Terapias avançadas e tecnologia apontam o futuro para cânceres hematológicos, mas acesso é desafio

Especialistas do Brasil e do mundo participaram de debates promovidos no espaço do Einstein no congresso mundial mais importante da especialidade

18 de dezembro de 2025

Terapias avançadas e tecnologia apontam o futuro para cânceres hematológicos, mas acesso é desafio

Aconteceu entre 6 e 9 de dezembro, em Orlando (EUA), o Encontro Anual da Sociedade Americana de Hematologia (ASH), maior encontro da especialidade do mundo.

O evento reuniu mais de 30 mil pessoas e contou com a participação de especialistas do Einstein e de outras organizações de excelência nacionais e internacionais.

Inclusive, foi a maior participação do Einstein até hoje, com 43 trabalhos científicos aceitos, incluindo dois em apresentação oral, categoria de maior destaque científico.

Os temas discutidos abordaram a evolução dos tratamentos que envolvem terapias gênicas para cânceres hematológicos, como leucemias e linfomas, além das novas tecnologias para diagnóstico e novas abordagens para transplantes de medula óssea.

Em um dos debates, sobre terapias celulares, Marcos de Lima, diretor de Terapias Avançadas da Ohio State University, nos Estados Unidos, destacou o impacto positivo que a “revolução biológica” pela qual a hematologia está passando pode ter no futuro da medicina em geral.

Segundo ele, a tecnologia, que hoje tem foco em cânceres hematológicos como linfomas e mieloma múltiplo, deve se expandir para tratar outras doenças nos próximos anos.

Os especialistas destacaram ainda que o Brasil vem participando ativamente dessa revolução, que tem acontecido de forma rápida, com grande aprendizado para todo o mundo.

“Também é importante que a gente consiga desenvolver um produto que possa ser oferecido para a população com valores mais baixos e capaz de chegar ao SUS”, disse Nelson Hamerschlak, coordenador do Departamento de Hematologia do Einstein.

A sustentabilidade dos projetos também entrou na discussão, com ênfase na recente revisão da lei de pesquisa clínica, pois possibilita que empresas pequenas e grandes possam produzir e comercializar produtos no Brasil.

“Como temos um sistema regulatório de aprovação muito bom e similar ao dos Estados Unidos e da Europa, o país é atraente nesse sentido, com posição de destaque na América Latina”, apontou Lucila Kerbauy, coordenadora do Centro de Excelência em Terapia Celular do Einstein.

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de Einstein Hospital Israelita.