{"id":94684,"date":"2024-05-31T13:50:00","date_gmt":"2024-05-31T16:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/diabesidade-avanco-de-casos-requer-novas-perspectivas\/"},"modified":"2024-05-31T13:50:00","modified_gmt":"2024-05-31T16:50:00","slug":"diabesidade-avanco-de-casos-requer-novas-perspectivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/diabesidade-avanco-de-casos-requer-novas-perspectivas\/","title":{"rendered":"Diabesidade: avan\u00e7o de casos requer novas perspectivas"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 31 mai, 2024) &#8211;<br \/>\nA diabesidade &eacute; hoje um desafio de sa&uacute;de p&uacute;blica. Segundo a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/abeso.org.br\/obesidade-e-sindrome-metabolica\/mapa-da-obesidade\/'>OMS<\/a>, estima-se que o n&uacute;mero de adultos acima do peso no planeta alcance, em 2025, a casa dos 2,3 milh&otilde;es, sendo 700 milh&otilde;es em n&iacute;vel de obesidade, com &iacute;ndice de massa corp&oacute;rea (IMC) superior a 30. J&aacute; o <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.forumdcnts.org\/post\/wof-atlas-obesidade'>Atlas Mundial da Obesidade<\/a>, da <em>World Obesity Federation<\/em>, aponta que, at&eacute; 2035, mais de 750 milh&otilde;es de crian&ccedil;as e jovens, entre 5 e 19 anos, dever&atilde;o viver com sobrepeso e obesidade. Para o Brasil, que atualmente contabiliza nesse intervalo et&aacute;rio a propor&ccedil;&atilde;o de 1 caso a cada 3 indiv&iacute;duos, as proje&ccedil;&otilde;es indicam aumento substancial para os pr&oacute;ximos anos: estima-se que, at&eacute; 2035, o IMC elevado se torne prevalente em 50% dessa faixa da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O tema exige a articula&ccedil;&atilde;o de diferentes atores. Ainda que afete as condi&ccedil;&otilde;es de exist&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo e sua qualidade de vida, est&aacute; longe de ser uma quest&atilde;o de cunho meramente pessoal. Isso porque envolve dimens&otilde;es sociais, culturais e econ&ocirc;micas inerentes ao modo de vida contempor&acirc;neo, marcado por sedentarismo e estresse crescentes, menor tempo de sono, piora da qualidade de descanso e ingest&atilde;o de uma dieta farta em alimentos processados.<\/p>\n<p>&ldquo;Vivemos em um ambiente obesog&ecirc;nico, campo f&eacute;rtil para a explos&atilde;o de casos de obesidade e diabetes, inclusive concomitantemente&rdquo;, alerta o endocrinologista F&aacute;bio Moura, do Instituto de Medicina Integrada de Pernambuco e membro da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira para o Estudo da Obesidade e S&iacute;ndrome Metab&oacute;lica (Abeso). Por sua g&ecirc;nese multifatorial, a diabesidade exige um amplo trabalho de conscientiza&ccedil;&atilde;o da sociedade e uma estrat&eacute;gia de enfrentamento que, segundo Simone Tcherniakovsky, da Novo Nordisk, pressup&otilde;e uma colabora&ccedil;&atilde;o intersetorial. &ldquo;A diabesidade se tornou uma epidemia em escala global. Para al&eacute;m de um desafio social, constitui hoje uma responsabilidade coletiva&rdquo;, opina.<\/p>\n<p>Guilherme Nafalski, do Instituto Cordial, observa que a ina&ccedil;&atilde;o sobre a obesidade custa caro para o Brasil, pa&iacute;s onde 60,3% da popula&ccedil;&atilde;o adulta apresenta sobrepeso, conforme o <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.pns.icict.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/liv101846.pdf'>IBGE<\/a>. Ainda que as perdas n&atilde;o se limitem &agrave; esfera financeira, &eacute; poss&iacute;vel dimensionar de modo tang&iacute;vel o impacto econ&ocirc;mico decorrente da falta de pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es eficazes. Nesse sentido, o cientista pol&iacute;tico destaca dados do <em>World Obesity Federation<\/em>, dando conta que o sistema de sa&uacute;de brasileiro despendeu em 2019 o montante de R$ 40 bilh&otilde;es com quest&otilde;es ligadas &agrave; obesidade.<\/p>\n<p><strong>&ldquo;Z&iacute;per na boca&rdquo; e exerc&iacute;cio, uma receita insuficiente e imprecisa<\/strong><\/p>\n<p>Estigma e preconceito s&atilde;o aspectos presentes na vida daqueles que convivem com o sobrepeso. Para M&ocirc;nica Silveira, professora da Unicamp e presidente do Instituto de Sa&uacute;de Mental e Diabetes, muitos consideram que basta ter disciplina e for&ccedil;a de vontade para sobrepor a quest&atilde;o, desconsiderando altera&ccedil;&otilde;es existentes no controle da saciedade. &ldquo;A pessoa com obesidade ou sobrepeso n&atilde;o raro &eacute; vista como culpada por sua condi&ccedil;&atilde;o. Nesse contexto, a sa&uacute;de mental &eacute; mais um elemento a considerar na diabesidade, tendo em vista que a presen&ccedil;a concomitante dessa tripla situa&ccedil;&atilde;o enseja din&acirc;mica segundo a qual uma circunst&acirc;ncia pode agravar a outra&rdquo;, explica a psiquiatra.<\/p>\n<p>A influencer <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/baridaglenda.com.br\/'>Glenda Cardoso<\/a>, profissional de marketing com especializa&ccedil;&atilde;o em nutri&ccedil;&atilde;o, convive com a obesidade desde a juventude e chegou a pesar 174kg. Sem conseguir mais andar, antes mesmo dos 40 anos realizou a cirurgia bari&aacute;trica, eliminando 91 quilos. Com condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica favor&aacute;vel, Glenda teve acesso a tratamento e exames, realidade que n&atilde;o est&aacute; presente para grande parte dos brasileiros. &ldquo;A maioria n&atilde;o tem acesso a exames b&aacute;sicos e &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o de qualidade, uma vez que os alimentos mais baratos s&atilde;o industrializados, ultraprocessados e pouco nutritivos. Al&eacute;m disso, h&aacute; a morosidade de atendimento do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de e, para os que passam pela cirurgia bari&aacute;trica, n&atilde;o existe sequer a imprescind&iacute;vel suplementa&ccedil;&atilde;o vitam&iacute;nica&rdquo;, revela a influencer.<\/p>\n<p>Danilo Campos, coordenador geral da Aten&ccedil;&atilde;o Especializada do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, reconhece as dificuldades, inclusive com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; lacuna entre a oferta de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e a alternativa cir&uacute;rgica, de alta complexidade. &ldquo;A aten&ccedil;&atilde;o especializada vem exatamente para suprir o v&aacute;cuo que existia entre o diagn&oacute;stico inicial e a cirurgia bari&aacute;trica&rdquo;, explica Campos, afirmando que a expectativa, a partir dessa nova pol&iacute;tica, &eacute; imprimir mais dinamismo ao encaminhamento dos casos.<\/p>\n<p><strong>Diabesidade, caminhos e possibilidades<\/strong><\/p>\n<p>Sob uma perspectiva socioecon&ocirc;mica, Guilherme Nafalski enfatiza que a obesidade e a diabesidade t&ecirc;m cor e g&ecirc;nero, estando presentes nas popula&ccedil;&otilde;es mais pobres e perif&eacute;ricas. &ldquo;Vivemos o paradoxo de encontrar pessoas com obesidade e, ao mesmo tempo, desnutridas&rdquo;, relata. Desonerar frutas e legumes poderia ser um caminho, sugere o endocrinologista F&aacute;bio Moura, lembrando que uma dieta adequada passa pela condi&ccedil;&atilde;o financeira da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Fundador e presidente do Instituto Obesidade Brasil, Carlos Schiavon observa que os desafios s&atilde;o enormes, requerendo v&aacute;rias frentes de atua&ccedil;&atilde;o. Como solu&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e premente, Schiavon sugere a educa&ccedil;&atilde;o nutricional nas escolas. Para ele, a iniciativa n&atilde;o apenas contribuiria para interromper um processo j&aacute; em curso em uma popula&ccedil;&atilde;o infantil com ganhos importantes de sobrepeso, como tamb&eacute;m ajudaria a criar uma cultura, influenciando as gera&ccedil;&otilde;es futuras na ado&ccedil;&atilde;o de novos h&aacute;bitos e outra consci&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Em Campinas, no interior paulista, o programa <em>Cities Changing Diabetes <\/em>&eacute; um bom exemplo. Presente em 40 cidades pelo mundo, a iniciativa tem o apoio do governo da Dinamarca e do Novo Nordisk. &ldquo;Nosso munic&iacute;pio &eacute; a porta de entrada do projeto no Brasil&rdquo;, conta Renata Mariano, da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Campinas. A iniciativa busca reduzir os &iacute;ndices de obesidade e diabetes tipo 2 na regi&atilde;o, a partir de conceitos e pr&aacute;ticas de alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel em escolas, da educa&ccedil;&atilde;o infantil ao ensino m&eacute;dio. Implantado em 2022, o programa j&aacute; beneficiou 50 mil pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais informa&ccedil;&otilde;es:<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.forumdcnts.org\/'>https:\/\/www.forumdcnts.org\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/www.forumdcnts.org\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/www.forumdcnts.org\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/302431' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(DINO &#8211; 31 mai, 2024) &#8211;\nA diabesidade &eacute; hoje um desafio de sa&uacute;de p&uacute;blica. 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