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Minas Gerais avança rumo ao fim das barragens e fortalece a mineração sustentável com o empilhamento a seco
O sistema de empilhamento a seco da Cedro Mineração elimina a necessidade de barragens tradicionais. Foto: Cedro Mineração / Divulgação

Minas Gerais avança rumo ao fim das barragens e fortalece a mineração sustentável com o empilhamento a seco

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 26 de janeiro de 2026

Minas Gerais vive um momento decisivo na transformação da mineração. Após décadas de dependência de barragens de rejeitos — e depois de tragédias que marcaram o estado e o país — o setor avança rumo a um novo modelo produtivo, mais seguro e sustentável. Nesse contexto, o empilhamento a seco de rejeitos surge como alternativa definitiva, eliminando a necessidade de barragens e reduzindo significativamente os riscos socioambientais.

A descaracterização das barragens, especialmente aquelas construídas pelo método de alteamento a montante, tornou-se prioridade no estado, impulsionada por novas legislações, maior rigor na fiscalização e pressão da sociedade. O objetivo é claro: colocar um ponto final nas estruturas que oferecem risco às comunidades e ao meio ambiente.

Entre as empresas que já operam alinhadas a esse novo paradigma está a Cedro Mineração, que adotou desde o início de suas operações o empilhamento a seco como base do seu processo produtivo. A tecnologia permite que os rejeitos sejam filtrados, desaguados e empilhados de forma compacta e estável, dispensando completamente o uso de barragens.

Estrutura de filtragem industrial em uma mina em Minas Gerais, focada no desaguamento de rejeitos e economia de recursos hídricos.
Além da segurança, a tecnologia de filtragem permite o reaproveitamento de até 85% da água utilizada nos processos da mineradora. Foto: Cedro Mineração / Divulgação

Além de aumentar a segurança operacional, o empilhamento a seco proporciona benefícios ambientais importantes, como a redução significativa do consumo de água, a menor ocupação de áreas e a possibilidade de reabilitação mais rápida do terreno ao fim da atividade minerária.

Para a Cedro Mineração, a escolha por esse modelo reforça o compromisso com uma mineração responsável, alinhada às melhores práticas internacionais e às expectativas da sociedade mineira. “Mineração e segurança não podem caminhar separadas. Investir em tecnologia e em processos mais seguros é investir no futuro de Minas Gerais”, destaca Wanderley Santo, Vice Presidente de Operações da Cedro Mineração. Ele acrescenta que “a tecnologia deixou de ser apenas suporte e passou a ser estratégica. Com soluções digitais e inteligência operacional, conseguimos reduzir custos, aumentar a recuperação do minério e projetar a operação para muito além do horizonte tradicional das minas”.

A empresa investe fortemente no pellet feed, também conhecido como “minério verde”, uma matéria-prima com baixos níveis de impurezas capaz de reduzir em até 50% a emissão de CO₂, beneficiando a indústria siderúrgica. Além disso, a Cedro adota práticas inovadoras como a filtragem e empilhamento a seco, tecnologia que elimina completamente o risco de barragens de rejeito, um diferencial crucial no setor e o reaproveitamento de 85% da água utilizada em seus processos.

O avanço do empilhamento a seco no estado sinaliza uma mudança estrutural na mineração mineira, que passa a priorizar inovação, prevenção de riscos e desenvolvimento sustentável. Minas Gerais, berço histórico da mineração no Brasil, dá passos importantes para deixar as barragens no passado e construir um novo capítulo para o setor.

Segundo levantamento recente, em Minas Gerais já existem 732 pilhas de rejeitos (empilhamento a seco / estéreis). Essas estruturas substituíram as barragens de alteamento a montante desde sua proibição, mas estão espalhadas pelo estado sem regulamentação específica.

Dados do IGAM/MG de 2023 apontam que as barragens cadastradas em Minas abrangem 64 municípios, distribuídas entre diferentes Unidades Regionais de Regularização Ambiental (URAs). A região central/metropolitana (que inclui parte do Quadrilátero Ferrífero) concentra a maior parte dessas barragens.

Amostra de pellet feed (minério de ferro de alta pureza) produzido por processos sustentáveis e empilhamento a seco.
A produção de pellet feed, o “minério verde”, é estratégica para reduzir em até 50% as emissões de CO₂ na indústria siderúrgica. Foto: Cedro Mineração / Divulgação

O empilhamento a seco deixou de ser promessa ou alternativa experimental: já é prática consolidada por grandes mineradoras em Minas Gerais com investimentos e adoção de tecnologia de filtragem e pilhas secas. Há evidência técnica recente — inclusive estudos de 2025 — de que o uso de filtros-prensa e armazenamento seco pode reduzir significativamente os riscos associados a barragens tradicionais, além de trazer ganhos ambientais e de gestão hídrica. Ao mesmo tempo, as falhas em pilhas de rejeitos recentes mostram que “empilhamento a seco” não significa “risco zero”: a segurança depende de manutenção, controle geotécnico, drenagem, licenciamento e monitoramento constantes.

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