{"id":92664,"date":"2024-04-19T12:08:00","date_gmt":"2024-04-19T15:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/stj-limita-coparticipacao-do-plano-ao-valor-da-mensalidade\/"},"modified":"2024-04-19T12:08:00","modified_gmt":"2024-04-19T15:08:00","slug":"stj-limita-coparticipacao-do-plano-ao-valor-da-mensalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/stj-limita-coparticipacao-do-plano-ao-valor-da-mensalidade\/","title":{"rendered":"STJ limita coparticipa\u00e7\u00e3o do plano ao valor da mensalidade"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 19 abr, 2024) &#8211;<br \/>\nO Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) limitou a coparticipa&ccedil;&atilde;o cobrada pelo plano de sa&uacute;de a cada m&ecirc;s ao valor da mensalidade paga pelo benefici&aacute;rio. Na decis&atilde;o, os ministros tamb&eacute;m determinaram que o valor cobrado por procedimento n&atilde;o pode exceder o percentual m&aacute;ximo de 50% do valor contratado entre a operadora de plano de sa&uacute;de e o respectivo prestador de servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>A <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/stj_pediasuitOK.pdf'>decis&atilde;o<\/a> foi proferida pela 3&ordf; Turma do STJ, que reconheceu a abusividade na cobran&ccedil;a da coparticipa&ccedil;&atilde;o pelo tratamento com o protocolo Pediasuit de um menor de idade com paralisia cerebral, epilepsia, hidrocefalia e cisto cerebral. O benefici&aacute;rio recorreu &agrave; Justi&ccedil;a contra o plano de sa&uacute;de ap&oacute;s a cobran&ccedil;a excessiva de coparticipa&ccedil;&atilde;o. Em primeira inst&acirc;ncia, o Tribunal de Justi&ccedil;a de Mato Grosso (TJ\/MT) deu parecer favor&aacute;vel ao paciente, mas, ap&oacute;s recurso especial da operadora, o processo foi parar no STJ.<\/p>\n<p>Os ministros destacaram que n&atilde;o h&aacute; ilegalidade na cobran&ccedil;a da <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/youtu.be\/Im_3L00oal4'>coparticipa&ccedil;&atilde;o<\/a>, desde que haja expressa previs&atilde;o em contrato e que os valores cobrados do benefici&aacute;rio n&atilde;o sejam superiores ao valor da mensalidade. Mas, conforme o TJ\/MT, no caso em quest&atilde;o, a cobran&ccedil;a a t&iacute;tulo de coparticipa&ccedil;&atilde;o excedia em muito o valor da mensalidade paga pelo benefici&aacute;rio.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Limite na cobran&ccedil;a da coparticipa&ccedil;&atilde;o do plano de sa&uacute;de<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a relatora do caso no STJ, a ministra Nancy Andrighi, &eacute; necess&aacute;rio &ldquo;proteger a dignidade do usu&aacute;rio frente &agrave; incid&ecirc;ncia dos mecanismos financeiros de regula&ccedil;&atilde;o, a partir do estabelecimento de limites objetivos para evitar que o pagamento a t&iacute;tulo de coparticipa&ccedil;&atilde;o\/franquia se torne empecilho ao pleno uso do servi&ccedil;o contratado, desvirtuando a finalidade do fator moderador, ou que se torne excessivamente oneroso, a ponto de comprometer a subsist&ecirc;ncia e, por conseguinte, a pr&oacute;pria perman&ecirc;ncia do titular no plano de sa&uacute;de&rdquo;.<\/p>\n<p>A ministra citou a Resolu&ccedil;&atilde;o Normativa 433\/2018 da Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de que, embora suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e posteriormente <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2018-07\/ans-revoga-resolucao-sobre-franquia-e-coparticipacao-em-plano-de-saude'>revogada pela ANS<\/a>, revelava justamente a necessidade do limite &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o financeira do usu&aacute;rio. A norma estabelecia, entre outras coisas, que a cobran&ccedil;a da coparticipa&ccedil;&atilde;o a cada m&ecirc;s n&atilde;o poderia exceder o valor da mensalidade.<\/p>\n<p>O professor da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Direito M&eacute;dico e Hospitalar da USP de Ribeir&atilde;o Preto e <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.eltonfernandes.com.br\/advogado-especialista-em-plano-de-saude-esclarece-direitos'>advogado especialista em plano de sa&uacute;de<\/a>, Elton Fernandes, ressalta que a decis&atilde;o do STJ lembra que, apesar de estar revogada, a RN 433 tinha benef&iacute;cios para o consumidor que n&atilde;o podem ser esquecidos. &ldquo;At&eacute; porque, agora, as operadoras de sa&uacute;de est&atilde;o cobrando o teto do que a regra previa, sem que o consumidor tenha igual benef&iacute;cio&rdquo;.<\/p>\n<p>A ministra Nancy Andrighi tamb&eacute;m amparou a decis&atilde;o no artigo 19, II, &ldquo;b&rdquo;, da Resolu&ccedil;&atilde;o Normativa 465\/2022 da ANS, para limitar a cobran&ccedil;a da coparticipa&ccedil;&atilde;o &ldquo;ao m&aacute;ximo de cinquenta por cento do valor contratado entre a operadora de planos privados de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de e o respectivo prestador de servi&ccedil;os de sa&uacute;de&rdquo;. Os ministros da 3&ordf; Turma do STJ seguiram o voto da relatora, tornando a decis&atilde;o de limitar a cobran&ccedil;a da <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/eltonfernandes.com.br\/coparticipacao-plano-de-saude'>coparticipa&ccedil;&atilde;o do plano de sa&uacute;de<\/a> un&acirc;nime.<\/p>\n<p><strong>Impacto para pacientes em tratamento<\/strong><\/p>\n<p>O advogado Elton Fernandes destaca que, atualmente, a maior parte dos <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.eltonfernandes.com.br\/plano-de-saude-individual'>contratos de planos de sa&uacute;de<\/a> s&atilde;o vendidos com coparticipa&ccedil;&atilde;o. E isto onera, principalmente, pacientes em tratamentos prolongados, como do <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.eltonfernandes.com.br\/quem-tem-cancer-consegue-contratar-plano-de-saude'>c&acirc;ncer<\/a>, de doen&ccedil;as autoimunes ou de <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/youtu.be\/ScNtaUCiqjw'>autismo<\/a>, por exemplo. &ldquo;O que acontece, por exemplo, com quem est&aacute; em uma situa&ccedil;&atilde;o muito delicada de sa&uacute;de e precisa fazer a utiliza&ccedil;&atilde;o mais constante do plano de sa&uacute;de &eacute; que, al&eacute;m de pagar o valor da mensalidade, tem que pagar um valor muito alto de coparticipa&ccedil;&atilde;o. &Agrave;s vezes, a coparticipa&ccedil;&atilde;o chega a quatro vezes o valor da mensalidade da pessoa. Ou seja, quintuplica no m&ecirc;s aquilo que teria que pagar ao plano de sa&uacute;de&rdquo;, relata.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o especialista explica que a decis&atilde;o do STJ poder&aacute; ter um impacto positivo para estes consumidores, j&aacute; que possibilitar&aacute; o questionamento na Justi&ccedil;a quanto &agrave; limita&ccedil;&atilde;o da cobran&ccedil;a. &ldquo;Embora a decis&atilde;o n&atilde;o se estenda a todos, automaticamente, o julgado do STJ abre uma imensa possibilidade de questionamento dessas cl&aacute;usulas, a fim de que os consumidores tenham limitado o valor m&aacute;ximo que v&atilde;o gastar a t&iacute;tulo de coparticipa&ccedil;&atilde;o do plano de sa&uacute;de&rdquo;, completa o advogado.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='http:\/\/www.eltonfernandes.com.br' rel=\"follow noopener\">http:\/\/www.eltonfernandes.com.br<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/300963' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(DINO &#8211; 19 abr, 2024) &#8211;\nO Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) limitou a coparticipa&ccedil;&atilde;o cobrada pelo plano de sa&uacute;de a cada m&ecirc;s ao va","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-92664","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92664"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92664\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}