{"id":94398,"date":"2024-05-24T19:16:00","date_gmt":"2024-05-24T22:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/hipertensao-arterial-aumenta-o-risco-para-as-mulheres\/"},"modified":"2024-05-24T19:16:00","modified_gmt":"2024-05-24T22:16:00","slug":"hipertensao-arterial-aumenta-o-risco-para-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/hipertensao-arterial-aumenta-o-risco-para-as-mulheres\/","title":{"rendered":"Hipertens\u00e3o arterial aumenta o risco para as mulheres"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>Rio de Janeiro, RJ&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 24 mai, 2024) &#8211;<br \/>\nO cora\u00e7\u00e3o das mulheres merece uma aten\u00e7\u00e3o especial. Hoje o sexo feminino j\u00e1 representa quase 50% dos adultos com hipertens\u00e3o nos Estados Unidos e no Brasil, onde dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade (SIM) apontam para mais de 67 mil mortes por doen\u00e7as hipertensivas, sendo mais da metade (36 mil) de mulheres apenas no ano de 2022.<\/p>\n<p>Segundo artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o especial dedicada <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.ahajournals.org\/go-red,' data-mce-target='_blank'>\u00e0s mulheres<\/a> (<em>Go Red For Women<\/em>), da revista Circulation, da Associa\u00e7\u00e3o Americana do Cora\u00e7\u00e3o, durante todo o s\u00e9culo passado, as doen\u00e7as cardiovasculares foram frequentemente associadas aos homens, enquanto acreditava-se que as mulheres estavam protegidas, principalmente devido aos horm\u00f4nios intr\u00ednsecos pr\u00e9 e p\u00f3s-menopausa. No entanto, os especialistas v\u00eam observando uma mudan\u00e7a de paradigma nesse cen\u00e1rio, destacando a import\u00e2ncia de abordar as especificidades da sa\u00fade cardiovascular feminina.<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, a fisiopatologia da hipertens\u00e3o em mulheres \u00e9 influenciada por fatores hormonais, especialmente ap\u00f3s a menopausa, quando os n\u00edveis de estrog\u00eanio diminuem. Estudos sugerem que o estrog\u00eanio desempenha um papel na regula\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o vascular, e sua redu\u00e7\u00e3o p\u00f3s-menopausa est\u00e1 associada a um maior risco de rigidez arterial e hipertens\u00e3o. No entanto, a terapia com estrog\u00eanio ex\u00f3geno (administrados como medicamento) n\u00e3o demonstrou benef\u00edcios claros na redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial ou na preven\u00e7\u00e3o de eventos cardiovasculares<\/p>\n<p>O artigo da <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.ahajournals.org\/go-red' data-mce-target='_blank'>Circulation<\/a> ressalta que, embora programas educacionais tenham contribu\u00eddo para a redu\u00e7\u00e3o das mortes por doen\u00e7as cardiovasculares em mulheres, a conscientiza\u00e7\u00e3o tem diminu\u00eddo ao longo dos anos. &#8216;Muitas mulheres ainda t\u00eam dificuldade em reconhecer os sinais de um ataque card\u00edaco, especialmente as mais jovens e pertencentes a grupos \u00e9tnicos minorit\u00e1rios&#8217;, afirma a cardiologista Erika Campana, especialista em hipertens\u00e3o, pesquisadora e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a an\u00e1lise destaca uma lacuna significativa na forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Apenas 22% dos m\u00e9dicos de cuidados prim\u00e1rios e 42% dos cardiologistas, em um inqu\u00e9rito nacional realizado pelos pesquisadores, relataram que se sentiam preparados para abordar o risco de doen\u00e7as cardiovasculares nas mulheres.&nbsp;<\/p>\n<p>Em outro estudo, publicado na mesma edi\u00e7\u00e3o especial da revista<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.ahajournals.org\/go-red' data-mce-target='_blank'> Circulation<\/a> observou se que gestantes que apresentam hipertens\u00e3o t\u00eam um risco de 2,7 vezes de desenvolver hipertens\u00e3o cr\u00f4nica entre 2 a 7 anos ap\u00f3s o parto. Os especialistas destacam a necessidade de maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade cardiovascular durante a gravidez e o per\u00edodo p\u00f3s-parto. Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, houve um aumento de 25% de casos de pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia, uma condi\u00e7\u00e3o caracterizada por press\u00e3o arterial elevada e n\u00edveis mais altos de prote\u00ednas na urina durante a gravidez.<\/p>\n<p>Para abordar esses desafios, os pesquisadores enfatizam a necessidade de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o, identificando as doen\u00e7as cardiovasculares como o principal risco para as mulheres e enfatizando os benef\u00edcios da preven\u00e7\u00e3o. &#8216;\u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m uma educa\u00e7\u00e3o mais abrangente sobre os fatores de risco espec\u00edficos para mulheres e a promo\u00e7\u00e3o de pesquisas sobre preven\u00e7\u00e3o e tratamento cardiovascular voltadas para as mulheres&#8217;, alerta Erika Campana.<\/p>\n<p>Do outro lado, \u00e9 necess\u00e1rio que todos os agentes envolvidos no cuidado b\u00e1sico de sa\u00fade fa\u00e7am abordagens personalizadas sobre a hipertens\u00e3o nas mulheres. &#8216;\u00c9 preciso que os m\u00e9dicos perguntem sobre fatores de risco espec\u00edficos de g\u00eanero, como menarca precoce, menopausa prematura e dist\u00farbios hipertensivos da gravidez, e estejam atentos aos sintomas que podem ser mais comuns em mulheres, como doen\u00e7as autoimunes e depress\u00e3o&#8217;, ressalta a cardiologista.<\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, os pesquisadores enfatizam que a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a press\u00e3o alta nas mulheres n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica, mas tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de equidade de g\u00eanero. &#8216;Ao reconhecer e abordar as especificidades da sa\u00fade cardiovascular feminina, podemos dar um passo significativo em dire\u00e7\u00e3o a um sistema de sa\u00fade mais justo e inclusivo para todos&#8217;, acrescenta a cardiologista Erika Campana.<\/p>\n<p>Aproveitando a data do Dia Mundial da Hipertens\u00e3o, 17 de maio, e alinhada com a preocupa\u00e7\u00e3o global em torno da sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o das mulheres, a Servier do Brasil lan\u00e7a nacionalmente a campanha Sempre Cuidando Hipertens\u00e3o que, neste ano, ser\u00e1 voltada para o cuidado com o cora\u00e7\u00e3o da mulher. &#8216;Sabemos que a hipertens\u00e3o arterial \u00e9 o principal fator de risco cardiovascular, que est\u00e1 por tr\u00e1s do risco aumentado para AVC, infarto, insufici\u00eancia card\u00edaca e v\u00e1rios outros problemas da sa\u00fade cardiovascular. Por isso, contribuir para que o controle da press\u00e3o alta seja efetivo \u00e9 muito importante, uma vez que ela bem controlada e bem tratada reduz esse risco&#8217;, afirma o cardiologista Abraham Epelman, diretor m\u00e9dico da Servier do Brasil.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico explica que o tratamento da press\u00e3o alta fora do controle \u00e9 fundamentalmente dividido em duas etapas. A primeira \u00e9 o tratamento n\u00e3o medicamentoso, que \u00e9 a mudan\u00e7a do estilo de vida, como praticar atividade f\u00edsica sob supervis\u00e3o, parar de fumar e emagrecer. A outra etapa \u00e9 o tratamento medicamentoso sob orienta\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='http:\/\/www.semprecuidando.com.br' rel=\"follow noopener\">http:\/\/www.semprecuidando.com.br<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/300179' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Rio de Janeiro, RJ&#8211;(DINO &#8211; 24 mai, 2024) &#8211;\nO cora\u00e7\u00e3o das mulheres merece uma aten\u00e7\u00e3o especial. 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