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Gerenciar o próprio negócio de casa: sonho ou pesadelo?
Por Anna Bizon - Freepik

Gerenciar o próprio negócio de casa: sonho ou pesadelo?

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 6 de março de 2026

Crescimento no número de empresas impulsiona negócios geridos a partir de casa, modelo que alia flexibilidade e organização estratégica

Com a taxa de empreendedorismo no Brasil alcançando 33,4% e quase 40% da população declarando intenção de abrir um negócio nos próximos três anos, segundo o relatório Monitor Global de Empreendedorismo (GEM 2024), feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas ( Sebrae) e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas ( Anegepe), cresce também o número de brasileiros que optam por gerir a própria empresa sem sair de casa.

Desta forma, impulsionado pelo avanço do trabalho remoto e por modelos mais enxutos de operação, o formato home based, modelo de negócio que permite que endereços residenciais sejam usados para fins fiscais, se mostra como alternativa de baixo custo fixo e maior flexibilidade para quem quer começar o próprio negócio. Tanto que dados da BigDataCorp mostram que o país ultrapassou 64 milhões de CNPJs registrados, com aumento superior a 16% no número de empresas ativas, o que reforça o momento favorável para investir em uma nova jornada empreendedora.

Segundo Guilherme Mauri, sócio-fundador e CEO do Minha Quitandinha, startup de tecnologia em varejo que atua no modelo de franquia de minimercado autônomo, gerenciar o próprio negócio sem sair de casa é atraente, porque une independência, flexibilidade de horários e diminuição de despesas fixas. Entretanto, também exige mais disciplina e exercício da autonomia cotidiana. “Negócios projetados para funcionar de forma autônoma, sem depender de uma equipe fixa, são ótimos para quem quer começar a empreender, principalmente por conta das operações mais enxutas e flexíveis. Apesar desse modelo atrair perfis de empreendedores variados, desde aqueles que buscam uma renda complementar até quem planeja mudar de carreira, é essencial que o empreendedor desenvolva disciplina para lidar com uma rotina volátil e que exige dedicação diária”, destaca.

O empreendedor pontua que essa modalidade também pode funcionar como um laboratório para testar possibilidades e alternativas para o negócio e ajustar estratégias com rapidez. “Com a operação remota, é possível experimentar novas ideias de maneira rápida, reajustando processos e estratégias de acordo com a resposta do mercado. Essa flexibilidade se torna um diferencial crucial em um contexto de mudanças econômicas e comportamentais constantes, especialmente para quem trabalha com varejo”, afirma Mauri.

Para o executivo, o trabalho gerenciado de casa não é nem um sonho e nem um pesadelo, mas sim um mix de deveres e responsabilidades que funcionam como impulsionadores para empreendedores. “O modelo permite redução significativa de custos fixos, amplia a margem de rentabilidade e oferece escalabilidade. Com uma operação estruturada e processos bem definidos, o empreendedor pode inclusive gerenciar mais de uma unidade ao mesmo tempo, como ocorre no caso dos minimercados autônomos”, finaliza.

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