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TDAH além da desatenção: Alexandre Costa Pedrosa analisa as funções executivas e os desafios do transtorno
Por SAFTEC DIGITAL

TDAH além da desatenção: Alexandre Costa Pedrosa analisa as funções executivas e os desafios do transtorno

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 16 de março de 2026

Especialista destaca que compreender o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade exige olhar para processos neurobiológicos, regulação emocional e impacto social da condição.

Alexandre Costa Pedrosa explica que a compreensão do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade tem avançado nas últimas décadas, ampliando o debate para além de sintomas clássicos como desatenção e hiperatividade. Estudos em neurociência indicam que o transtorno envolve alterações nas funções executivas, responsáveis por processos como planejamento, organização e controle comportamental, o que influencia diretamente o modo como o indivíduo lida com tarefas e estímulos do cotidiano.

Compreender o TDAH exige uma mudança de perspectiva sobre o funcionamento do cérebro. Para ele, a condição está associada a uma desregulação de processos cognitivos que afetam desde a gestão de atividades até a estabilidade emocional. Dessa forma, o entendimento mais aprofundado do transtorno contribui para abordagens mais completas no acompanhamento e na organização da rotina das pessoas que convivem com o TDAH.

Funções executivas e organização das tarefas

No campo da neuropsicologia, as funções executivas são frequentemente descritas como um sistema de comando responsável por organizar ações e priorizar atividades. Alterações nesse sistema podem impactar diretamente o cotidiano de pessoas com TDAH. De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, indivíduos com o transtorno muitas vezes sabem exatamente o que precisam fazer, mas enfrentam dificuldade para transformar a intenção em ação.

Esse bloqueio é frequentemente interpretado como falta de disciplina ou desinteresse. Além disso, a memória de trabalho, capacidade de manter informações ativas enquanto uma tarefa é executada, pode apresentar limitações. Essa característica interfere no acompanhamento de rotinas e na execução de atividades sequenciais.

Regulação emocional e impacto nas relações

A regulação emocional tem sido cada vez mais reconhecida como componente importante do TDAH. Em muitos casos, a intensidade das emoções pode interferir na tomada de decisões e na estabilidade das relações interpessoais. Alexandre Costa Pedrosa observa que pessoas com o transtorno podem apresentar maior sensibilidade a frustrações e estímulos externos.

Isso pode gerar respostas emocionais mais intensas ou períodos de desmotivação. Esse padrão, quando não compreendido, tende a alimentar ciclos de autocrítica e ansiedade. O efeito prático pode aparecer tanto no ambiente profissional quanto nas interações sociais.

Autoconhecimento como ferramenta de manejo

O diagnóstico do TDAH tem sido apontado por especialistas como ponto de partida para estratégias de adaptação. O entendimento das próprias características cognitivas pode facilitar o desenvolvimento de rotinas mais eficazes. Na análise de Alexandre Costa Pedrosa, o diagnóstico não deve ser visto apenas como um rótulo clínico, mas como uma referência para compreender o funcionamento do cérebro.

A partir dessa compreensão, torna-se possível adotar estratégias de organização e planejamento. Recursos como agendas visuais, tecnologias assistivas e técnicas de atenção plena são frequentemente utilizados para reduzir a sobrecarga cognitiva. Em alguns casos, intervenções psicoterapêuticas e acompanhamento médico também fazem parte do processo de manejo.

O papel da informação e da inclusão

A ampliação do conhecimento público sobre o TDAH tem contribuído para reduzir estigmas associados ao transtorno. Ambientes escolares, familiares e profissionais passam gradualmente a discutir formas de adaptação e suporte. Para Alexandre Costa Pedrosa, compreender o transtorno é também um exercício de empatia social.

A criação de ambientes mais informados tende a favorecer o desenvolvimento de estratégias que respeitam diferentes formas de funcionamento cognitivo. Nesse contexto, especialistas destacam que o objetivo das intervenções não é apenas reduzir sintomas, mas ampliar autonomia e qualidade de vida. A combinação entre informação, acompanhamento profissional e apoio social pode contribuir para que indivíduos com TDAH desenvolvam plenamente suas capacidades.

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