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Tecnologia e gestão de dados ampliam espaço para mulheres em áreas estratégicas do agro
Por PulseBrand

Tecnologia e gestão de dados ampliam espaço para mulheres em áreas estratégicas do agro

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 30 de março de 2026

Às vésperas da Agrishow 2026, avanço da automação e da inteligência operacional reforça a presença feminina em funções técnicas e de liderança no campo

À medida que o agronegócio brasileiro acelera sua transformação tecnológica, a presença feminina em áreas estratégicas do setor começa a ganhar mais visibilidade. Em um ambiente historicamente marcado por desafios de acesso e reconhecimento, o avanço da automação, da conectividade e da gestão orientada por dados tem contribuído para redesenhar funções no campo e ampliar o espaço para profissionais com formação técnica, visão sistêmica e capacidade analítica.

O debate ganha força no momento em que o setor se prepara para a Agrishow 2026, principal feira de tecnologia agrícola da América Latina. Entre os temas que vêm ocupando mais espaço está justamente a combinação entre inovação, produtividade e diversidade, em um cenário no qual o campo passa a exigir menos esforço operacional repetitivo e mais domínio sobre processos, indicadores e tomada de decisão.

Na Hexagon, multinacional de tecnologias de medição e automação com atuação no agronegócio, esse movimento aparece tanto na operação quanto na própria composição de liderança. Entre 2023 e 2024, a participação feminina em cargos de liderança na companhia, em nível global, passou de 23% para 24%. A meta é chegar a 30%, dentro de uma estratégia que inclui mentoria, treinamentos em equidade e ações voltadas à construção de um ambiente mais inclusivo.

No cotidiano da operação, a mudança também se traduz em novas trajetórias profissionais. Claudia Garcia, gerente de contratos florestais da divisão de Agriculture da Hexagon, afirma que a evolução tecnológica alterou a lógica de várias atividades no campo.

“A tecnologia desloca o foco da força física para a análise e o planejamento. Isso amplia o espaço para diferentes perfis e valoriza o conhecimento técnico, criando oportunidades para que as mulheres ocupem cada vez mais posições de destaque”, diz.

A avaliação é compartilhada por Thaynara Thome, analista de sistemas de automação embarcada da companhia. Segundo ela, a digitalização das operações reduziu barreiras antigas, mas o principal avanço está na mudança de critério para reconhecimento profissional.

“A tecnologia embarcada e a automação reduzem barreiras que antes estavam associadas ao esforço físico, mas o principal ganho está na valorização da capacidade analítica e do entendimento dos processos. Hoje, vemos mulheres atuando como técnicas de campo, líderes de equipe e especialistas em automação com o reconhecimento que sempre mereceram”, afirma.

Apesar da evolução, as executivas observam que a consolidação desse espaço ainda envolve desafios práticos. Em muitas situações, mulheres em funções técnicas continuam lidando com a necessidade de provar competência antes mesmo do início do trabalho, além de enfrentar percepções cristalizadas sobre quem pode ou não ocupar determinadas posições no agro.

Para Thaynara, a transformação em curso não elimina esse contexto, mas cria condições mais objetivas para que a qualificação se imponha no ambiente profissional. “O importante é não desistir e manter o foco no serviço que está sendo executado. Aos poucos, a competência abre portas e muda percepções”, afirma.

No campo, o impacto da tecnologia sobre a organização do trabalho tem sido cada vez mais visível. Ferramentas de telemetria, automação embarcada, monitoramento em tempo real e inteligência operacional vêm ampliando a capacidade de controle sobre máquinas, equipes e produtividade. Na prática, isso reduz desperdícios, melhora a rastreabilidade e torna a gestão mais previsível.

Esse movimento também altera o perfil das competências mais valorizadas nas operações. Se antes parte relevante da autoridade no campo estava concentrada na experiência empírica e na execução manual, agora cresce a demanda por profissionais capazes de interpretar dados, identificar gargalos e atuar com visão integrada sobre desempenho, custos e eficiência.

Na avaliação de Claudia Garcia, esse processo ajuda a democratizar o acesso a posições mais estratégicas. “Essas transformações valorizam competências analíticas e criam espaço para que diferentes perfis contribuam de forma qualificada. O que antes dependia quase exclusivamente da experiência empírica, hoje se apoia em dados concretos, e isso democratiza o acesso às posições de decisão”, diz.

A conexão entre diversidade e tecnologia também se reflete no tipo de ambiente que vem sendo construído dentro das operações mais digitalizadas. Ao profissionalizar rotinas e estabelecer métricas mais claras para avaliação de desempenho, a automação tende a reduzir subjetividades e ampliar o peso de critérios técnicos, o que pode favorecer dinâmicas mais equilibradas de reconhecimento e progressão de carreira.

No caso da Hexagon, essa leitura aparece associada ao impacto direto das soluções oferecidas ao setor. Sistemas voltados à automação, à inteligência operacional e à gestão de processos têm contribuído para tornar as fazendas mais eficientes e sustentáveis, mas também para criar um ecossistema no qual conhecimento técnico e capacidade analítica passam a ser ativos centrais.

“A tecnologia tem sido uma grande aliada na ampliação das oportunidades. Ela exige profissionais qualificados, com visão sistêmica, e isso abre espaço para que mulheres que sempre estiveram no campo possam agora ocupar posições de protagonismo com ainda mais impacto nos resultados”, afirma Thaynara.

À medida que o agronegócio brasileiro avança em direção a operações mais conectadas, autônomas e orientadas por dados, a discussão sobre a presença feminina tende a deixar de ser lateral para assumir um papel mais estrutural. Nesse novo cenário, o debate não se limita à representatividade, mas alcança a própria lógica de competitividade do setor, que passa a depender cada vez mais da capacidade de atrair, reter e desenvolver talentos diversos.

Com a Agrishow 2026 no horizonte, a combinação entre inovação tecnológica e ampliação de oportunidades aparece como um dos sinais de mudança mais relevantes no campo. Para Claudia Garcia, a modernização não substitui a experiência humana, mas redefine sua potência dentro das operações. “A autonomia e a inteligência de dados não substituem as pessoas, elas ampliam a capacidade humana. E, nesse novo cenário, as mulheres têm muito a contribuir e a conquistar”, resume.

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