{"id":92057,"date":"2024-04-09T16:08:00","date_gmt":"2024-04-09T19:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/itcmd-alteracao-chama-a-atencao-para-herancas-no-pais\/"},"modified":"2024-04-09T16:08:00","modified_gmt":"2024-04-09T19:08:00","slug":"itcmd-alteracao-chama-a-atencao-para-herancas-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/itcmd-alteracao-chama-a-atencao-para-herancas-no-pais\/","title":{"rendered":"ITCMD: altera\u00e7\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o para heran\u00e7as no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 09 abr, 2024) &#8211;<br \/>\nO ITCMD (Imposto sobre Transmiss&atilde;o Causa Mortis e Doa&ccedil;&atilde;o) tem sido tema de discuss&otilde;es ap&oacute;s a altera&ccedil;&atilde;o que elevou a al&iacute;quota para 8% com a progressividade no c&aacute;lculo do tributo. Segundo Roger Mitchel, diretor da Contabilidade Internacional, a atualiza&ccedil;&atilde;o chamou a aten&ccedil;&atilde;o para as pautas relacionadas &agrave; heran&ccedil;a, levantando quest&otilde;es de jurisprud&ecirc;ncia e sobre como &eacute; poss&iacute;vel proceder para evitar a realiza&ccedil;&atilde;o de invent&aacute;rio.<\/p>\n<p>Ele explica que a heran&ccedil;a &eacute; um termo jur&iacute;dico que se refere ao conjunto de bens, direitos e obriga&ccedil;&otilde;es transmitidos aos herdeiros ap&oacute;s o falecimento de um cidad&atilde;o. Esta transfer&ecirc;ncia patrimonial pode incluir elementos tang&iacute;veis como dinheiro, a&ccedil;&otilde;es, joias, obras de arte e propriedades, assim como im&oacute;veis, sejam eles residenciais, comerciais ou rurais.<\/p>\n<p>&ldquo;A Constitui&ccedil;&atilde;o assegura o direito &agrave; heran&ccedil;a e o C&oacute;digo Civil estabelece as normativas para a sucess&atilde;o dos bens&rdquo;, detalha Mitchel. &ldquo;Existem, primordialmente, duas formas de sucess&atilde;o reconhecidas no pa&iacute;s: a sucess&atilde;o leg&iacute;tima e a sucess&atilde;o testament&aacute;ria&rdquo;, complementa.<\/p>\n<p>O especialista destaca que, em termos simples, a transmiss&atilde;o de qualquer patrim&ocirc;nio, seja por heran&ccedil;a ou doa&ccedil;&atilde;o, passou a ser mais onerosa, afetando diretamente a capacidade das fam&iacute;lias de preservar seus bens ao longo das gera&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Agora, juntamente com o invent&aacute;rio, a transmiss&atilde;o de riqueza geracional ficou mais cara&rdquo;, considera.<\/p>\n<p>Na vis&atilde;o de Mitchel, a inten&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s da medida visa tornar a distribui&ccedil;&atilde;o de riqueza mais equitativa, embora j&aacute; existam impostos empresariais que fazem isso, como o PIS (Programa de Integra&ccedil;&atilde;o Social), Cofins (Contribui&ccedil;&atilde;o para o Financiamento da Seguridade Social), CSLL (Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre o Lucro L&iacute;quido) e as contribui&ccedil;&otilde;es do Sistema S, que arrecadam mais que o imposto sobre a heran&ccedil;a.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;As consequ&ecirc;ncias dessa cobran&ccedil;a adicional v&atilde;o al&eacute;m da mera inten&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o Brasil possui uma teia intrincada de impostos municipais, estaduais e federais, e uma pequena altera&ccedil;&atilde;o nessa cadeia complexa gera consequ&ecirc;ncias a m&eacute;dio e a longo prazo&rdquo;, articula.<\/p>\n<p>Para Mitchel, o aumento do ITCMD coloca uma press&atilde;o adicional sobre os brasileiros com neg&oacute;cios familiares que, agora, enfrentam um desafio para garantir a continuidade de suas empresas ap&oacute;s a morte de ambos, patriarca e matriarca, porque invent&aacute;rio e imposto sobre a heran&ccedil;a incidem sobre ambos os falecimentos.<\/p>\n<p>&ldquo;O contexto tribut&aacute;rio, jur&iacute;dico e econ&ocirc;mico brasileiro, j&aacute; complexo por natureza, v&ecirc;-se agora ainda mais intrincado com essa nova configura&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria&rdquo;, afirma. &ldquo;As fam&iacute;lias precisam lidar com a burocracia do processo de invent&aacute;rio e com a carga tribut&aacute;ria que pode comprometer o legado deixado para as pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es. A quest&atilde;o que se imp&otilde;e &eacute;: estamos preparados para essa nova realidade?&rdquo;, questiona.<\/p>\n<p><strong>Progressividade desafia as fam&iacute;lias brasileiras<\/strong><\/p>\n<p>O diretor da Contabilidade Internacional destaca que a progressividade do ITCMD implica que quanto maior o valor da heran&ccedil;a, maior ser&aacute; a al&iacute;quota de imposto aplicada &#8211; uma mudan&ccedil;a que tem um impacto significativo na forma como as fam&iacute;lias brasileiras planejam a transmiss&atilde;o de patrim&ocirc;nio.<\/p>\n<p>Para Mitchel, se o ITCMD fosse o &uacute;nico tributo a ser cobrado no falecimento de pai e, novamente, no falecimento de m&atilde;e, sua cobran&ccedil;a seria justa. Mas quando&nbsp; tamb&eacute;m h&aacute; o invent&aacute;rio judicial, e a dificuldade de se conseguir realizar um invent&aacute;rio no cart&oacute;rio e sem honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, a cobran&ccedil;a &eacute; dupla.<\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; um desdobramento de tributos que precisam ser recolhidos no falecimento: impostos municipais, impostos estaduais e impostos federais, al&eacute;m do invent&aacute;rio&rdquo;, ressalta. Ou seja, o ITCMD n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica cobran&ccedil;a: &ldquo;Esse modelo de tributa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; &uacute;nico no mundo, mas sua aplica&ccedil;&atilde;o no Brasil traz desafios particulares devido &agrave;s especificidades da economia e da sociedade brasileira&rdquo;, diz Mitchel.<\/p>\n<p>Para o especialista, a progressividade pode incentivar pr&aacute;ticas de <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/planejamento-sucessorio\/'>planejamento sucess&oacute;rio<\/a> complexas e onerosas, na tentativa de minimizar a carga tribut&aacute;ria. Isso, por sua vez, pode criar uma ind&uacute;stria de consultoria voltada para a elis&atilde;o fiscal, acess&iacute;vel apenas &agrave;s fam&iacute;lias mais abastadas, aumentando ainda mais a desigualdade que a medida buscava combater.<\/p>\n<p>&ldquo;Com as novas regras, o planejamento sucess&oacute;rio torna-se uma ferramenta essencial para as fam&iacute;lias brasileiras&rdquo;, afirma. Para ele, a necessidade de se antecipar aos impactos fiscais da transmiss&atilde;o de patrim&ocirc;nio exige um conhecimento aprofundado das leis e uma estrat&eacute;gia bem definida &#8211; o que pode incluir a reestrutura&ccedil;&atilde;o de bens, a cria&ccedil;&atilde;o de testamentos espec&iacute;ficos e, at&eacute; mesmo, a antecipa&ccedil;&atilde;o de doa&ccedil;&otilde;es como forma de distribuir o patrim&ocirc;nio de maneira mais eficiente.<\/p>\n<p>&ldquo;Muitas fam&iacute;lias podem n&atilde;o estar preparadas para a complexidade adicional. A falta de informa&ccedil;&atilde;o e a dificuldade de acesso a profissionais qualificados em planejamento sucess&oacute;rio podem levar a erros custosos, aumentando a carga tribut&aacute;ria e comprometendo a transmiss&atilde;o de bens para as pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es&rdquo;, diz Mitchel. &ldquo;Al&eacute;m disso, o custo de implementa&ccedil;&atilde;o pode ser proibitivo para fam&iacute;lias de menor renda, exacerbando as desigualdades j&aacute; existentes&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>O diretor da Contabilidade Internacional ressalta que, embora teoricamente justa, a progressividade do ITCMD pode penalizar as fam&iacute;lias que est&atilde;o na borda da ascens&atilde;o social, para quem a transfer&ecirc;ncia de patrim&ocirc;nio representa a chance de &ldquo;mudar de vida&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Devem ser desenvolvidas pol&iacute;ticas complementares para amortecer o impacto, como incentivos para a educa&ccedil;&atilde;o financeira, apoio ao empreendedorismo e medidas que facilitem o acesso ao cr&eacute;dito para fam&iacute;lias de baixa e m&eacute;dia renda&rdquo;, afirma. &ldquo;A chave para um Brasil mais justo e equitativo n&atilde;o est&aacute; apenas em tributar mais, mas em criar condi&ccedil;&otilde;es para que todos possam prosperar&rdquo;, finaliza.<\/p>\n<p>Para mais informa&ccedil;&otilde;es, basta acessar: <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/'>https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/<\/a><\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"(DINO &#8211; 09 abr, 2024) &#8211;\nO ITCMD (Imposto sobre Transmiss&atilde;o Causa Mortis e Doa&ccedil;&atilde;o) tem sido tema de discuss&otilde;es ap&oacute;s a altera&ccedil;&atilde;o que","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-92057","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92057","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92057"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92057\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92057"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92057"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92057"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}