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Generative Engine Optimization ganha força e muda a lógica de visibilidade digital, aponta especialista
Por PressWorks

Generative Engine Optimization ganha força e muda a lógica de visibilidade digital, aponta especialista

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de março de 2026

Com avanço da inteligência artificial, empresas passam a disputar espaço nas respostas geradas por IA, e não mais apenas posições nos buscadores tradicionais

A forma como consumidores buscam informações na internet passa por uma transformação acelerada com o avanço da inteligência artificial, impulsionando um novo conceito no mercado: o Generative Engine Optimization (GEO). Diferente do SEO tradicional, focado em posicionamento nos mecanismos de busca, o GEO surge como uma estratégia voltada a garantir que marcas sejam citadas diretamente nas respostas geradas por sistemas de IA.

Dados recentes indicam a dimensão dessa mudança. Em 2025, ferramentas de busca baseadas em inteligência artificial já representam entre 12% e 15% do mercado global, com projeções que apontam para uma participação superior a 60% até 2030, segundo estudos da ALM Corp e da Gracker.ai. Além disso, cerca de metade dos consumidores já utilizam assistentes de IA como fonte primária de informação, especialmente em processos de decisão de compra, de acordo com levantamento da McKinsey.

Esse novo comportamento impacta diretamente o tráfego dos sites. Estimativas apontam que até 93% das interações em ambientes de busca com IA terminam sem clique, uma vez que o usuário encontra a resposta diretamente na interface, segundo dados da Averi. Para Michel Gildin, especialista em comunicação e fundador da MGAPress, essa mudança altera completamente a lógica de presença digital das marcas. “A busca deixou de ser um caminho para links e passou a ser um motor de respostas. Isso significa que as empresas não disputam mais posição, mas sim espaço dentro da resposta da IA”, afirma.

Diante desse cenário, o especialista destaca que a produção de conteúdo precisa evoluir. Segundo Gildin, o primeiro passo é priorizar materiais que respondam diretamente às dúvidas do usuário, abandonando abordagens excessivamente promocionais. “A lógica mudou: não é mais sobre atrair cliques, mas sobre entregar a melhor resposta possível”, explica. Outro ponto fundamental é a estrutura do conteúdo. Formatos organizados, como rankings, listas e comparações, tendem a ter maior aderência em sistemas de IA. “A inteligência artificial precisa interpretar rapidamente a informação. Quanto mais estruturado for o conteúdo, maior a probabilidade de ele ser utilizado como base de resposta”, diz.

A construção de autoridade fora dos canais próprios também se torna decisiva. Segundo o especialista, menções em veículos de imprensa, portais e outras fontes confiáveis aumentam significativamente as chances de uma marca ser considerada relevante pelos sistemas de IA. “Não basta falar de si mesmo. É essencial ser citado por terceiros”, afirma. Além disso, a atualização constante dos conteúdos passa a ser um diferencial competitivo. Em um ambiente dinâmico, informações desatualizadas perdem espaço rapidamente. “A IA valoriza atualidade. Conteúdos antigos tendem a desaparecer das respostas”, completa.

Apesar da ascensão do GEO, o SEO tradicional ainda não perde relevância. Estudos mostram que o uso combinado de buscadores tradicionais e assistentes de IA cresceu 26% globalmente desde 2023, segundo dados do Search Engine Land, indicando que as estratégias devem coexistir. “Não é uma substituição, mas uma evolução. O GEO surge como uma nova camada dentro da estratégia digital”, analisa Gildin. Os impactos dessa mudança já são sentidos no mercado. Pequenos e médios sites registram quedas de até 60% no tráfego vindo de buscadores tradicionais, conforme levantamento da Axios, à medida que os usuários passam a consumir informações diretamente nas plataformas de IA.

Para o especialista, o principal aprendizado é que a lógica da internet está mudando de forma estrutural. “Antes, quem aparecia primeiro ganhava. Agora, quem é citado pela inteligência artificial é quem realmente conquista visibilidade”, conclui.

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