{"id":92966,"date":"2024-04-26T11:50:00","date_gmt":"2024-04-26T14:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/industria-cultural-influencia-imaginario-popular-sobre-robos\/"},"modified":"2024-04-26T11:50:00","modified_gmt":"2024-04-26T14:50:00","slug":"industria-cultural-influencia-imaginario-popular-sobre-robos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/industria-cultural-influencia-imaginario-popular-sobre-robos\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria cultural influencia imagin\u00e1rio popular sobre rob\u00f4s"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo\/SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 26 abr, 2024) &#8211;<br \/>\nMuito popularizados por meio de filmes, s\u00e9ries e livros ao longo do tempo, os rob\u00f4s est\u00e3o cada vez mais presentes no cotidiano das cidades. Aliados das ind\u00fastrias e f\u00e1bricas, al\u00e9m de presentes em ambientes comerciais, escolares e domiciliares, especialmente em pa\u00edses como Jap\u00e3o e Coreia do Sul, os rob\u00f4s e a intelig\u00eancia artificial preenchem o imagin\u00e1rio popular desde as antigas civiliza\u00e7\u00f5es, ganhando status de amigos ou amea\u00e7as a depender de cada cultura.<\/p>\n<p>Dispositivos mec\u00e2nicos &#8211; ou aut\u00f4matos, como eram conhecidos &#8211; j\u00e1 eram criados nas antigas civiliza\u00e7\u00f5es, ainda que com caracter\u00edsticas muito diferentes do que existe atualmente, utilizados como \u00edcones religiosos ou como entretenimento. Enquanto relatos chineses do s\u00e9c. III a.C. apontam aut\u00f4matos capazes de mover bra\u00e7os e pernas; registros de Bagd\u00e1 do s\u00e9c. VIII d.C. falam de est\u00e1tuas movidas a vento que ornavam os port\u00f5es da cidade. Mais recentemente, no s\u00e9c. XVII d.C., surgiram os &#8216;Karakuri&#8217;, no Jap\u00e3o, aut\u00f4matos capazes de atirar flechas, escrever ou servir ch\u00e1, criados para o teatro e o entretenimento com base nos avan\u00e7os da relojoaria.&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda que o termo &#8216;rob\u00f4&#8217; tenha sido cunhado apenas em 1920, quando o escritor e dramaturgo tcheco Karel Capek adaptou a palavra eslava &#8216;robota<em>&#8216;<\/em> para descrever trabalho \u00e1rduo na pe\u00e7a de teatro &#8216;R.U.R &#8211; A F\u00e1brica de Rob\u00f4s&#8217; (1920)<em>, <\/em>a ideia de seres artificiais que convivem com os humanos sempre fez parte do imagin\u00e1rio de diversas culturas ao redor do mundo. Ao longo do tempo, as cria\u00e7\u00f5es foram se moldando \u00e0s diferentes sociedades e \u00e9pocas por meio de lendas e contos, at\u00e9 chegar aos modelos atuais, popularizados por meio de filmes, livros e quadrinhos.<\/p>\n<p>No caso das culturas ocidentais e orientais, o imagin\u00e1rio sobre rob\u00f4s se deu de formas distintas. Para a primeira, as m\u00e1quinas passaram a ser descritas como inimigas dos humanos, respons\u00e1veis pelo exterm\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o e por um futuro in\u00f3spito. Impulsionados por hist\u00f3rias como &#8216;Blade Runner&#8217; (1982), &#8216;O Exterminador do Futuro&#8217; (1984) e &#8216;2001: Uma Odisseia no Espa\u00e7o&#8217; (1968), que descrevem cen\u00e1rios dist\u00f3picos controlados pelos rob\u00f4s, pa\u00edses como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Brasil, seguiram um retrato de alerta e desconfian\u00e7a a respeito das m\u00e1quinas, permeados pelo debate sobre os perigos da intelig\u00eancia artificial e da possibilidade do desenvolvimento de uma consci\u00eancia quase humana.<\/p>\n<p>Ainda assim, o conhecimento utilizado nos antigos aut\u00f4matos ainda \u00e9 aproveitado por artistas e criadores de todo o mundo, em contextos de entretenimento ou de arte. No Brasil, por exemplo, o desenho animado &#8216;Os Jetsons&#8217; (1962), sucesso dos anos 1970 e 1980, destacava uma fam\u00edlia futurista que convivia com a rob\u00f4 Rosinha; al\u00e9m do sucesso mundial &#8216;Star Wars&#8217; (1977), com os cativantes rob\u00f4s R2D2 e C3PO, e o mais recente BB8, entre os personagens. Outro exemplo \u00e9 a casa na cidade de Serra Negra (SP), conhecida como &#8216;<strong>Disneyl\u00e2ndia dos Rob\u00f4s&#8217;,<\/strong>&nbsp;que abriga mais de 40 rob\u00f4s que se movem e emitem luzes e sons criados com materiais recicl\u00e1veis e sucatas, representando diferentes pa\u00edses do mundo em uma esp\u00e9cie de mini-cidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 na cultura oriental, os rob\u00f4s tendem a seguir as descri\u00e7\u00f5es iniciais de Capek: seres mec\u00e2nicos criados para ajudar e fazer companhia aos humanos, que carregam mensagens positivas sobre as tecnologias e a conviv\u00eancia a longo prazo. Essas caracter\u00edsticas foram ainda mais difundidas pela cria\u00e7\u00e3o do personagem &#8216;Astro Boy&#8217; (1952), androide que usa seus poderes sobre-humanos para o bem, do mangak\u00e1 Osamu Tesuka. Sua popularidade ajudou a impulsionar o mercado japon\u00eas de tecnologia e rob\u00f3tica, que at\u00e9 hoje busca replicar na vida real as caracter\u00edsticas dos quadrinhos.<\/p>\n<p>Sob essa influ\u00eancia, o Jap\u00e3o passou a automatizar processos complexos e implementar o uso dos rob\u00f4s no cotidiano, buscando solu\u00e7\u00f5es para problemas crescentes, como o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e a consequente falta de m\u00e3o de obra, e a necessidade de cuidados com a sa\u00fade mental e f\u00edsica. Assim, humanoides como o rob\u00f4 &#8216;Pepper&#8217;, que consegue perceber e produzir emo\u00e7\u00f5es do interlocutor por meio de express\u00f5es faciais e tom de voz, ou o beb\u00ea-foca de pel\u00facia &#8216;Paro&#8217;, que responde ao toque e voz, levando conforto a pacientes em hospitais e casas de repouso, j\u00e1 s\u00e3o uma realidade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Conhecidos como &#8216;rob\u00f4s amig\u00e1veis&#8217;, esses e outros modelos pensados para fazerem companhia, monitoramento ou aux\u00edlio, est\u00e3o presentes na exposi\u00e7\u00e3o &#8216;<strong>Convivendo com Rob\u00f4s&#8217; <\/strong>na Japan House S\u00e3o Paulo, que se prop\u00f5e a desmistificar a ideia da &#8216;revolta das m\u00e1quinas&#8217; que ronda o imagin\u00e1rio popular ocidental e explorara a linha do tempo da rob\u00f3tica em ambos os hemisf\u00e9rios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos rob\u00f4s de conforto, outras \u00e1reas da medicina tamb\u00e9m se beneficiam dessas tecnologias, como cirurgias, consultas a dist\u00e2ncia e coleta de sangue, promovendo maior seguran\u00e7a e precis\u00e3o durante os procedimentos. Os rob\u00f4s-cirurgi\u00f5es, criados na d\u00e9cada de 1970, s\u00e3o os mais antigos da medicina. Aprimorado ao longo dos anos, o &#8216;Da Vinci&#8217;, como \u00e9 chamado, \u00e9 amplamente utilizado para realizar opera\u00e7\u00f5es de qualquer lugar do mundo, por meio de &#8216;joysticks&#8217;, controlados por cirurgi\u00f5es, que movem os m\u00faltiplos bra\u00e7os mec\u00e2nicos do rob\u00f4. J\u00e1 na \u00e1rea da fisioterapia existe o &#8216;Hybrid Assistive Limb&#8217; (HAL), exoesqueleto rob\u00f3tico criado na d\u00e9cada de 1990, que auxilia na recupera\u00e7\u00e3o dos movimentos e da for\u00e7a motora atrav\u00e9s da leitura dos sinais cerebrais, e ajuda no tratamento m\u00e9dico em diversos pa\u00edses, que tamb\u00e9m pode ser visto na exposi\u00e7\u00e3o na Japan House S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Com a globaliza\u00e7\u00e3o, os conceitos existentes sobre os rob\u00f4s nos dois lados do planeta passam a se fundir e a despertar debates mais profundos sobre os benef\u00edcios e malef\u00edcios dessa intera\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo em que a rob\u00f3tica avan\u00e7a em conjunto com diferentes formas de intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p><strong><u>Servi\u00e7o:<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Disneyl\u00e2ndia dos Rob\u00f4s<\/strong><br \/>\n Endere\u00e7o: R. Cel. Estevan Franco de Godoy, 314 &#8211; Serra Negra\/SP<br \/>\n Funcionamento: s\u00e1bados, domingos e feriados, das 10h \u00e0s 17h<br \/>\n Ingressos na bilheteria. Mais informa\u00e7\u00f5es no <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/disneylandiadosrobos.com.br\/' data-mce-target='_blank'>site<\/a><\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o &#8216;<em>Convivendo com rob\u00f4s<\/em>&#8216;<br \/>\n<\/strong>Per\u00edodo: at\u00e9 19 de maio de 2024<br \/>\nLocal: Japan House S\u00e3o Paulo, t\u00e9rreo&nbsp;&#8211; Av. Paulista, 52, S\u00e3o Paulo\/SP&nbsp;<br \/>\nFuncionamento: ter\u00e7a a sexta, das 10h \u00e0s 18h; s\u00e1bados, domingos e feriados, das 10h \u00e0s 19h<br \/>\nEntrada gratuita. Reservas online antecipadas (opcionais): <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/agendamento.japanhousesp.com.br\/' data-mce-target='_blank'>https:\/\/agendamento.japanhousesp.com.br\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/www.japanhousesp.com.br\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/www.japanhousesp.com.br\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/302079' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"S\u00e3o Paulo\/SP&#8211;(DINO &#8211; 26 abr, 2024) &#8211;\nMuito popularizados por meio de filmes, s\u00e9ries e livros ao longo do tempo, os rob\u00f4s est\u00e3o cada vez mais presentes no cotidiano das cidades. 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