Kinross Gold produz 600 mil onças de ouro em Paracatu
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 20 de fevereiro de 2026
Empresa destaca desempenho da operação brasileira como um dos principais motores do ano; companhia registra lucro e fluxo de caixa recordes
Por Ricardo Lima
A Kinross Gold Corporation anunciou resultados financeiros e operacionais recordes no quarto trimestre e no acumulado de 2025, com destaque para o desempenho da mina de Paracatu, em Minas Gerais, que ultrapassou a marca de 600 mil onças de ouro produzidas e manteve trajetória de crescimento operacional ao longo do ano.
Além dos resultados no Brasil, a companhia reportou forte desempenho global, com aumento de margens, receita, geração de caixa e retorno aos acionistas, impulsionados principalmente pela valorização do preço do ouro no mercado internacional.
“2025 marcou mais um excelente ano para a Kinross. Cumprimos nossas metas, entregamos margens robustas e geramos fluxo de caixa livre recorde de US$ 2,5 bilhões, fortalecendo ainda mais nosso balanço”, afirmou o CEO J. Paul Rollinson.
Mina de Paracatu lidera desempenho operacional
A mina de Paracatu registrou o oitavo ano consecutivo com produção superior a 500 mil onças. O desempenho positivo foi atribuído pela empresa ao aumento dos teores de minério, à elevação das taxas de recuperação, ao melhor aproveitamento do material processado na planta e à otimização do planejamento da lavra.
A produção anual apresentou crescimento em relação a 2024, enquanto o custo de vendas por onça diminuiu em função do maior volume produzido. No quarto trimestre, a produção também avançou na comparação com o período anterior, embora os custos tenham aumentado devido à redução do volume processado e à elevação dos royalties associada ao aumento do preço do ouro.
A companhia informou ainda avanços nas atividades de exploração mineral na região de Paracatu. Ao longo de 2025, foram realizados cerca de 9 mil metros de perfuração em áreas próximas à mina, com identificação de novas anomalias geológicas com potencial aurífero. As campanhas de sondagem e otimização do projeto permitiram a adição de aproximadamente 700 mil onças às reservas, volume que praticamente compensou a exaustão decorrente da produção no período. Para 2026, a empresa pretende ampliar os testes ao longo da tendência mineral da mina e avançar na exploração regional.
Resultados globais registram crescimento expressivo
Além do desempenho no Brasil, a empresa registrou resultados financeiros históricos em 2025, com produção anual de 2,01 milhões de onças equivalentes de ouro, lucro líquido de US$ 2,39 bilhões, correspondente a US$ 1,96 por ação, fluxo de caixa operacional de US$ 3,76 bilhões e fluxo de caixa livre atribuível de US$ 2,47 bilhões. A receita anual atingiu US$ 7,05 bilhões, o que representa crescimento de 37% em relação ao ano anterior.
A companhia atribuiu o desempenho principalmente ao aumento do preço médio realizado do ouro, que alcançou US$ 3.423 por onça em 2025, aliado à disciplina na gestão de custos e à eficiência operacional. As margens também atingiram níveis recordes, chegando a US$ 2.283 por onça equivalente no acumulado do ano.
Outras operações globais
Entre os demais ativos globais, a operação de Tasiast registrou a maior margem do portfólio da empresa, enquanto La Coipa apresentou forte desempenho no quarto trimestre e cumpriu as metas anuais estabelecidas. As operações nos Estados Unidos mantiveram produção e custos dentro do planejado, Fort Knox registrou aumento anual de produção e as minas Round Mountain e Bald Mountain apresentaram recuos pontuais em função de ajustes no sequenciamento da lavra.
A empresa também avançou na estratégia de fortalecimento financeiro, reduzindo sua dívida em cerca de US$ 700 milhões ao longo de 2025 e encerrando o ano com posição de caixa líquido de aproximadamente US$ 1 bilhão.
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