{"id":98920,"date":"2024-08-22T19:52:00","date_gmt":"2024-08-22T22:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/mudar-a-arquitetura-financeira-e-urgente-avisam-economistas\/"},"modified":"2024-08-22T19:52:00","modified_gmt":"2024-08-22T22:52:00","slug":"mudar-a-arquitetura-financeira-e-urgente-avisam-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/mudar-a-arquitetura-financeira-e-urgente-avisam-economistas\/","title":{"rendered":"Mudar a arquitetura financeira \u00e9 urgente, avisam economistas"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>Rio de Janeiro, RJ&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 21 ago, 2024) &#8211;<br \/>\nA capacidade da atual arquitetura financeira internacional de lidar com desafios globais urgentes, como o enfrentamento &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e o combate &agrave; pobreza, &eacute; uma das principais pautas em debate no G20, grupo que re&uacute;ne as maiores economias do mundo &ndash; e cuja presid&ecirc;ncia rotativa o Brasil ocupa este ano. As discuss&otilde;es incluem desde propostas de mudan&ccedil;as nas institui&ccedil;&otilde;es multilaterais, como Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) e Banco Mundial, at&eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de uma tributa&ccedil;&atilde;o global para super-ricos.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8216;O que se busca &eacute; uma ordem mais justa e igualit&aacute;ria. Se o sistema atual n&atilde;o prov&ecirc; solu&ccedil;&otilde;es, precisamos reinvent&aacute;-lo, e isso pode ser feito mudando a estrutura atual, que limita a alguns pa&iacute;ses poderosos todas as decis&otilde;es&rdquo;, afirma a economista indiana Jayati Ghosh, professora na Universidade de Massachusetts (EUA), durante a confer&ecirc;ncia global &#8216;Retrofit for Purpose: Reformando a Arquitetura Financeira Internacional&rdquo;, realizada no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O encontro foi promovido em agosto pela rede de pesquisa<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.networkideas.org\/'> International Development Economics Associates <\/a>(IDEAs) e pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES). O&nbsp;evento reuniu mais de 60 especialistas da &Aacute;frica, &Aacute;sia e Am&eacute;ricas para refletir sobre as mudan&ccedil;as no sistema financeiro internacional frente ao atual ambiente econ&ocirc;mico e geopol&iacute;tico. Antes da confer&ecirc;ncia, 36 estudantes de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de 16 pa&iacute;ses do Sul Global participaram de um workshop de dois dias sobre o tema.<\/p>\n<p>&#8216;Pela primeira vez, o G20 traz o olhar do Sul Global para as discuss&otilde;es. Ouvir essas vozes &eacute; fundamental para promover a reforma da arquitetura financeira internacional&rdquo;, destaca Margarita Olivera, professora do Instituto de Economia da UFRJ e uma das organizadoras da confer&ecirc;ncia. Um documento com as propostas discutidas no evento ser&aacute; enviado para a c&uacute;pula dos chefes de Estado do G20, marcada para ocorrer no Rio de Janeiro em novembro de 2024.<\/p>\n<p>Na confer&ecirc;ncia, a urg&ecirc;ncia da reforma da arquitetura financeira internacional foi unanimidade entre os especialistas. Para o indiano Prabhat Patnaik, professor em&eacute;rito da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Delhi, a reestrutura&ccedil;&atilde;o deve ser profunda e n&atilde;o se restringir a meras substitui&ccedil;&otilde;es no sistema atual, como trocar o d&oacute;lar por outra moeda.<\/p>\n<p>&#8216;A mudan&ccedil;a deve significar um deslocamento completo das finan&ccedil;as da posi&ccedil;&atilde;o hegem&ocirc;nica que elas t&ecirc;m hoje&rdquo;, enfatiza Patnaik. Ele prop&otilde;e que, em vez de se manter um sistema internacional de com&eacute;rcio e pagamentos, seria mais eficaz para o Sul Global ter economias mais autossuficientes ou formar grupos de pa&iacute;ses, formando unidades relativamente aut&aacute;rquicas,&nbsp;para comercializar com o mercado exterior apenas na medida necess&aacute;ria.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Crise da d&iacute;vida externa dos pa&iacute;ses em desenvolvimento&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>O superendividamento dos pa&iacute;ses em desenvolvimento tem sido um dos pontos centrais nas discuss&otilde;es sobre a reforma do sistema atual.&nbsp;A economista Yuefen Li,&nbsp;consultora s&ecirc;nior no South Centre em Genebra, alerta que apenas<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q43vtjm51VA'>&nbsp;os pa&iacute;ses africanos acumulam d&iacute;vida de cerca de US$1,3 trilh&atilde;o<\/a>. &#8216;Com as altas seguidas do d&oacute;lar, aumento dos juros, pa&iacute;ses em d&eacute;ficit perdem bilh&otilde;es sem que institui&ccedil;&otilde;es multilaterais atuem para evitar isso&rdquo;, pontua.&nbsp;Li destaca que o momento &eacute; ideal para a &Aacute;frica se engajar em negocia&ccedil;&otilde;es, considerando que o tema est&aacute; em pauta no G20 e que a pr&oacute;xima c&uacute;pula das 20 maiores economias do mundo ocorrer&aacute; na &Aacute;frica do Sul.<\/p>\n<p>Entre as propostas discutidas pelos economistas para aliviar o endividamento desses pa&iacute;ses, est&atilde;o a melhoria do acesso &agrave; liquidez internacional a taxas de juros razo&aacute;veis, al&eacute;m do desenvolvimento de regras para reduzir ou minimizar os efeitos colaterais das medidas de pol&iacute;tica monet&aacute;ria adotadas pelos bancos centrais do Norte Global.&nbsp;<\/p>\n<p>H&aacute; um consenso crescente sobre a necessidade de reestrutura&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es financeiras internacionais, com mudan&ccedil;as na governan&ccedil;a, objetivos, m&eacute;todos e regras de financiamento. &#8216;As cotas e as fatias de votos nesses organismos n&atilde;o refletem as reais condi&ccedil;&otilde;es da economia global. Os pa&iacute;ses ricos seguram suas fatias e mant&ecirc;m o controle&rdquo;, explica Jayati Ghosh.<\/p>\n<p>Na vis&atilde;o de Ghosh, essas institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o mudar&atilde;o a menos que sejam for&ccedil;adas ou sintam que se tornar&atilde;o irrelevantes. Ela aponta que novos arranjos e novas rotas comerciais j&aacute; surgem entre pa&iacute;ses emergentes, como a China. &#8216;Isso ocorre n&atilde;o apenas porque os pa&iacute;ses querem isso, mas porque n&atilde;o t&ecirc;m op&ccedil;&atilde;o, por exemplo, quando h&aacute; imposi&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es&#8217;, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>Urg&ecirc;ncia no financiamento clim&aacute;tico<\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto cr&iacute;tico abordado nas discuss&otilde;es sobre a reforma &eacute; a necessidade de aumento das contribui&ccedil;&otilde;es bilaterais das economias de alta renda, que s&atilde;o grandes emissoras de gases de efeito estufa, para o enfrentamento da crise clim&aacute;tica nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. Jomo Kwame Sundaram, membro da Academia da Ci&ecirc;ncia da Mal&aacute;sia e professor na Universidade de Malaya, refor&ccedil;a que o financiamento para alcan&ccedil;ar o desenvolvimento sustent&aacute;vel &eacute; crucial. Ele lembra que as Na&ccedil;&otilde;es Unidas propuseram, em 2008, um novo Acordo Verde Global (Global Green New Deal) para revitalizar a economia e o com&eacute;rcio mundial, ao mesmo tempo em que inclu&iacute;a a sustentabilidade ambiental no contexto do desenvolvimento multilateral.<\/p>\n<p>&#8216;Mas,&nbsp;parece n&atilde;o haver nos pa&iacute;ses ricos a disposi&ccedil;&atilde;o de investimento, apesar das promessas feitas&#8217;, afirma Sundaram. Essa restri&ccedil;&atilde;o, de acordo com ele, pode ser superada com a emiss&atilde;o regular e massiva de direitos especiais de saque para permitir que os pa&iacute;ses de baixa e m&eacute;dia renda promovam seu desenvolvimento sustent&aacute;vel, especialmente para adapta&ccedil;&atilde;o. &#8216;Isso permitiria produtividade, crescimento e renda para os pobres, independentemente da disposi&ccedil;&atilde;o das na&ccedil;&otilde;es ricas de cumprir seus compromissos&rdquo;, conclui.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/www.networkideas.org\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/www.networkideas.org\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/307215' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Rio de Janeiro, RJ&#8211;(DINO &#8211; 21 ago, 2024) &#8211;\nA capacidade da atual arquitetura financeira internacional de lidar com desafios globais urgentes, como o enfrentamento &agrave;s mudan","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-98920","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98920\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}