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Da teoria à prática: como a Reforma Tributária deve alterar preço, margem e estrutura operacional
Por Freepik

Da teoria à prática: como a Reforma Tributária deve alterar preço, margem e estrutura operacional

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 25 de fevereiro de 2026

Especialistas do Grupo BLB alertam que a mudança no modelo de tributação sobre consumo pode alterar o fluxo de caixa, contratos e estrutura operacional das empresas

A maior mudança no sistema de impostos sobre consumo das últimas décadas começa a sair do campo técnico e entrar na agenda prática das empresas. Com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), e uma transição prevista até 2033, a Reforma Tributária deve alterar a formação de preço, fluxo de caixa e estruturas operacionais.

Para Rodrigo Barbeti, CEO e sócio-fundador do Grupo BLB, empresa brasileira de auditoria e consultoria com atuação nacional, esperar a regulamentação completa pode ser um erro estratégico. “A reforma não é apenas mudança de alíquota. Ela altera lógica de crédito, contratos e precificação. Quem não começar a se preparar agora vai perder margem e competitividade”, afirma.

Segundo o especialista, há medidas que já podem, e devem, ser adotadas. Confira:

  • Faça um diagnóstico tributário
  • O primeiro passo é entender como a substituição de PIS, Cofins, ICMS e ISS pelo novo modelo de IVA dual impactará a operação. É fundamental revisar a carga efetiva atual, créditos acumulados, dependência de incentivos fiscais e operações interestaduais. “Antes de discutir alíquota futura, a empresa precisa entender quanto paga hoje e como utiliza seus créditos. Sem esse raio-x, qualquer decisão será baseada em estimativa, não em estratégia”, afirma Barbeti.

  • Revise contratos e precificação
  • Com a tributação incidindo no destino, margens podem ser afetadas. Contratos de longo prazo e cláusulas de repasse tributário precisam ser reavaliados para evitar que a empresa absorva custos indevidos. Em muitos casos, a preservação da margem estará na revisão contratual. “A reforma pode mudar a lógica da formação de preço. Quem não revisar contratos corre o risco de assumir um custo que deveria ser repassado ao cliente”, alerta o CEO do Grupo BLB.

  • Projete o impacto no caixa
  • A transição pode gerar efeitos temporários no capital de giro, especialmente em relação à recuperação de créditos e formação de estoque. “Simular cenários financeiros é essencial, sobretudo em um ambiente de crédito mais seletivo”, ressalta.

  • Reavalie estrutura e logística
  • Com a tributação passando a incidir no destino, a lógica que sustentava benefícios fiscais regionais tende a perder força. Estados escolhidos por incentivos podem deixar de oferecer a mesma vantagem competitiva no novo modelo. “Com essa mudança, a localização de filiais, centros de distribuição e fornecedores deve ser reavaliada com foco em eficiência operacional e proximidade do mercado consumidor, e não apenas em economia tributária”, avalia.

  • Invista em tecnologia fiscal
  • A nova sistemática exigirá controle mais preciso de créditos e integração em tempo real das informações fiscais. Como o modelo prevê a não cumulatividade ampla e maior cruzamento de dados, inconsistências podem gerar autuações ou perda de crédito. “Empresas que ainda operam com processos manuais ou sistemas fragmentados tendem a ter mais dificuldade para cumprir as novas obrigações e garantir segurança na apuração dos tributos”, explica.

  • Trate a reforma como tema estratégico
  • O maior risco é restringir o tema ao departamento fiscal. A Reforma Tributária deve entrar na agenda de conselhos e lideranças, pois impacta competitividade, governança e posicionamento de mercado. “A regulamentação deve avançar nos próximos meses, mas esperar todas as definições pode significar começar atrasado. A reforma representa uma mudança estrutural, e, nesse cenário, a diferença entre custo e oportunidade estará na preparação”, conclui Barbeti.

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