Como a prevenção de doenças crônicas pode ajudar a descarbonizar o sistema de saúde

Durante painel na COP-30, especialistas discutiram o impacto das doenças crônicas no clima e os caminhos para um SUS mais resiliente e sustentável

11 de dezembro de 2025

Como a prevenção de doenças crônicas pode ajudar a descarbonizar o sistema de saúde

Única representante da indústria farmacêutica a ter um painel na agenda oficial da COP-30, a AstraZeneca falou durante o evento sobre a importância de estabelecer parcerias público privada para garantir investimento em prevenção e detecção precoce de doenças crônicas e contribuir com o meio ambiente.

Isso, porque, de forma paradoxal, o próprio setor de saúde contribui para essa crise climática, com 5% das emissões globais de gases de efeito estufa e 4,4% das emissões brasileiras. Quase metade das emissões está ligada às jornadas dos pacientes – incluindo deslocamentos, hospitalizações e opções terapêuticas.

Por isso, como forma de reduzir o impacto ambiental, investir em prevenção e cuidado precoce pode gerar benefícios duplos: melhora a saúde da população e reduz as emissões associadas ao setor.

No painel Saúde e Clima: Como o Programa Farmácia Popular Pode Contribuir Para a Descarbonização do SUS, realizado na Zona Verde da COP-30, em Belém (PA), a AstraZeneca, em parceria com a IQVIA, apresentou dados preliminares do estudo ECOSUS – com o objetivo de entender a pegada de carbono dos pacientes com diabetes e complicações cardiorrenais no Sistema Único de Saúde (SUS).

No estudo, 155 pacientes com diabetes tipo 2 associada a complicações cardiorrenais foram considerados, mostrando que, aproximadamente, 128 toneladas de carbono foram emitidas ao longo de três anos, o que equivale à necessidade de compensar 24 hectares de floresta tropical.

Além do exemplo de diabetes tipo 2, Olavo Corrêa, presidente da AstraZeneca Brasil, ressaltou o caso do câncer de pulmão. No Brasil, a doença é a mais letal entre os cânceres e por conta da falta de políticas públicas voltadas à detecção precoce, 85% dos casos da doença são diagnosticados em estágios avançados, trazendo mais custos para o sistema de saúde.

“Se quisermos mudar a vida da população brasileira, um dos pilares fundamentais é investir em diagnóstico precoce e promover cada vez mais colaboração público-privada. Assim, contribuímos para um sistema de saúde mais resiliente e sustentável”, disse Corrêa.

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de AstraZeneca.