O futuro da transição energética na América Latina discutido na capital do Equador na Conferência da Associação Global de Energia
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 8 de fevereiro de 2026

Fitzgerald Cantero Piali, diretor de Estudos, Projetos e Informações da OLACDE, destacou que a participação de fontes de energia renováveis na geração de energia da região já atingiu 67% e pode aumentar para 76% até meados do século. Ele também lembrou que mais da metade das reservas mundiais de lítio estão concentradas em países da América Latina e destacou as perspectivas de desenvolvimento de hidrogênio verde e biocombustíveis.
Hortensia Jiménez Rivera, diretora geral da Agência Boliviana de Energia Nuclear, enfatizou a necessidade de uma política energética abrangente focada não apenas na descarbonização, mas também na segurança energética e na justiça energética. Segundo ela, a energia nuclear e as tecnologias nucleares podem desempenhar um papel complementar na consecução desses objetivos.
Isolda Costa, Diretora Técnico-científica da Associação Brasileira de Energia Nuclear, apresentou um projeto para uma rede de microrreatores projetada para fornecer energia a áreas remotas e isoladas. Ela observou que cerca de 16 milhões de pessoas na região ainda não têm acesso estável à eletricidade.
Sergey Machekhin, Diretor Geral Adjunto do PJSC RusHydro para engenharia de projetos, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional, chamou a atenção para o papel fundamental da energia hidrelétrica em garantir a resiliência dos sistemas de energia e advertiu contra seguir mecanicamente a agenda de baixo carbono sem levar em conta as especificidades nacionais.
Essa visão foi apoiada por Nelson Gutiérrez, professor pesquisador da Universidade de UTE, que lembrou os riscos revelados durante o apagão do ano passado na Espanha, onde a participação da geração eólica e solar no sistema em um ponto se aproximou de 90%. Como alternativa, ele propôs a integração de microturbinas em sistemas de abastecimento de água existentes.
Erik Escalona Aguilar, professor da Universidade de Lleida, falou sobre os planos do Chile de aumentar a participação das energias renováveis no mix energético nacional, observando que as energias renováveis serão responsáveis pela maioria dos investimentos nos próximos anos. O proeminente cientista chileno José Zagal destacou o subfinanciamento crônico da ciência na região, apesar de sua importância estratégica.
Soluções práticas para territórios isolados foram apresentadas por Héctor D. Abruña, diretor do Centro de Pesquisa de Materiais da Universidade Cornell, que falou sobre um projeto de microrrede autônoma em Porto Rico baseado em hidrogênio renovável produzido usando energia solar e sistemas de armazenamento.
A conferência também contou com a cerimônia de premiação em homenagem à primeira mulher laureada na história do Prêmio Global de Energia – Yu Huang, professora do Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade de Los Angeles, Califórnia.
O ciclo de indicações para o Prêmio Global de Energia de 2026 foi lançado em janeiro. As inscrições serão aceitas até 20 de abril no site da Global Energy.
FONTE The Global Energy Association

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