Turismo de nicho: como as agências especializadas ajudam a reduzir riscos e melhorar a experiência dos viajantes?
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 16 de fevereiro de 2026
Com foco em públicos específicos, agências especializadas ganham espaço ao oferecer segurança, personalização e experiências mais qualificadas
O crescimento das agências de turismo especializadas reflete uma mudança no comportamento do viajante, que busca experiências mais seguras, personalizadas e alinhadas a seus valores. Segundo a Market Intelligence, o turismo de nicho foi estimado em US$ 138,7 bilhões em 2024 e deve chegar a US$ 236,9 bilhões até 2033, impulsionado pelo interesse em segmentos como ecoturismo, bem-estar, questões culturais, programações com aventura. Nesse cenário, roteiros voltados para o público LGBTQIA+ ganham força ao responder a uma demanda crescente por viagens que garantam respeito, acolhimento e inclusão.
Diferentemente das agências tradicionais, que operam com pacotes genéricos, o turismo de nicho parte de um profundo conhecimento do perfil do viajante, de suas expectativas e, principalmente, dos riscos envolvidos em determinados destinos. Questões como legislação local, comportamento social, segurança, estrutura de atendimento e até a postura de hotéis e prestadores de serviço fazem parte do planejamento.
De olho nessa mudança de mercado e na falta de um serviço especializado e voltado para a diversidade, Marco Lisboa fundou a 365 Fun Fest, rede de franquias de viagens LGBTQIA+. “Quando falamos desses viajantes, estamos lidando com pessoas que, historicamente, já tiveram experiências negativas ou inseguras ao viajar. Nosso papel é antecipar esses riscos e transformar a jornada em algo positivo do início ao fim”, afirma.
Segundo o executivo, a curadoria é o principal diferencial do modelo. A empresa avalia destinos, eventos, hotéis, receptivos e experiências sob o ponto de vista da diversidade e do respeito, reduzindo imprevistos que podem comprometer a viagem. “Não basta vender um destino bonito. É preciso saber se ele é acolhedor, se o viajante será respeitado, se há estrutura e se aquela experiência realmente faz sentido para aquele público”, diz Lisboa.
Além da segurança, o turismo de nicho também melhora significativamente a experiência do consumidor. Ao se sentir representado e compreendido, o viajante tende a permanecer mais tempo no destino, consumir mais serviços e criar uma relação de fidelidade com a marca. Estudos de mercado mostram que o turista LGBTQIA+ viaja com mais frequência ao longo do ano e valoriza empresas alinhadas a seus valores.
“O nosso propósito é mostrar que inclusão não é uma pauta sazonal, restrita a datas específicas ou grandes eventos, como as Paradas. O público LGBTQIA+ viaja o ano inteiro e quer viver experiências completas, sem precisar se preocupar se será bem recebido ou não”, explica o CEO da 365 Fun Fest.
Do ponto de vista de negócios, o crescimento dessas agências reflete uma mudança estrutural no setor. Com consumidores cada vez mais atentos à experiência e ao posicionamento das marcas, o turismo especializado deixa de ser tendência e se consolida como um caminho estratégico para quem quer crescer em um setor que exige, mais do que nunca, sensibilidade, planejamento e propósito.
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