Pet pode ir para bloco de carnaval? Avalie antes de levar o seu companheiro para a folia
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 10 de fevereiro de 2026
Barulho, calor e excesso de estímulos podem transformar a festa em estresse para cães e gatos
Com a chegada do Carnaval e o aumento dos blocos de rua, muitos tutores se perguntam se o pet também pode ir. Apesar das fantasias e dos registros nas redes sociais, médicos-veterinários alertam que a folia nem sempre é compatível com o bem-estar de cães e gatos.
Som alto, multidões, calor excessivo, cheiros fortes e mudanças bruscas de rotina podem provocar estresse, ansiedade e até riscos físicos. “Os pets não compreendem o contexto da festa. Para muitos animais, o excesso de estímulos é interpretado como ameaça, o que pode gerar medo, agitação ou tentativas de fuga”, explica Ricardo Menezes, médico-veterinário e Gerente de Treinamento da PremieRpet.
Calor, risco de hipertermia e hidratação
O calor no verão, e no carnaval, representa um dos principais riscos. O asfalto quente pode causar queimaduras nas patas, e a exposição prolongada ao sol aumenta o risco de hipertermia. A orientação é evitar horários de pico, optar pelo início da manhã ou fim da tarde e garantir hidratação adequada.
Além da oferta de água fresca, a alimentação úmida tem papel importante nesse cenário. Alimentos como sachês próprios para pets ajudam a aumentar a ingestão de líquidos de forma prática e segura, especialmente em dias mais quentes ou para animais que bebem pouca água espontaneamente. “A desidratação agrava rapidamente quadros de superaquecimento, principalmente em passeios curtos ou eventos ao ar livre”, explica Menezes.
Língua muito avermelhada ou arroxeada, salivação excessiva, apatia e ofegância intensa são sinais de alerta e exigem retirada imediata do ambiente. Raças braquicefálicas, como pugs e bulldogs, demandam atenção redobrada por terem maior dificuldade de regular a temperatura corporal. Se notar esses sintomas, retire o cão do ambiente quente para um local mais fresco e arejado, resfrie-o com toalhas molhadas e leve ao veterinário.
Fantasias, alimentação e segurança
Se optar por fantasiar o pet, escolha acessórios leves, confortáveis e que não limitem movimentos, nem cubram olhos, focinho ou orelhas. Ao menor sinal de incômodo, a fantasia deve ser retirada.
Não ofereça alimentos destinados a humanos, muito menos comidas de rua ou bebidas. “Alimentos comuns em festas podem causar intoxicações graves. O ideal é manter a dieta habitual e utilizar apenas alimentos próprios para pets, seguros e nutricionalmente adequados”, orienta o veterinário.
Avalie o perfil do animal antes de sair
Nem todo pet tem perfil para ambientes movimentados. Animais mais sensíveis, filhotes, idosos ou que demonstram medo em situações novas tendem a sofrer mais com estímulos intensos. Uma vez na folia, é preciso prestar atenção em alguns sinais: tremores, respiração acelerada, orelhas abaixadas e tentativas de fuga são sinais claros de desconforto e indicam que é hora de voltar para casa.
Os blocos de rua são ambientes com excessivo de estímulo visual, olfativo e auditivo para os pets, o que pode torná-los ambientes estressantes. Além disso, o mês de fevereiro tende a ter altas temperaturas e os blocos a céu aberto podem deixar os pets expostos ao calor e levar a queimaduras e desidratação, por exemplo.
Em muitos casos, a decisão mais segura é manter o pet em casa, com rotina preservada, ambiente tranquilo e alimentação nos horários habituais. “Cuidar do bem-estar animal também significa saber dizer não. A melhor escolha é sempre aquela que respeita os limites físicos e emocionais do pet”, reforça o especialista.
Blocos pet friendly podem ser alternativa
Para tutores que desejam curtir o Carnaval acompanhados do pet, blocos e eventos voltados exclusivamente para animais costumam ser opções mais seguras. Esses espaços geralmente têm público reduzido, controle maior do fluxo de pessoas, som em volume mais baixo e estrutura pensada para os pets, como áreas de sombra, pontos de hidratação e tempo de permanência limitado.
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