{"id":99007,"date":"2024-08-22T21:25:00","date_gmt":"2024-08-23T00:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/historiadora-explica-o-uso-de-radiocarbono-na-arqueologia\/"},"modified":"2024-08-22T21:25:00","modified_gmt":"2024-08-23T00:25:00","slug":"historiadora-explica-o-uso-de-radiocarbono-na-arqueologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/historiadora-explica-o-uso-de-radiocarbono-na-arqueologia\/","title":{"rendered":"Historiadora explica o uso de radiocarbono na Arqueologia"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 13 ago, 2024) &#8211;<br \/>\nA arqueologia &eacute; um campo fascinante que busca entender as civiliza&ccedil;&otilde;es passadas por meio de suas rel&iacute;quias e vest&iacute;gios materiais. Entre as ferramentas que transformaram profundamente a maneira como os arque&oacute;logos datam e interpretam artefatos, o m&eacute;todo do radiocarbono se destaca como uma das mais revolucion&aacute;rias. Mas como saber a veracidade dessa informa&ccedil;&atilde;o? como eles chegaram a essa conclus&atilde;o? A professora e mestra em hist&oacute;ria Marisa Furlan explica como o a data&ccedil;&atilde;o por radiocarbono, que utiliza o carbono-14 auxilia na idade de objetos e materiais org&acirc;nicos. Qualquer material que um dia teve vida ou foi produzido por um ser vivo pode ser datado usando essa t&eacute;cnica, revelando em que per&iacute;odo da hist&oacute;ria ele se encaixa.<\/p>\n<p>Utilizando a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.smithsonianmag.com\/history\/showing-their-age-62874\/'><strong>data&ccedil;&atilde;o por radiocarbono<\/strong><\/a> como uma t&eacute;cnica essencial os cientistas determinam a idade de materiais org&acirc;nicos antigos atrav&eacute;s do carbono-14. Furlan destaca que esse m&eacute;todo desempenha um papel fundamental na cronologia de s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos e na compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o das sociedades humanas ao longo dos s&eacute;culos.<\/p>\n<p>As primeiras pesquisas envolvendo data&ccedil;&atilde;o por radiocarbono foram realizadas na Gr&eacute;cia durante a d&eacute;cada de 1960, quando arqueologistas das <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/archive.org\/details\/in.gov.ignca.1621'><strong>ilhas de Santorini<\/strong><\/a> descobriram os resqu&iacute;cios da antiga<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/vert-cul-61974695#:~:text=A%20civiliza%C3%A7%C3%A3o%20minoica%20ficou%20conhecida,Arthur%20Evans%20comprou%20o%20terreno.'> <strong>Civiliza&ccedil;&atilde;o Minoica de Ter&aacute;<\/strong><\/a> enterrada em meio a destro&ccedil;os vulc&acirc;nicos.<\/p>\n<p>A explica&ccedil;&atilde;o do processo do C-14 revela como a perda gradual dos &aacute;tomos radioativos ao longo do tempo permite estimar a idade de organismos mortos. Essa t&eacute;cnica, expressa em anos antes ou depois da &ldquo;presente era&rdquo; (BP, Before Present), apresenta uma margem de erro em torno de 100 anos.<\/p>\n<p>Nas palavras da professora, a dificuldade em determinar a idade dos artefatos ilustra a complexidade natural deste campo de estudo fascinante onde a ci&ecirc;ncia e a hist&oacute;ria continuam a revelar os mist&eacute;rios do passado, nos mostrando incr&iacute;veis detalhes sobre a jornada da humanidade.<\/p>\n<p>Espectrometria de Massa Aceleradora (AMS)<\/p>\n<p>De acordo com a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/onlinelibrary-wiley-com.translate.goog\/doi\/10.1111\/j.1475-4754.1989.tb01007.x?cookieSet=1&amp;_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=sc'>Oxford Academic,<\/a> a espectrometria de massa com aceleradores (AMS) &eacute; uma t&eacute;cnica avan&ccedil;ada que mede a quantidade de is&oacute;topos de carbono em uma amostra, diferenciando-se da contagem de decaimento tradicional ao separar e contar diretamente os is&oacute;topos de carbono (C-12, C-13 e C-14). Essa abordagem permite uma medi&ccedil;&atilde;o mais precisa e sens&iacute;vel. O impacto dessa precis&atilde;o &eacute; amplamente discutido no <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/0305440391900784'>Journal of Archaeological Science<\/a>, que destaca tr&ecirc;s &aacute;reas principais de avan&ccedil;o na arqueologia gra&ccedil;as &agrave; AMS. Primeiro, a t&eacute;cnica possibilita a data&ccedil;&atilde;o de artefatos e estratos muito mais antigos ou menores com alta confiabilidade, permitindo investiga&ccedil;&otilde;es mais detalhadas sobre per&iacute;odos hist&oacute;ricos. Al&eacute;m disso, a capacidade de datar amostras menores e variadas tem levado &agrave; revis&atilde;o e refinamento das cronologias arqueol&oacute;gicas, ajustando interpreta&ccedil;&otilde;es anteriores sobre eventos e ocupa&ccedil;&otilde;es humanas. Por fim, a AMS tem ampliado o acesso a novos tipos de amostras, como pequenos fragmentos de carv&atilde;o e restos de alimentos, permitindo uma compreens&atilde;o mais rica e detalhada das pr&aacute;ticas culturais e ambientes antigos das civiliza&ccedil;&otilde;es passadas.<\/p>\n<p>Furlan destaca que uma das principais contribui&ccedil;&otilde;es da arqueologia &eacute; sua capacidade de revelar a complexidade das sociedades pr&eacute;-hist&oacute;ricas e hist&oacute;ricas. Por meio da escava&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise meticulosa de s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos, como assentamentos antigos, sepulturas e artefatos, os arque&oacute;logos podem reconstruir padr&otilde;es de assentamento, pr&aacute;ticas religiosas, estruturas pol&iacute;ticas e sistemas econ&ocirc;micos. Essas descobertas n&atilde;o apenas enriquecem nossa compreens&atilde;o do passado, mas tamb&eacute;m fornecem um contexto crucial para interpretar o presente e antecipar o futuro.<\/p>\n<p>O <strong><a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/10.1098\/rsta.1987.0070'>The Role of Radiocarbon Dating in Modern Archaeology<\/a>&nbsp;<\/strong>aborda a import&acirc;ncia do radiocarbono e como&nbsp;ele tem sido utilizado para resolver quest&otilde;es arqueol&oacute;gicas complexas como:&nbsp;Contextualiza&ccedil;&atilde;o cultural, estudos paleoambientais, valida&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses, conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Embora o C-14 seja um m&eacute;todo s&eacute;rio, n&atilde;o est&aacute; isento de cr&iacute;ticas e desafios. Especialistas reconhecem a necessidade de calibragem de resultados devido a mudan&ccedil;as no <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/noticias\/redacao\/2021\/02\/24\/mudanca-em-campo-magnetico-da-terra-causou-desastre-ha-42-mil-anos.htm'><strong>polo magn&eacute;tico da Terra<\/strong><\/a> e varia&ccedil;&otilde;es na concentra&ccedil;&atilde;o de C-14 na atmosfera ao longo do tempo.<\/p>\n<p>&ldquo;O radiocarbono revolucionou a arqueologia ao fornecer uma ferramenta precisa e confi&aacute;vel para datar eventos hist&oacute;ricos e pr&eacute;-hist&oacute;ricos, abrindo novas possibilidades de pesquisa e entendimento sobre a evolu&ccedil;&atilde;o da humanidade ao longo do tempo. Essa t&eacute;cnica continua a ser refinada e aprimorada, ampliando constantemente nosso conhecimento sobre o passado e sua relev&acirc;ncia para o presente e o futuro&rdquo;, finaliza a professora Marisa Furlan.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a profissional<\/strong><\/p>\n<p>Marisa Martins Furlan &eacute; doutoranda em Ci&ecirc;ncias da Religi&atilde;o pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo (PUC-SP), Mestra em Ci&ecirc;ncias da Religi&atilde;o pela Universidade Metodista de S&atilde;o Paulo (UMESP), Mestra em Hist&oacute;ria pelo Centro Universit&aacute;rio Internacional (UNINTER), al&eacute;m de Licenciada em Hist&oacute;ria pela Faculdade Campos El&iacute;seos (FCE). Com mais de dez anos de experi&ecirc;ncia, Marisa &eacute; professora de Hist&oacute;ria pelo Estado de S&atilde;o Paulo e especialista em arqueologia, hist&oacute;ria e estudos religiosos.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/www.instagram.com\/mfjornalbiblico?igsh=MzMzb2RjcGRzaWlv' rel=\"follow noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/mfjornalbiblico?igsh=MzMzb2RjcGRzaWlv<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/306909' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(DINO &#8211; 13 ago, 2024) &#8211;\nA arqueologia &eacute; um campo fascinante que busca entender as civiliza&ccedil;&otilde;es passadas por meio de suas rel&iacute;quias e ves","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-99007","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99007","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99007"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99007\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}