Arquitetos do imprevisto: por que a inovação avança mais rápido que a segurança digital ?
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 25 de fevereiro de 2026
Dados do World Economic Forum e análises do mercado indicam que a escalada da fraude e a diversidade das jornadas digitais exigem arquiteturas integradas e decisões adaptativas para sustentar a confiança online
A velocidade da inovação digital passou a superar a capacidade de adaptação das estruturas de segurança. Dados do Global Cybersecurity Outlook 2026, publicado pelo World Economic Forum (WEF), mostram que 87% dos respondentes identificaram vulnerabilidades relacionadas à Inteligência Artificial como o risco cibernético que mais cresceu ao longo de 2025, superando outras categorias. Ao mesmo tempo, embora o mercado esteja reagindo, essa adaptação ainda está em curso: a proporção de organizações com processos formais para avaliar a segurança de ferramentas de IA quase dobrou, passando de 37% em 2025 para 64% em 2026.
Essa assimetria não se manifesta apenas em relatórios. Ela se reflete no cotidiano de milhões de pessoas, que dependem de ambientes digitais para trabalhar, consumir e se relacionar. Hoje, o desafio central deixa de ser apenas a adoção de novas tecnologias e passa a ser a capacidade de sustentar confiança em um ecossistema cada vez mais rápido, distribuído e exposto a variações constantes de risco.
Esse descompasso entre inovação e proteção também alterou o perfil do crime digital. Fraudadores passaram a se beneficiar da democratização das tecnologias para escalar ataques mais frequentes, coordenados e difíceis de identificar. Ferramentas antes restritas a grandes estruturas técnicas hoje estão amplamente disponíveis, permitindo a exploração simultânea de múltiplos canais e contextos.
Segurança sem comprometer experiência
Para empresas e organizações, o cenário se traduz em uma corrida permanente: elevar o nível de segurança sem comprometer a fluidez das plataformas e a experiência do usuário. Nesse contexto, modelos tradicionais, baseados em controles rígidos e respostas estáticas, mostram-se insuficientes diante de um ambiente marcado por variações rápidas de comportamento e risco.
“A cibersegurança continua sendo uma fronteira onde a colaboração não só é possível, como também poderosa ”, destaca Akshay Joshi, chefe do Centro de Segurança Cibernética do WEF.
Exatamente por isso que arquiteturas integradas, como hubs de verificação inteligente, ganham relevância. Ao centralizar decisões e combinar diferentes sinais contextuais, comportamentais e tecnológicos, esses sistemas permitem responder à escalabilidade da fraude, hoje impulsionada por automação, especialização e inteligência artificial.
Segundo Jason Howard, CEO da Certta, “ inteligência, integração e velocidade se tornaram pilares importantes para sustentar a confiança e o crescimento das empresas. O surgimento dos hubs responde justamente à necessidade de evitar que competências atuem de forma isolada no dia a dia ”.
Essa demanda por integração e aumento de complexidade nas fraudes são refletidos também em uma recente publicação da MIT Technology Review Brasil, intitulada “A arquitetura da verificação inteligente”. O material reuniu a visão de 12 especialistas de empresas brasileiras de diferentes setores e portes, capturando como o mercado vem reorganizando suas estratégias de segurança diante desse novo cenário.
Abordagem com verificação inteligente
Na prática, a adaptação exige estratégias capazes de interpretar variações de comportamento em tempo real e responder na mesma velocidade em que surgem novas tentativas de fraude. Diante desse cenário, empresas avançam de ações pontuais para abordagens de verificação inteligente, que atuam de ponta a ponta e se adaptam dinamicamente às condições de risco. Mais do que lidar com picos de acesso, o desafio está em responder a variações súbitas, combinações inéditas e à velocidade com que essas ameaças se propagam.
Ao substituir camadas rígidas por validações inteligentes e reconfiguráveis, a segurança deixa de ser um obstáculo e passa a operar como um elemento ativo de resiliência. A eficiência dessa atuação estratégica também se faz presente na rápida capacidade para se ajustar às demandas crescentes, evitando falhas em períodos com demanda elevada, que exigem das operações uma maior fluidez, como grandes shows, Copa do Mundo e em compras de fim de ano, por exemplo.
O grau de diversidade do cenário digital se reflete também na multiplicidade de jornadas que precisam ser autenticadas, afirma Marcelo Sousa, VP de Produto da Certta, empresa que atingiu em 2026 a marca de mais de oito mil jornadas distintas viabilizadas para seus clientes. “ Hoje, cada jornada carrega um contexto próprio de risco, comportamento e expectativa do usuário. Quando falamos em milhares de jornadas diferentes, não é apenas sobre volume, é sobre a necessidade de interpretar sinais e adaptar a verificação a cada interação. O papel do hub é justamente transformar essa complexidade em decisões mais inteligentes, sem comprometer a experiência ”, finaliza o executivo.
A OESP não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência Certta.