Aumento dos radares meteorológicos vai refinar alertas de tempestades

Com novos equipamentos e monitoramento em tempo real, sistema de alertas avança para reduzir riscos e salvar vidas

23 de abril de 2026

Aumento dos radares meteorológicos vai refinar alertas de tempestades

A corrida para melhorar os sistemas de alerta à população sobre grandes eventos extremos precisa ser mais rápida, para conseguir evitar tragédias como a de Juiz de Fora, que aconteceu recentemente.

Como a base de todo o sistema de previsão são os radares meteorológicos de maior precisão, sem eles, é impossível fazer uma omelete sem quebrar os ovos.

Vale ressaltar que há décadas se discute a melhoria do parque de radares meteorológicos tanto de São Paulo quanto do Brasil. Até o verão de 2024, por exemplo, toda a extensão do litoral paulista estava praticamente às cegas.

Até porque equipamentos instalados no Planalto, mesmo que perto da Serra do Mar, nem sempre enxergam o que está ocorrendo lá embaixo.

Mas o tenente Rodrigo Jordão (foto), chefe de operações do Centro de Gerenciamento de Emergência da Defesa Civil do Estado de São Paulo, disse que esse quadro tende a mudar nos próximos anos.

Durante o Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas, organizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), Jordão afirmou que, no caso do litoral paulista, por exemplo, além do radar em funcionamento na ponta sul de Ilhabela há quase dois anos, estão previstos outros equipamentos, que vão enxergar desde o sul do Estado até a divisa com o Rio de Janeiro.

“A previsão indica que teremos até mais um radar em Ilhabela, na ponta norte”, explicou. Além disso, para enxergar o centro paulista, outra máquina deve começar a operar até o ano que vem, na região de Itapetininga.

Atualmente, o Estado de São Paulo conta com uma rede integrada de sete radares meteorológicos, reunidos no sistema do CePRAM (centro do governo paulista que integra dados de radares e sistemas meteorológicos para emitir alertas rápidos de eventos climáticos extremos) e operados por diferentes instituições públicas e acadêmicas.

Essa rede combina equipamentos da SP Águas (antigo DAEE), da Universidade Estadual Paulista, da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas.

Os radares estão distribuídos em pontos estratégicos: Salesópolis, Bauru (com duas unidades operacionais), Presidente Prudente, São José dos Campos, Campinas, além do que está em Ilhabela.

Essa configuração permite cobrir o interior, a região metropolitana de São Paulo, o Vale do Paraíba e o litoral, com sobreposição em áreas críticas. Mas nem sempre o refinamento dos dados é o ideal.

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