{"id":94399,"date":"2024-05-24T19:15:00","date_gmt":"2024-05-24T22:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/arquitetura-japonesa-inspira-construcoes-em-sao-paulo\/"},"modified":"2024-05-24T19:15:00","modified_gmt":"2024-05-24T22:15:00","slug":"arquitetura-japonesa-inspira-construcoes-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/arquitetura-japonesa-inspira-construcoes-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Arquitetura japonesa inspira constru\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo\/SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 24 mai, 2024) &#8211;<br \/>\nPor contemplar a maior comunidade japonesa fora do Jap&atilde;o, o Brasil preserva grandes influ&ecirc;ncias da cultura nip&ocirc;nica, especialmente nas cidades que receberam quantidades maiores de imigrantes, como &eacute; o caso de S&atilde;o Paulo e seus arredores. Al&eacute;m da gastronomia, outro campo que foi muito influenciado foi o da arquitetura, com constru&ccedil;&otilde;es que remetem a est&eacute;tica e aos ideais japoneses presentes em diversos locais da cidade, mesmo que constantemente atrelados a materiais e tecnologias que j&aacute; se encontravam nos cen&aacute;rios brasileiros.<\/p>\n<p>As constru&ccedil;&otilde;es tradicionais japonesas s&atilde;o fruto da uni&atilde;o de elementos simb&oacute;licos, formas resistentes a intemp&eacute;ries e materiais naturais, por&eacute;m quando os imigrantes japoneses chegaram no Brasil passaram a criar t&eacute;cnicas h&iacute;bridas, juntando os conceitos e tecnologias arquitet&ocirc;nicas japonesas com os materiais brasileiros. Um exemplo foi o uso de biombos de papel e madeira para criar paredes internas nas casas aliado a t&eacute;cnicas de taipa de m&atilde;o (o popular pau a pique).<\/p>\n<p>Essas t&eacute;cnicas h&iacute;bridas de constru&ccedil;&otilde;es adaptadas &agrave;s regi&otilde;es, materiais e condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas distintas, deram origem &agrave; atual identidade nipo-brasileira conhecida e encontrada, principalmente, nas cidades paulistanas. Um dos maiores marcos da influ&ecirc;ncia japonesa no cen&aacute;rio brasileiro &eacute; o bairro da Liberdade, pontuado pela intensa imigra&ccedil;&atilde;o asi&aacute;tica e por constru&ccedil;&otilde;es com decora&ccedil;&otilde;es que remetem &agrave;s tradi&ccedil;&otilde;es japonesas, como &eacute; o caso dos postes de luz com formas semelhantes a lanternas de papel, e edif&iacute;cios com entradas que lembram os <em>torii<\/em> &ndash; portais tradicionais e sagrados no xinto&iacute;smo, principal religi&atilde;o seguida no Jap&atilde;o.<\/p>\n<p>Dentro desse contexto, tamb&eacute;m surgiram locais voltados para manter viva a cultura japonesa, como &eacute; o caso da Torre de Miroku, localizada &agrave;s margens da Represa Billings, na cidade de Ribeir&atilde;o Preto, regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o Paulo. A torre, baseada no templo Horyu-ji, constru&iacute;do na cidade Nara, tem 32 metros de altura e cinco telhados com um total de 13 mil telhas pintadas com tinta &agrave; base de ouro l&iacute;quido, importada do Jap&atilde;o. Sua constru&ccedil;&atilde;o levou mais de 10 anos para ser finalizada nos moldes da arquitetura tradicional por meio da t&eacute;cnica de sustenta&ccedil;&atilde;o e encaixe, onde cada madeira &eacute; fixada sem o uso de pregos ou parafusos, utilizando uma mistura de madeira de eucalipto e jatob&aacute;, t&iacute;pica brasileira.<\/p>\n<p>J&aacute; na capital paulista &eacute; poss&iacute;vel encontrar outro grande exemplo da arquitetura japonesa e da t&eacute;cnica de sustenta&ccedil;&atilde;o por encaixes na Japan House S&atilde;o Paulo, centro cultural localizado no bairro da Bela Vista. O projeto foi criado pelo consagrado arquiteto japon&ecirc;s Kengo Kuma, em parceria com o escrit&oacute;rio paulistano FGMF Arquitetos. Ao todo s&atilde;o 2.500m&sup2;, que chamam a aten&ccedil;&atilde;o pela grande fachada de Hinoki, pinheiro nativo do Jap&atilde;o, que j&aacute; se tornou um marco da cidade e um &iacute;cone arquitet&ocirc;nico em meio aos pr&eacute;dios da Avenida Paulista. Montada por uma equipe de cinco artes&atilde;os japoneses especializados na arte do encaixe arquitet&ocirc;nico, a fachada possui 36 metros de largura, 11 de altura e seis toneladas de madeira Hinoki vindas diretamente do Jap&atilde;o. J&aacute; na lateral da casa, foi criada uma parede de cobog&oacute;s em concreto, em uma releitura de Kuma do estilo cl&aacute;ssico brasileiro dos anos 1930, homenageando a uni&atilde;o entre as duas culturas, representada pela institui&ccedil;&atilde;o cultural.<\/p>\n<p>A hist&oacute;ria de idealiza&ccedil;&atilde;o desta fachada ressalta a s&oacute;lida rela&ccedil;&atilde;o entre o Brasil e o Jap&atilde;o. A inspira&ccedil;&atilde;o para o painel surgiu ap&oacute;s uma visita de Kengo Kuma ao Pavilh&atilde;o Japon&ecirc;s do Parque do Ibirapuera, inaugurado em 1954 e constru&iacute;do com Hinoki e t&eacute;cnicas de encaixe. Guiado pelo presidente da Construtora Nakashima, uma das respons&aacute;veis pelas reformas das madeiras na obra do Ibirapuera desde 1988, o arquiteto se encantou com o Pavilh&atilde;o, desenhado por Sutemi Horiguchi (co-fundador do primeiro movimento moderno da arquitetura no Jap&atilde;o), mestre de Yoshichika Uchida, que foi professor de Kuma. Inspirado pelo trabalho de Horiguchi em S&atilde;o Paulo, Kuma optou por utilizar uma fachada de Hinoki e, assim, evidenciar a t&eacute;cnica tradicional com releitura contempor&acirc;nea na entrada do pr&eacute;dio na Paulista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>Servi&ccedil;o:<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Japan House S&atilde;o Paulo<\/strong>&nbsp;<br \/> Endere&ccedil;o: Avenida Paulista, 52 &ndash; S&atilde;o Paulo, SP&nbsp;&nbsp;<br \/> Hor&aacute;rio de funcionamento: de ter&ccedil;a a sexta, das 10h &agrave;s 18h e s&aacute;bados, domingos e feriados, das 10h &agrave;s 19h.<br \/>Entrada gratuita. Reserva online (opcional): <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/agendamento.japanhousesp.com.br\/'>https:\/\/agendamento.japanhousesp.com.br\/&nbsp;&nbsp;<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pavilh&atilde;o Japon&ecirc;s<br \/><\/strong>Endere&ccedil;o: Parque Ibirapuera &#8211; Port&atilde;o 10 (Pr&oacute;ximo ao Planet&aacute;rio e ao Museu Afro Brasil)<br \/>Hor&aacute;rio de funcionamento: quinta a domingo e feriados, das 10h &agrave;s 17h<br \/>Ingressos a partir de 15 reais. Mais informa&ccedil;&otilde;es no site: <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.bunkyo.org.br\/br\/pavilhao-japones\/'>https:\/\/www.bunkyo.org.br\/br\/pavilhao-japones\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Torre de Miroku<br \/><\/strong>Endere&ccedil;o: Rua Bretanha 1 &#8211; Ribeir&atilde;o Pires, SP<br \/>Hor&aacute;rio de funcionamento: s&aacute;bados e domingos, das 9h30 &agrave;s 14h<br \/>Entrada com hora marcada. Ingressos, agendamento obrigat&oacute;rio e mais informa&ccedil;&otilde;es no site: <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.torredemiroku.com.br\/'>https:\/\/www.torredemiroku.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/www.japanhousesp.com.br\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/www.japanhousesp.com.br\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/304145' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"S\u00e3o Paulo\/SP&#8211;(DINO &#8211; 24 mai, 2024) &#8211;\nPor contemplar a maior comunidade japonesa fora do Jap&atilde;o, o Brasil preserva grandes influ&ecirc;ncias da cultura nip&ocirc;nica, espec","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-94399","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94399","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94399"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94399\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}