{"id":99038,"date":"2024-08-22T21:54:00","date_gmt":"2024-08-23T00:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/eolica-offshore-pode-ser-indutor-da-descarbonizacao-no-pais\/"},"modified":"2024-08-22T21:54:00","modified_gmt":"2024-08-23T00:54:00","slug":"eolica-offshore-pode-ser-indutor-da-descarbonizacao-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/eolica-offshore-pode-ser-indutor-da-descarbonizacao-no-pais\/","title":{"rendered":"E\u00f3lica Offshore pode ser indutor da descarboniza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>Rio de Janeiro&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 05 ago, 2024) &#8211;<br \/>\nA atual gest&atilde;o do governo federal desde 2023 transmitiu uma mensagem clara: a pauta ambiental ter&aacute; grande relev&acirc;ncia para o pa&iacute;s nos pr&oacute;ximos anos.&nbsp;Mesmo o Brasil possuindo uma matriz energ&eacute;tica essencialmente limpa, especialmente quando comparada a outros pa&iacute;ses da <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.oecd.org\/'>Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico &#8211; OCDE<\/a>, o pa&iacute;s assumiu compromissos significativos desde o <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.gov.br\/mcti\/pt-br\/acompanhe-o-mcti\/sirene\/publicacoes\/acordo-de-paris-e-ndc\/arquivos\/pdf\/acordo_paris.pdf'>Acordo de Paris<\/a>, durante a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/unfccc.int\/process\/bodies\/supreme-bodies\/conference-of-the-parties-cop'>COP<\/a>-21 em 2015 para reduzir as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa de maneira progressiva. Primeiramente, comprometendo-se a reduzir as emiss&otilde;es em 37% at&eacute; 2025, e posteriormente, ampliando para uma redu&ccedil;&atilde;o de 50% at&eacute; 2030, com o objetivo de atingir a neutralidade de carbono at&eacute; 2050.<\/p>\n<p>Para alcan&ccedil;ar tais metas, o governo concentrou esfor&ccedil;os em pautar uma &ldquo;agenda verde&rdquo;&nbsp; apoiado pelo Congresso Nacional para avan&ccedil;ar na transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e criar marcos legais para as novas fontes de energia. Assim, tomando como inspira&ccedil;&atilde;o programas industriais robustos criados &ndash; ap&oacute;s o per&iacute;odo pand&ecirc;mico &ndash;&nbsp; como o &ldquo;<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/commission.europa.eu\/strategy-and-policy\/priorities-2019-2024\/european-green-deal_en'>Green Deal<\/a>&rdquo; pela Uni&atilde;o Europeia e o &ldquo;<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/home.treasury.gov\/policy-issues\/inflation-reduction-act'>Inflation Reduction Act &ndash; IRA<\/a>&rdquo; pelos Estados Unidos, o governo federal focou em regular uma s&eacute;rie de mercados proeminentes relacionados &agrave;s novas energias com o prop&oacute;sito de atrair uma nova industrializa&ccedil;&atilde;o voltada para quest&otilde;es ambientais, inova&ccedil;&atilde;o e a descarborniza&ccedil;&atilde;o dos setores industriais j&aacute; existentes.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o Congresso Nacional deliberou sobre uma s&eacute;rie de projetos de lei para regulamentar estes setores e temas atinentes &agrave; agenda verde, tendo como itens priorit&aacute;rios os seguintes projetos: <strong><em>(i)<\/em><\/strong> o mercado de carbono (<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=1548579&amp;fichaAmigavel=nao'>PL 2.148\/15<\/a>), <strong><em>(ii) <\/em><\/strong>hidrog&ecirc;nio verde (<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2359608'>PL 2.308\/2023<\/a>), <strong><em>(iii) <\/em><\/strong>combust&iacute;vel do futuro (<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2388242'>PL 4.516\/2023<\/a>), <strong><em>(iv)<\/em><\/strong> Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o da Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica (<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2399261'>PL 5.174\/2023<\/a>) e <strong><em>(v)<\/em><\/strong> as e&oacute;licas offshore (<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2334482'>PL 576\/2021<\/a>). Dentre estas cinco iniciativas legislativas, o projeto de Hidrog&ecirc;nio Verde foi aprovado e os demais projetos obtiveram &#8211; em sua maioria &#8211; aprova&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara dos Deputados, restando a discuss&atilde;o e an&aacute;lise do Senado Federal para fomentar a economia verde, permitindo &#8211; assim &#8211; um novo ciclo de desenvolvimento industrial no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Dentro da esfera de discuss&otilde;es da &ldquo;agenda verde&rdquo;, um t&oacute;pico que tem despertado consider&aacute;vel interesse e expectativa &eacute; o projeto de lei que definir&aacute;&nbsp; o marco regulat&oacute;rio para a gera&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica offshore (PL &nbsp;576\/2021), pois apesar de ter sido aprovado pela C&acirc;mara dos Deputados em agosto de 2022, o projeto ainda encontra-se sob an&aacute;lise do Senado Federal. &#8216;O projeto de lei em quest&atilde;o estabelece diretrizes para a explora&ccedil;&atilde;o do potencial energ&eacute;tico nacional das turbinas e&oacute;licas offshore, que&nbsp; figura entre os melhores do mundo, podendo vir a desempenhar um papel significativo na matriz energ&eacute;tica brasileira nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas, podendo &#8211; inclusive &#8211;&nbsp;fornecer o suprimento energ&eacute;tico do pa&iacute;s durante o per&iacute;odo de estiagem, conforme apontado no estudo elaborado pelo <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.worldbank.org\/en\/who-we-are'>Banco Mundial<\/a> em parceria com a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.epe.gov.br\/pt'>Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE)<\/a>&#8216;. afirma Vinicius Cavalcanti&nbsp;especialista no setor de energia, &oacute;leo e g&aacute;s e um dos poucos brasileiros a ter conclu&iacute;do o prestigioso curso sobre Wind Energy&nbsp;na <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.dtu.dk\/english\/'>Tehcnical University of Denmark (DTU)<\/a>.<\/p>\n<p>Um&nbsp;<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/storage.epbr.com.br\/2024\/07\/ResumoExecutivoCenariosparaoDesenvolvimentodeEolicaOffshore.pdf'>estudo recente conduzido pelo Banco Mundial<\/a>,&nbsp; delineia cen&aacute;rios para o desenvolvimento da gera&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica offshore no pa&iacute;s, fornecendo os subs&iacute;dios necess&aacute;rios para estabelecer uma trajet&oacute;ria de longo prazo que atenda &agrave;s necessidades nacionais. Al&eacute;m disso, exp&otilde;e os desafios e oportunidades associados aos diferentes caminhos para o desenvolvimento deste setor, permitindo que os congressistas, durante o processo legislativo, estejam bem embasados sob um prisma t&eacute;cnico, comercial, econ&ocirc;mico e social. Dentre os v&aacute;rios pontos de destaque deste estudo do Banco Mundial, um de grande interesse &eacute; a possibilidade da energia e&oacute;lica offshore complementar a produ&ccedil;&atilde;o nacional, principalmente nos per&iacute;odos de escassez h&iacute;drica,&nbsp; substituindo sazonalmente as usinas hidrel&eacute;tricas, e gerando capacidade suficiente para suprir a demanda de energia, al&eacute;m de possuir uma gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima dos grandes centros, reduzindo sensivelmente as perdas na transmiss&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>Com a falta de defini&ccedil;&atilde;o deste marco regulat&oacute;rio, ocasionam-se diversas quest&otilde;es relacionadas ao planejamento de investimentos no Brasil, pois al&eacute;m de gerar impactos adversos nas cadeias de suprimento, os investidores globais tendem a redirecionar os seus recursos &#8211; tanto humanos quanto financeiros &#8211; para mercados que possuam uma legisla&ccedil;&atilde;o consolidada e robusta. &#8216;Tomando como base as estimativas do <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/gwec.net\/'>Global Wind Energy Council (GWEC)<\/a>, espera-se que o mundo instale 410GW de capacidade e&oacute;lica offshore nos pr&oacute;ximos anos, e para que o Brasil venha a se destacar nesta &aacute;rea, &eacute; fundamental uma defini&ccedil;&atilde;o imediata do marco legal do setor. Isso permitir&aacute; um per&iacute;odo para matura&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o, atra&ccedil;&atilde;o de investimentos internacionais e possibilitar&aacute; a integra&ccedil;&atilde;o com outras fontes renov&aacute;veis, como o hidrog&ecirc;nio verde produzido por meio de fonte e&oacute;lica.&#8217; aponta Vinicius Cavalcanti<\/p>\n<p>Diversos estudos indicam que o setor das e&oacute;licas offshore desempenhar&aacute; um papel significativo na&nbsp;produ&ccedil;&atilde;o de hidrog&ecirc;nio de baixo teor de carbono, e neste contexto, o estudo do Banco Mundial &eacute; assertivo ao demonstrar que o custo do hidrog&ecirc;nio diminuir&aacute; substancialmente com o aumento da escala dos projetos e a redu&ccedil;&atilde;o dos custos das tecnologias, sendo um grande indutor para a descarboniza&ccedil;&atilde;o de diversas ind&uacute;strias, incluindo a sider&uacute;rgica.<\/p>\n<p>&#8216;Para que o Brasil possa se beneficiar neste emergente mercado global, assumindo um papel de lideran&ccedil;a na transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, &eacute; imprescind&iacute;vel a consolida&ccedil;&atilde;o de uma cadeia de suprimentos para a fabrica&ccedil;&atilde;o de componentes para o setor. Tamb&eacute;m, &eacute; necess&aacute;rio buscar uma integra&ccedil;&atilde;o das cadeias log&iacute;sticas que atualmente atendem ao setor de &Oacute;leo &amp; G&aacute;s, aproveitando a experi&ecirc;ncia bem-sucedida nesta ind&uacute;stria e replicando-a para o setor de energia e&oacute;lica.&#8217; afirma Vinicius<\/p>\n<p>A maior parte desses investimentos ocorrer&aacute; na virada da d&eacute;cada &#8211; com mais da metade das instala&ccedil;&otilde;es previstas entre 2029 e 2033 -, portanto, &eacute; necess&aacute;ria&nbsp;uma sinaliza&ccedil;&atilde;o clara ao mercado atrav&eacute;s da defini&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica regulat&oacute;ria&nbsp; para que sejam desenvolvidas as estruturas industriais, portu&aacute;rias e capacita&ccedil;&atilde;o de pessoas, preparando o Brasil &agrave; demanda que surgir&aacute;, conclui Vinicius Cavalcanti<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/www.linkedin.com\/in\/viniciuscav' rel=\"follow noopener\">https:\/\/www.linkedin.com\/in\/viniciuscav<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/297678' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Rio de Janeiro&#8211;(DINO &#8211; 05 ago, 2024) &#8211;\nA atual gest&atilde;o do governo federal desde 2023 transmitiu uma mensagem clara: a pauta ambiental ter&aacute; grande relev&acirc;ncia pa","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-99038","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99038","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99038"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99038\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}