{"id":96725,"date":"2024-07-03T16:11:00","date_gmt":"2024-07-03T19:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/caso-raro-de-doenca-fungica-e-tratado-e-vira-estudo\/"},"modified":"2024-07-03T16:11:00","modified_gmt":"2024-07-03T19:11:00","slug":"caso-raro-de-doenca-fungica-e-tratado-e-vira-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/caso-raro-de-doenca-fungica-e-tratado-e-vira-estudo\/","title":{"rendered":"Caso raro de doen\u00e7a f\u00fangica \u00e9 tratado e vira estudo"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>Curitiba-PR&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 03 jul, 2024) &#8211;<br \/>\nUm caso rar&iacute;ssimo de osteomielite f&uacute;ngica no maxilar, causado por mucormicose, surgiu no Paran&aacute;. O fungo, que muito rapidamente causa necrose no osso do paciente, aconteceu com um homem de 41 anos, morador de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Oeste (SC). Ele foi atendido e tratado pelo cirurgi&atilde;o maxilo-facial Andr&eacute; Z&eacute;tola, do Instituto Z&eacute;tola, em Curitiba. Em uma grande parte dos casos, a doen&ccedil;a atinge o sistema nervoso central, chega ao c&eacute;rebro e leva o paciente a &oacute;bito muito r&aacute;pido. O sucesso do tratamento utilizando c&eacute;lulas-tronco &eacute; algo t&atilde;o raro que chamou a aten&ccedil;&atilde;o da comunidade m&eacute;dica internacional e est&aacute; sendo o centro de estudos internacionais.<\/p>\n<p>&#8216;Essa doen&ccedil;a &eacute; extremamente rara e agressiva, necessitando de um tratamento r&aacute;pido e eficaz. Em um primeiro momento conseguimos debelar a infec&ccedil;&atilde;o f&uacute;ngica, preservando a vida do paciente. E num segundo momento, conseguimos reconstruir todo o osso maxilar dele usando suas pr&oacute;prias c&eacute;lulas-tronco, o que &eacute; uma abordagem inovadora e bem-sucedida. Casos assim refor&ccedil;am a import&acirc;ncia de um diagn&oacute;stico precoce, al&eacute;m de a&ccedil;&atilde;o imediata do cirurgi&atilde;o e da habilidade t&eacute;cnica na condu&ccedil;&atilde;o do tratamento&rdquo;, explicou Z&eacute;tola.<\/p>\n<p>O paciente, Ricardo Fratin, se emociona ao falar da forma imediata com que foi atendido e que fez toda a diferen&ccedil;a para salvar sua vida. &ldquo;Eu cheguei em Curitiba numa ter&ccedil;a-feira 23h. O doutor j&aacute; estava me esperando com toda uma equipe, me encaminhou imediatamente para exame e para internamento. &Agrave;s 6h da manh&atilde; do outro dia eu estava na mesa de cirurgia operando&rdquo;, disse o paciente.<\/p>\n<p>A osteomielite f&uacute;ngica no maxilar &eacute; muito rara e causa a necrose do maxilar, trazendo perda &oacute;ssea e, consequentemente, a perda dos dentes. Os dados sobre a preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a no mundo n&atilde;o s&atilde;o precisos. Mas estima-se que s&atilde;o no m&aacute;ximo 10 mil casos por ano no mundo, exceto a &Iacute;ndia, onde a preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a &eacute; muito maior por quest&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica locais. A estimativa &eacute; da <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC6462913\/'>Leading International Fungal Education (LIFE)<\/a>, publicada pelo National Center for Biotechnology Information. E a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC6585207\/'>taxa de mortalidade &eacute; alta e pode chegar a 46%<\/a>.<\/p>\n<p>No Brasil, conforme o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/portal.fiocruz.br\/noticia\/fiocruz-e-referencia-nacional-para-o-diagnostico-da-mucormicose'>de janeiro de 2018 a junho de 2021 foram registrados 157 casos de mucormicose no pa&iacute;s<\/a>. A estat&iacute;stica brasileira n&atilde;o &eacute; s&oacute; de casos maxilares, mas de todos os tipos de mucormicose em vias nasais e mucosas orofaciais.<\/p>\n<p><strong>Baixa imunidade<\/strong><\/p>\n<p>A mucormicose, comumente encontrada em ambientes como solo, bolor de p&atilde;es e vegetais e frutas em decomposi&ccedil;&atilde;o, raramente afeta pessoas saud&aacute;veis. Contudo, indiv&iacute;duos com imunidade comprometida, como aqueles com diabetes, HIV ou em tratamento quimioter&aacute;pico, s&atilde;o mais suscet&iacute;veis. H&aacute; tamb&eacute;m rela&ccedil;&atilde;o da dissemina&ccedil;&atilde;o do fungo em pacientes imunossuprimidos por quest&otilde;es psicol&oacute;gicas, como foi o caso do paciente atendido por Z&eacute;tola, que teve uma depress&atilde;o profunda por perdas pessoais.<\/p>\n<p>O homem, na &eacute;poca com 34 anos, chegou ao Dr. Z&eacute;tola, no ano de 2017, com dor e amolecimento nos dentes. Fazia apenas 21 dias que ele tinha feito uma cirurgia para desvio de septo e sinusite cr&ocirc;nica e acredita-se que foi a partir da cirurgia que se instalou a mucormicose. Al&eacute;m da necrose, s&atilde;o tamb&eacute;m sintomas comuns da doen&ccedil;a (comumente confundida com sinusite) a febre, dor de cabe&ccedil;a, letargia, celulite facial, parestesia, secre&ccedil;&atilde;o nasal e cornetos necr&oacute;ticos.<\/p>\n<p>Neste atendimento inicial, Z&eacute;tola j&aacute; constatou pelo menos 10 mil&iacute;metros de perda &oacute;ssea no dente central e, ap&oacute;s cirurgia para retirada do osso necr&oacute;tico, o material foi enviado &agrave; an&aacute;lise para verificar qual tipo de osteomielite acometia o paciente.<\/p>\n<p>Em poucas semanas, veio o resultado da bi&oacute;psia, de osteomielite f&uacute;ngica. A infec&ccedil;&atilde;o progrediu rapidamente, destruindo o osso maxilar e o assoalho nasal e acometendo todos os elementos dent&aacute;rios superiores. Desta forma, o cirurgi&atilde;o maxilo-facial Andr&eacute; Z&eacute;tola e o otorrinolaringologista Marco Cesar Jorge dos Santos realizaram nova cirurgia de emerg&ecirc;ncia para remover o tecido infectado, no Hospital IPO. Todo o osso maxilar foi removido at&eacute; a altura do assoalho do seio maxilar e o assoalho nasal, para preservar a vida de Ricardo, pois o fungo chegou muito pr&oacute;ximo da cavidade nasal. Sem sustenta&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, as bochechas do paciente &ldquo;entravam&rdquo; na boca e o nariz ficou ca&iacute;do.<\/p>\n<p>Logo ap&oacute;s a cirurgia, o paciente foi encaminhado &agrave; UTI do Hospital VITA Batel, em Curitiba, na qual o m&eacute;dico intensivista Rafael Deucher lan&ccedil;ou m&atilde;o da Anfotericina. Foram dias de interna&ccedil;&atilde;o em tratamento intravenoso. Ap&oacute;s erradicar a infec&ccedil;&atilde;o, Z&eacute;tola utilizou um fator de crescimento que atraiu c&eacute;lulas-tronco do pr&oacute;prio paciente para promover a regenera&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. Em um per&iacute;odo de seis a oito meses, o osso do maxilar se reconstruiu sozinho, o que permitiu a coloca&ccedil;&atilde;o de implantes dent&aacute;rios.<\/p>\n<p>Mais raro do que a preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a no mundo foi o sucesso da t&eacute;cnica com c&eacute;lulas-tronco utilizada pelo cirurgi&atilde;o, para devolver ao paciente a sustenta&ccedil;&atilde;o do rosto e o sorriso, que hoje &eacute; extremamente natural e n&atilde;o d&aacute; nenhuma pista do que ocorreu.<\/p>\n<p><strong>Estudo internacional<\/strong><\/p>\n<p>A complexidade e a gravidade deste caso espec&iacute;fico tornam-no um marco significativo no campo da odontologia e da cirurgia maxilofacial, destacando a expertise e a inova&ccedil;&atilde;o do Instituto Z&eacute;tola e sua equipe no tratamento de condi&ccedil;&otilde;es raras e potencialmente fatais.<\/p>\n<p>A condi&ccedil;&atilde;o da osteomielite f&uacute;ngica no maxilar &eacute; t&atilde;o rara que virou um caso de estudo internacional, publicado na revista cient&iacute;fica <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.jcdam.net\/'><em>Journal of Contemporary Diseases and Advanced Medicine (JCDAM)<\/em><\/a>. A primeira etapa do estudo, mostrando o alastramento do fungo antes da segunda cirurgia de remo&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, foi <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.jcdam.net\/2022-v01n2-61\/'>publicada na edi&ccedil;&atilde;o de Maio-Agosto de 2022<\/a>. J&aacute; o segundo artigo, mostrando a regenera&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea por c&eacute;lulas-tronco e ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;teses em Ricardo deve ser publicada em breve na revista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/www.zetoladentaldesign.com.br\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/www.zetoladentaldesign.com.br\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/304953' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Curitiba-PR&#8211;(DINO &#8211; 03 jul, 2024) &#8211;\nUm caso rar&iacute;ssimo de osteomielite f&uacute;ngica no maxilar, causado por mucormicose, surgiu no Paran&aacute;. O fungo, que muito rapid","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-96725","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96725","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96725"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96725\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}