Sonho da casa própria: quando o consórcio é uma boa opção?
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 12 de fevereiro de 2026
O consórcio pode substituir o financiamento? Ismael Dias, CEO da CotaFácil explica as vantagens e quais cuidados tomar para realizar o sonho de sair do aluguel
Com os juros em torno de 15% ao ano, o sonho da casa própria parece cada vez mais distante para muitos brasileiros. Como alternativa para driblar esse cenário, os consórcios imobiliários vêm ganhando espaço entre quem busca sair do aluguel sem recorrer ao financiamento tradicional. Ainda assim, será que a modalidade realmente vale a pena? Para Ismael Dias, CEO da CotaFácil, o consórcio pode ser um aliado do bolso na jornada para adquirir um imóvel, principalmente por não cobrar juros, permitir parcelas mais acessíveis e incentivar o planejamento financeiro de longo prazo.
“O consórcio funciona melhor para quem consegue se organizar e olhar a compra do imóvel como um projeto, não como algo imediato. Ele ajuda a criar disciplina financeira e permite que a pessoa troque um gasto que não gera patrimônio, como o aluguel, por uma parcela que constrói valor ao longo do tempo. Mas é fundamental entender prazos, regras de contemplação e, se possível, ter uma reserva para conseguir dar lances maiores e chegar mais rápido ao seu objetivo”, afirma o executivo.
A seguir, o executivo listou as principais dúvidas sobre o que você precisa saber antes de optar por um consórcio, confira:
Na prática, o consórcio é uma compra planejada feita em grupo. Em vez de recorrer a um banco para obter o dinheiro imediatamente, os participantes contribuem mensalmente para um fundo coletivo que, mês a mês, libera cartas de crédito. “Essas cartas permitem a compra do imóvel quando o consorciado é contemplado, seja por sorteio ou por lance. O diferencial está no ritmo: o consórcio não promete imediatismo, mas oferece previsibilidade de custos, já que as parcelas têm o mesmo valor, e a possibilidade de conquistar o imóvel sem pagar juros”, avalia.
É uma opção interessante para pessoas com renda estável, que preferem previsibilidade no orçamento e querem fugir do impacto dos juros elevados do financiamento. “Muitas vezes, o que afasta as pessoas do financiamento é que o valor das parcelas sofre algumas alterações. Para quem tem um salário fixo, as parcelas fixas permitem organizar o orçamento com mais tranquilidade, mesmo com a taxa de administração, o valor total tende a ser menor do que os juros. Assim, uma decisão grande, como a compra de um imóvel, se torna mais sustentável”, explica Dias.
Apesar das vantagens, o consórcio exige atenção a alguns aspectos antes da adesão. O principal deles é o tempo: como a contemplação não é imediata, é essencial alinhar expectativas e entender que o imóvel pode levar alguns anos para ser adquirido. Outro ponto importante é checar a reputação da administradora. “O consórcio não é uma solução mágica, mas pode ser uma estratégia inteligente para a construção de patrimônio”, conclui o CEO da CotaFácil.
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