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Elmar Juan Passos Varjão Bomfim e o controle tecnológico do concreto em obras de infraestrutura
Por SAFTEC DIGITAL

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim e o controle tecnológico do concreto em obras de infraestrutura

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de fevereiro de 2026

Controle tecnológico do concreto é essencial para garantir desempenho estrutural, durabilidade e previsibilidade em obras de infraestrutura, reduzindo riscos de falhas, retrabalhos e impactos no cronograma.

Sob o entendimento de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o concreto precisa ser visto como um sistema, e não como um insumo “pronto” que basta descarregar e aplicar. Em obras de infraestrutura pesada, uma variação pequena de traço, água, temperatura ou tempo de transporte já é suficiente para mudar desempenho, acabamento e durabilidade, e esse efeito aparece justamente onde a obra exige mais confiabilidade: fundações, lajes industriais, estruturas de contenção e elementos com alta solicitação.
Nesse sentido, controle tecnológico não é um ritual de laboratório separado da rotina do canteiro, ele entra como mecanismo de previsibilidade. Quando a obra trabalha com critérios claros de aceitação e rastreabilidade, o cronograma sofre menos com paradas inesperadas, pois a equipe reduz retrabalhos e evita decisões apressadas tomadas “na boca da betoneira”.

Quando o concreto vira parâmetro de risco no cronograma

Em estruturas críticas, falhas de concreto raramente ficam restritas a um ponto. Uma resistência abaixo do previsto, um abatimento fora da faixa, segregação ou fissuração por cura inadequada podem exigir reforços, demolições localizadas e refações que mudam a sequência de frentes. Por conseguinte, a obra deixa de perder só material, perde tempo, janela de equipamentos e produtividade de equipe, e o impacto se espalha para serviços dependentes.
Conforme elucida Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, é comum que o risco seja subestimado quando se confia apenas na reputação do fornecedor, sem amarrar tecnicamente as condições de entrega e aplicação. Ainda assim, em obras com grande volume, a variabilidade é estatística: mesmo bons fornecedores podem oscilar, especialmente quando há mudança de agregados, umidade, adições ou rota de transporte.

Da dosagem ao recebimento: o que precisa ser verificado antes de lançar

O controle começa na especificação. Resistência, classe de agressividade, relação água-cimento, tipo de cimento, adições, teor de ar e consistência devem refletir o ambiente de exposição e o uso do elemento. Na avaliação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a obra ganha robustez quando traduz o projeto em parâmetros medíveis, pois isso evita discussões subjetivas no recebimento e reduz a chance de “aceitar para não parar”.
No canteiro, o recebimento exige disciplina: identificação de caminhão, horário de carregamento, tempo de transporte, temperatura do concreto, abatimento e observação de sinais de segregação ou exsudação. Entretanto, verificar não significa apenas medir e arquivar, significa decidir. Em contrapartida ao improviso, critérios de aceitação e rejeição precisam estar pactuados, incluindo limites para adição de água, forma de correção com aditivo e procedimentos para interromper lançamento quando houver indício de perda de trabalhabilidade.

Cura, temperatura e juntas: decisões que aparecem meses depois

Muita patologia nasce depois que a equipe “termina” o concreto. A cura insuficiente reduz resistência superficial, favorece fissuração e compromete durabilidade, sobretudo em lajes e pisos industriais sujeitos a abrasão e ataques químicos. Como observa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a cura deve ser tratada como etapa de obra, com método definido, tempo mínimo, proteção contra o vento e insolação, e fiscalização compatível com a importância do elemento.
Temperatura e retração também entram nesse pacote. Concretagens em clima quente ou em peças massivas podem exigir controle térmico, planejamento de horários e atenção a gradientes de temperatura que geram tensões internas. Desse modo, juntas de concretagem, juntas de dilatação e cortes em pisos deixam de ser detalhes de acabamento e passam a ser escolhas estruturais.

Rastreabilidade e ensaios: como transformar controle em previsibilidade

Ensaios de compressão, moldagem de corpos de prova, registro fotográfico e relatórios de não conformidade só ajudam quando se conectam a ações no canteiro. Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a rastreabilidade precisa permitir localizar onde cada lote foi aplicado, qual foi a condição de lançamento e quais resultados foram obtidos, porque essa organização acelera decisões técnicas quando surge uma dúvida, e evita soluções genéricas que encarecem sem necessidade.
Por fim, o controle tecnológico bem conduzido cria previsibilidade para a obra e para a operação futura do ativo. Diante do exposto, quando especificação, recebimento, cura e rastreabilidade trabalham juntos, o concreto cumpre seu papel de base confiável, e a infraestrutura entrega desempenho com menos surpresas, menos retrabalho e mais consistência.

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