{"id":92307,"date":"2024-04-15T09:57:00","date_gmt":"2024-04-15T12:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/sao-paulo-sai-na-frente-em-votacao-sobre-mudanca-no-itcmd\/"},"modified":"2024-04-15T09:57:00","modified_gmt":"2024-04-15T12:57:00","slug":"sao-paulo-sai-na-frente-em-votacao-sobre-mudanca-no-itcmd","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/sao-paulo-sai-na-frente-em-votacao-sobre-mudanca-no-itcmd\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Paulo sai na frente em vota\u00e7\u00e3o sobre mudan\u00e7a no ITCMD"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 15 abr, 2024) &#8211;<br \/>\nO estado de S&atilde;o Paulo &eacute; o primeiro do Brasil a colocar em vota&ccedil;&atilde;o o aumento e a progressividade do Imposto sobre Transmiss&atilde;o Causa Mortis e Doa&ccedil;&atilde;o (ITCMD). O Projeto de Lei 7\/2024 est&aacute;, atualmente, em an&aacute;lise pela Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a da Assembleia Legislativa do Estado de S&atilde;o Paulo (Alesp).<\/p>\n<p>Essa altera&ccedil;&atilde;o est&aacute; em conson&acirc;ncia, inclusive, com as disposi&ccedil;&otilde;es inscritas na <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc132.htm'>Emenda Constitucional 132\/2023, <\/a>que legisla sobre a recente reforma tribut&aacute;ria no pa&iacute;s. Se aprovada, a medida pode servir de inspira&ccedil;&atilde;o para que outros estados do Brasil tomem medidas similares.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Enquanto outros estados mant&ecirc;m al&iacute;quotas mais uniformes para o ITCMD, a ado&ccedil;&atilde;o de uma estrutura progressiva em S&atilde;o Paulo poderia servir como um modelo para reformas similares em outras unidades federativas, contribuindo para um sistema tribut&aacute;rio mais equitativo em todo o pa&iacute;s&rdquo;, destaca Roger Mitchel, diretor da Contabilidade Internacional.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que &eacute; o ITCMD e o que a Lei atual diz sobre ele<\/strong><\/p>\n<p>Mitchel explica que o ITCMS &eacute; um imposto que &ldquo;incide sobre a transfer&ecirc;ncia de qualquer bem ou direito, seja como resultado da morte do propriet&aacute;rio (<em>causa mortis<\/em>) ou atrav&eacute;s de uma doa&ccedil;&atilde;o (entre vivos).&rdquo;<\/p>\n<p>A tarifa existe desde a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 e est&aacute; presente tamb&eacute;m no C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional. Cada estado brasileiro pode definir as pr&oacute;prias regras e al&iacute;quotas desde que estejam dentro dos limites estabelecidos pela legisla&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>Em S&atilde;o Paulo, atualmente o ITCMD possui uma al&iacute;quota &uacute;nica de 4% em cima do valor herdado ou doado. De acordo com o texto da<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.doe.sp.gov.br\/legislativo\/expediente\/projeto-de-lei-n-7-de-2024-202402022116695115437'> PL 7\/2024<\/a>, proposta por Donato (PT), esse percentual &ldquo;n&atilde;o leva em considera&ccedil;&atilde;o as diferentes realidades patrimoniais existentes entre os contribuintes, resultando em uma carga tribut&aacute;ria desproporcionalmente pesada para alguns e leve para outros.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Quais s&atilde;o as mudan&ccedil;as propostas para o ITCMD<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Roger Mitchel, a proposta de progress&atilde;o do ITCMD &eacute; um valioso instrumento fiscal com potencial redistributivo. &ldquo;Ao taxar transmiss&otilde;es patrimoniais significativas, o imposto busca contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais e econ&ocirc;micas, embora sua efic&aacute;cia neste aspecto dependa largamente da estrutura&ccedil;&atilde;o de suas al&iacute;quotas e isen&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p>O diretor ressalta, ainda, que &ldquo;essa mudan&ccedil;a tem como objetivo principal tornar o imposto mais justo, fazendo com que aqueles que recebem maiores valores contribuam proporcionalmente mais para os cofres p&uacute;blicos.&rdquo; O texto da PL cogita que, no lugar da atual al&iacute;quota &uacute;nica de 4%, o ITCMD seja cobrado de acordo com a seguinte progress&atilde;o:<\/p>\n<p>&#8211; Para valores de at&eacute; 10.000 UFESPs (at&eacute; R$ 353.600,00): aplica&ccedil;&atilde;o de al&iacute;quota de 2%<\/p>\n<p>&#8211; Valores entre 10.000 e 85.000 UFESPs (de R$ 353.600,00 a R$ 3.005.600,00): aplica&ccedil;&atilde;o de al&iacute;quota de 4%.<\/p>\n<p>&#8211; Valores de 85.000 a 280.000 UFESPs (R$ 3.005.600,00 a R$ 9.900.800,00): aplica&ccedil;&atilde;o de al&iacute;quota de 6%.<\/p>\n<p>&#8211; Valores acima de 280.000 UFESPs (acima de R$ 9.900.800,00): aplica&ccedil;&atilde;o de al&iacute;quota de 8%.<\/p>\n<p>A proposta, no entanto, n&atilde;o altera as isen&ccedil;&otilde;es j&aacute; garantidas na Lei.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Benef&iacute;cios e alterca&ccedil;&otilde;es da mudan&ccedil;a no ITCMD<\/strong><\/p>\n<p>A altera&ccedil;&atilde;o do ITCMD discutida em S&atilde;o Paulo representa um avan&ccedil;o no sistema tribut&aacute;rio brasileiro. Contudo, apresenta desafios e cr&iacute;ticas. Para Mitchel, apesar do impacto positivo que essa mudan&ccedil;a traz em termos de equidade fiscal, a proposta enfrenta resist&ecirc;ncia. &ldquo;Cr&iacute;ticos apontam poss&iacute;veis efeitos negativos sobre a economia, como a desincentiva&ccedil;&atilde;o da acumula&ccedil;&atilde;o de patrim&ocirc;nio e a fuga de capitais para estados ou pa&iacute;ses com regimes fiscais mais lenientes.&rdquo;<\/p>\n<p>O diretor explica que, para al&eacute;m dos aspectos t&eacute;cnicos e financeiros, a mudan&ccedil;a toca em quest&otilde;es mais sens&iacute;veis como o papel social e econ&ocirc;mico dos impostos. &ldquo;De fato, o impacto n&atilde;o se restringe apenas &agrave;s quest&otilde;es financeiras imediatas, mas se estende tamb&eacute;m &agrave;s estrat&eacute;gias de <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/planejamento-sucessorio\/'>planejamento sucess&oacute;rio<\/a>&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>Mitchel exemplifica citando o caso em que fam&iacute;lias e\/ou indiv&iacute;duos com patrim&ocirc;nios significativos possam buscar alternativas legais para minimizar os impactos da progress&atilde;o do ITCMD, como, por exemplo, a realoca&ccedil;&atilde;o patrimonial para estados com tributa&ccedil;&atilde;o mais favor&aacute;vel. Outro risco tamb&eacute;m &eacute; o de evas&atilde;o fiscal. &ldquo;Assim, o desafio para o estado de S&atilde;o Paulo &eacute; encontrar um equil&iacute;brio entre promover a justi&ccedil;a fiscal e manter um ambiente econ&ocirc;mico est&aacute;vel e atrativo&rdquo; pontua.<\/p>\n<p>O Brasil n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico pa&iacute;s do mundo a repensar a quest&atilde;o tribut&aacute;ria sobre o patrim&ocirc;nio deixado em testamento ou doado. Pa&iacute;ses como Fran&ccedil;a, Alemanha e Estados Unidos j&aacute; possuem al&iacute;quotas que variam de acordo com o grau de parentesco entre doador e benefici&aacute;rio e o valor transferido.<\/p>\n<p>Roger Mitchel acredita que tais pa&iacute;ses possam oferecer importantes li&ccedil;&otilde;es ao Brasil sobre o tema. &ldquo;A experi&ecirc;ncia internacional mostra que uma pol&iacute;tica tribut&aacute;ria eficaz n&atilde;o se limita &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de al&iacute;quotas. Ela tamb&eacute;m envolve um esfor&ccedil;o cont&iacute;nuo para melhorar a administra&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria e para educar os contribuintes sobre suas obriga&ccedil;&otilde;es e direitos&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>Ele tamb&eacute;m destaca um ponto sens&iacute;vel dessa discuss&atilde;o: a desigualdade social. Para ele, a simples mudan&ccedil;a da taxa&ccedil;&atilde;o, por si s&oacute;, n&atilde;o resolver&aacute; essa quest&atilde;o. Para ele, ocorrer&aacute; o oposto: as atuais posi&ccedil;&otilde;es sociais podem ser cimentadas, impedindo, assim, que futuras gera&ccedil;&otilde;es consigam ascender.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Os super ricos v&atilde;o enviar patrim&ocirc;nio para locais que n&atilde;o cobram invent&aacute;rio nem imposto sobre a heran&ccedil;a, e os pobres ser&atilde;o taxados por invent&aacute;rio e imposto sobre a heran&ccedil;a. Os filhos dos ricos permanecer&atilde;o ricos, e os filhos dos pobres continuar&atilde;o pobres&rdquo;, enfatiza o diretor.<\/p>\n<p>Para saber mais, basta acessar: <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/'>https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/<\/a><\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"(DINO &#8211; 15 abr, 2024) &#8211;\nO estado de S&atilde;o Paulo &eacute; o primeiro do Brasil a colocar em vota&ccedil;&atilde;o o aumento e a progressividade do Imposto sobre Transmiss&amp;atil","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-92307","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92307","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92307"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92307\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}