma o executivo.

Exposição Virtual ‘A Vida que Compartilhamos’ dá rosto aos dados da pesquisa

O dia 4 de abril também marca o início da exposição “A Vida que Compartilhamos”, uma parceria de GoldeN com o Museu da Pessoa. A ideia é mostrar esses laços entre pets e tutores, provando o quanto a vida pode ser transformada com a presença de um cão ou gato em uma casa.

O afeto observado na pesquisa é materializado na exposição, que além de mostrar histórias reais, incentiva tutores a contarem as suas próprias histórias de vida com os seus pets. A exposição virtual tem acesso gratuito.

“Vida que Compartilhamos” é uma exposição sobre como os pets passaram a ocupar um lugar importante na história social brasileira. A tese que orienta a comunicação é: os vínculos com cães e gatos revelam transformações profundas na forma como vivemos, amamos, envelhecemos e enfrentamos crises. Os p ets que deixa ra m de ser companhias domésticas e passa ra m a ser agentes biográficos. Eles atravessam gerações, substituem silêncios, sustentam lutos e reconfiguram a ideia de família. Uma leitura sobre o Brasil contemporâneo.

Acesse a exposição em:  https://memo.museudapessoa.org/a-vida-que-compartilhamos/

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