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Energia solar como motor da modernização dos sistemas de transporte
Por Markable Comunicação

Energia solar como motor da modernização dos sistemas de transporte

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 14 de janeiro de 2026

Por Rodrigo Bourscheidt, CEO e fundador da Energy+

A modernização dos transportes é hoje um dos grandes desafios econômicos e estruturais enfrentados por governos e empresas no Brasil. A crescente exigência por eficiência operacional, controle de despesas e atendimento a compromissos ambientais torna inevitável a adoção de soluções energéticas mais inteligentes. Nesse cenário, a energia solar deixa de ocupar um papel apenas sustentável e passa a se consolidar como elemento estratégico na reconfiguração econômica do setor, sobretudo pela previsibilidade financeira que oferece.

Ao contrário das fontes convencionais, frequentemente expostas à instabilidade tarifária e a variáveis externas, a geração fotovoltaica permite maior controle dos custos ao longo do tempo. Para operadores de transporte público, ferrovias, metrôs, terminais logísticos, portos e frotas corporativas eletrificadas, essa constância favorece um planejamento financeiro mais robusto e amplia a competitividade das operações.

Outro ponto relevante está na redução expressiva das despesas operacionais. A mobilidade urbana e logística demanda elevado consumo de energia, seja para tração, iluminação, sinalização ou suporte à infraestrutura. Com a implantação de usinas próprias ou a adesão a modelos de geração compartilhada, as organizações conseguem diminuir gastos recorrentes e direcionar recursos para inovação, expansão e qualificação dos serviços oferecidos à população.

A energia solar também exerce papel decisivo na viabilidade econômica da eletrificação. A migração para ônibus elétricos, trens e frotas logísticas sustentáveis só se sustenta quando associada a uma fonte limpa, confiável e competitiva. Nesse sentido, a geração solar reduz o custo por quilômetro rodado e atenua a dependência de combustíveis fósseis, historicamente sujeitos a oscilações de preço e instabilidades geopolíticas.

Sob a ótica macroeconômica, a ampliação do uso da energia solar no transporte estimula cadeias produtivas regionais, fomenta empregos qualificados e atrai novos investimentos. Projetos que integram infraestrutura energética e mobilidade impulsionam a inovação, fortalecem o mercado livre de energia e favorecem a descentralização da geração, tornando o sistema mais resiliente.

Há ainda um benefício indireto, mas igualmente relevante: a redução das emissões. Menores níveis de poluição resultam em economia para a saúde pública, aumento da produtividade urbana e valorização dos centros urbanos. Soluções de mobilidade mais limpas contribuem para cidades mais eficientes, atrativas e preparadas para o crescimento.

Dessa forma, a energia solar não se limita apenas a uma decisão ambientalmente responsável, mas se afirma como uma escolha econômica estratégica para a evolução dos sistemas de transporte. Ao combinar eficiência energética, inovação e sustentabilidade, consolida-se como um dos pilares de um modelo de mobilidade mais moderno, competitivo e alinhado às exigências do futuro.

* Rodrigo Bourscheidt é formado em Administração e Negócios pela Faculdade Sul Brasil. A tuou em equipes comerciais e estratégicas de empresas como AmBev, Grupo Embratel (Embratel, Claro e Net) e Grupo L’oreal, antes de se dedicar ao empreendedorismo. Em 2019 fundou a Energy+, rede de tecnologia em energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída, onde atua como CEO.

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