{"id":91384,"date":"2024-03-26T13:54:00","date_gmt":"2024-03-26T16:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/preconceito-enraizado-dificulta-avanco-profissional-feminino\/"},"modified":"2024-03-26T13:54:00","modified_gmt":"2024-03-26T16:54:00","slug":"preconceito-enraizado-dificulta-avanco-profissional-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/preconceito-enraizado-dificulta-avanco-profissional-feminino\/","title":{"rendered":"Preconceito enraizado dificulta avan\u00e7o profissional feminino"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 26 mar, 2024) &#8211;<br \/>\nNo Brasil, <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/06\/12\/no-brasil-845percent-das-pessoas-tem-pelo-menos-um-tipo-de-preconceito-contra-mulheres-diz-pesquisa-da-onu.ghtml' data-mce-target='_blank'>84,5%<\/a> das pessoas t\u00eam ao menos um preconceito contra mulheres e 31% acreditam que os homens t\u00eam mais direito ao trabalho ou que homens fazem melhores neg\u00f3cios. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua, as mulheres terminaram o ano de 2023 com desemprego em <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/mulheres-e-negros-terminam-2023-com-desemprego-acima-da-media-nacional-aponta-ibge\/#:~:text=Os%20dados%20fazem%20parte%20da,maior%20que%20o%20dos%20homens' data-mce-target='_blank'>9,2%<\/a>, n\u00famero 53,3% maior do que o dos homens ? que registraram a taxa de 6% ? ainda que <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-sala-de-imprensa\/2013-agencia-de-noticias\/releases\/30172-estatisticas-de-genero-ocupacao-das-mulheres-e-menor-em-lares-com-criancas-de-ate-tres-anos' data-mce-target='_blank'>19,4%<\/a> delas, com 25 anos ou mais, tenham n\u00edvel superior completo e somente 15,1% dos homens possuam a mesma forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio sociocultural que se apresenta como um desafio para o crescimento profissional das mulheres, o evento &#8216;Metaverso Feminino&#8217; realizado pelas empresas GT7 ? Unidade de Neg\u00f3cios da TODOS Empreendimentos, focada em inovac?a?o e crescimento acelerado ? e Gotcha ? hub de neg\u00f3cios e comunica\u00e7\u00e3o ? reuniu, na \u00faltima semana, lideran\u00e7as femininas para discutir como avan\u00e7ar na pauta da equidade de g\u00eanero no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Idealizado por Nath\u00e1lia Queiroz, Gerente de Projetos da GT7 e com a modera\u00e7\u00e3o de Gisleine Durigan, Head de PR da Gotcha e Margareth Furtado, Head de Social da Gotcha, o evento contou com a participa\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as das Unidades de Neg\u00f3cio do Grupo TODOS e de iniciativas parceiras, al\u00e9m da jogadora de futebol Andressa Cavalari, ou Andressinha, como \u00e9 conhecida a meio-campista do Palmeiras. Ao final do evento, Ellen Murray, Especialista em Carreiras da Refuturiza e Nara Alves, da ONG Planeta de TODOS tamb\u00e9m contribu\u00edram com participa\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como foi para chegar at\u00e9 aqui?<\/strong><\/p>\n<p>&#8216;Por que n\u00e3o eu?&#8217;, questionamento simples, mas potente, acompanha Mira Gatto quase como um mantra para que se lembre de sua compet\u00eancia e seu preparo para conquistar espa\u00e7o no mercado de trabalho.&nbsp;<\/p>\n<p>Mira \u00e9 Gerente Geral da rede de academias Allp Fit, mas at\u00e9 chegar ao cargo de lideran\u00e7a, enfrentou muitos obst\u00e1culos. Ainda durante sua primeira gradua\u00e7\u00e3o, Mira relata que foi quando passou a sentir o peso do machismo na profiss\u00e3o que escolheu. &#8216;No curso de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, 70% eram homens e quando fui para o mercado de trabalho, piorou, porque as pessoas v\u00eaem a mulher neste cen\u00e1rio somente com um olhar de culto ao corpo. Hoje, lidero muitos homens e preciso vestir uma capa e assumir uma postura firme para ser respeitada&#8217;, afirma.<\/p>\n<p>Publicit\u00e1ria h\u00e1 40 anos, Cl\u00e1udia Kalim, co-CEO da Gotcha, lembra que j\u00e1 enfrentou muitos desafios ao longo do tempo. Para ela, ter convivido com mulheres fortes em sua trajet\u00f3ria ajudou para que pudesse assumir as r\u00e9deas da sua vida profissional. &#8216;Eu percebo uma grande evolu\u00e7\u00e3o no respeito \u00e0s mulheres nestes anos. No in\u00edcio da minha vida profissional, eu presenciei muitas situa\u00e7\u00f5es de misoginia, mas tamb\u00e9m vi a postura forte de colegas de trabalho que n\u00e3o deixavam se intimidar e isso foi inspirador para mim&#8217;, recorda Kalim.&nbsp;<\/p>\n<p>Para Andressa Cavalari, meio-campista do Palmeiras, ter conseguido se profissionalizar como jogadora foi uma vit\u00f3ria. &#8216;Lembro que uma vez na escola, a professora perguntou qual profiss\u00e3o a gente queria seguir e eu tive vergonha de dizer que queria ser jogadora de futebol. Eu sempre inventava outras profiss\u00f5es&#8217;, conta Cavalari.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&#8216;Se eu engravidar, vou perder o emprego&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>O medo do retorno ap\u00f3s a licen\u00e7a-maternidade foi apontado como um receio por todas as palestrantes. &#8216;Eu j\u00e1 sofri isso na pele, no passado, sei o quanto d\u00f3i. No geral, vejo que as empresas est\u00e3o mudando em rela\u00e7\u00e3o a isso, mas precisamos evoluir muito ainda&#8217;, ressalta Mariana Rangel, Diretora de Marketing na GT7.&nbsp;<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Kalim relembra que quando engravidou, ainda n\u00e3o tinha uma bagagem profissional e pessoal que a impedisse de viver um retorno traum\u00e1tico para o trabalho. &#8216;Quando engravidei do meu filho, fui pressionada para retornar ao trabalho quando ele tinha tr\u00eas meses. Eu deixei de viver coisas importantes com o meu filho e isso me violentou, me marcou para a vida&#8217;.<\/p>\n<p>Para Andressa Cavalari, hoje o esporte tamb\u00e9m tem sido mais cuidadoso com a forma como lida com a maternidade. &#8216;Eu sinto que estamos um pouco mais protegidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidez, hoje. N\u00e3o h\u00e1 press\u00e3o para n\u00e3o engravidar&#8217;.<\/p>\n<p>J\u00e9ssica Souza, Gerente de Marketing do AmorSa\u00fade, acredita que a solu\u00e7\u00e3o para um mercado de trabalho com equidade precisa levar em conta as viv\u00eancias de cada pessoa. &#8216;Uma colaboradora nossa tem filhos e todas as vezes em que precis\u00e1vamos fazer uma videochamada o beb\u00ea chorava e interrompia, mas para gente isso nunca incomodou&#8217;. A Gerente de Marketing conta que quando aconteceu em reuni\u00f5es com clientes, pensou em solu\u00e7\u00f5es. &#8216;Chamei colaboradoras que t\u00eam filhos para pensarmos como poder\u00edamos agir naquela situa\u00e7\u00e3o. Juntas, n\u00f3s mudamos a metodologia de trabalho dela e ficou claro que as solu\u00e7\u00f5es precisam ser constru\u00eddas de forma coletiva&#8217;.<\/p>\n<p><strong>Como mudar o cen\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>Para Mariana, as empresas devem participar ativamente da mudan\u00e7a do mercado de trabalho, a luta n\u00e3o pode ser somente das mulheres e individualmente. &#8216;Para que a evolu\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a, a gente precisa das empresas e das lideran\u00e7as para promover mudan\u00e7as internas. Quando a alta lideran\u00e7a assume que a diversidade tem valor e faz parte da cultura da empresa, n\u00f3s ganhamos mais velocidade para avan\u00e7ar&#8217;.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Kalim aponta que \u00e9 necess\u00e1rio acolhimento. &#8216;As empresas t\u00eam de construir ambientes seguros para que as mulheres se sintam acolhidas para se posicionarem e tenham a confian\u00e7a de que podem conquistar mais. N\u00f3s queremos e precisamos nos sentir protegidas contra o ass\u00e9dio e o machismo&#8217;.<\/p>\n<p>&#8216;Cresci ouvindo minha m\u00e3e dizer que eu podia alcan\u00e7ar tudo o que quisesse. Ela \u00e9 uma mulher negra, do interior do nordeste, e fugiu para Salvador para poder estudar&#8217;.&nbsp;Afirma J\u00e9ssica Souza, que relembra tamb\u00e9m&nbsp;que a m\u00e3e lhe mostrou que era poss\u00edvel mudar a pr\u00f3pria realidade. &#8216;Eu vim do nada, do absoluto nada. A realidade que eu vivo hoje \u00e9 completamente diferente do que vivi antes e minha m\u00e3e est\u00e1 muito feliz hoje por tudo o que constru\u00ed, ela \u00e9 minha fortaleza&#8217;.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Nath\u00e1lia Queiroz, idealizadora do evento, enxerga que a mesa-redonda \u00e9 um exemplo de a\u00e7\u00e3o que contribui para o avan\u00e7o da pauta de equidade de g\u00eanero no mercado de trabalho. &#8216;Hoje eu estou em uma empresa em que me sinto segura para falar e me posicionar, e s\u00f3 por isso estamos participando deste evento. Conquistamos muito, mas n\u00e3o paramos por aqui&#8217;.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/gt7.com.br\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/gt7.com.br\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/290882' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(DINO &#8211; 26 mar, 2024) &#8211;\nNo Brasil, 84,5% das pessoas t\u00eam ao menos um preconceito contra mulheres e 31% acreditam que os homens t\u00eam mais direito ao trabalho ou que h","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-91384","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91384\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}