{"id":89636,"date":"2024-02-28T15:12:00","date_gmt":"2024-02-28T18:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/justica-condena-empresa-por-distincao-entre-consumidores\/"},"modified":"2024-02-28T15:12:00","modified_gmt":"2024-02-28T18:12:00","slug":"justica-condena-empresa-por-distincao-entre-consumidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/justica-condena-empresa-por-distincao-entre-consumidores\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena empresa por distin\u00e7\u00e3o entre consumidores"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 28 fev, 2024) &#8211;<br \/>\nA 17&ordf; Vara de Rela&ccedil;&otilde;es de Consumo da Comarca de Salvador (BA) <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-06\/empresa-nao-pode-criar-distincoes-entre-consumidores-sem-justificativa\/'>condenou uma empresa de telefonia<\/a> a oferecer descontos que s&oacute; eram concedidos a novos contratantes do servi&ccedil;o, ap&oacute;s uma a&ccedil;&atilde;o movida por um cliente antigo.<\/p>\n<p>Na a&ccedil;&atilde;o, o consumidor alegou que a empresa disponibilizou tais benef&iacute;cios para n&atilde;o assinantes, o que configura uma distin&ccedil;&atilde;o entre os clientes sem uma justificativa que fundamentasse tal pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>O magistrado que julgou a a&ccedil;&atilde;o entendeu que h&aacute; ilegalidade da pr&aacute;tica em oferecer descontos exclusivos a um grupo espec&iacute;fico de consumidores com base no inciso II do artigo 6&ordm; da Lei n&ordm; 8.078\/90 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC), que prev&ecirc; a igualdade das contrata&ccedil;&otilde;es como direito b&aacute;sico a ser garantido.<\/p>\n<p>Na sustenta&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o, o juiz afirmou que a segmenta&ccedil;&atilde;o em categorias arbitr&aacute;rias e a oferta de vantagens exclusivamente a um grupo de clientes constitui uma clara viola&ccedil;&atilde;o &agrave; boa-f&eacute; objetiva, em desacordo com os princ&iacute;pios de transpar&ecirc;ncia e lealdade.&nbsp;<\/p>\n<p>A advogada Christiane Faturi Angelo Afonso explica que a distin&ccedil;&atilde;o de consumidores viola o princ&iacute;pio da boa-f&eacute; objetiva. &ldquo;O princ&iacute;pio da boa-f&eacute; objetiva exige que as partes procedam com o m&iacute;nimo de lealdade e padr&atilde;o &eacute;tico e em estrito respeito &agrave;s leis&rdquo;.<\/p>\n<p>Faturi lembra que a defesa do consumidor est&aacute; inserida na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal entre os princ&iacute;pios pelos quais se deve reger a ordem econ&ocirc;mica, al&eacute;m de garantir direitos fundamentais das pessoas<\/p>\n<p>&ldquo;O artigo 5&ordm; da constitui&ccedil;&atilde;o assegura que todos s&atilde;o iguais perante a lei sem distin&ccedil;&atilde;o de qualquer natureza e o artigo 170&ordm; determina que a ordem econ&ocirc;mica, fundada na valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos exist&ecirc;ncia digna&rdquo;, explica a advogada.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade civil do comerciante<\/strong><\/p>\n<p>A <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/informacoes.anatel.gov.br\/legislacao\/resolucoes\/2014\/750-resolucao-632'>Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 632<\/a> da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), em seu artigo 46 determina que &ldquo;todas as ofertas, inclusive de car&aacute;ter promocional, devem estar dispon&iacute;veis para contrata&ccedil;&atilde;o por todos os interessados, inclusive j&aacute; Consumidores da Prestadora, sem distin&ccedil;&atilde;o fundada na data de ades&atilde;o ou qualquer outra forma de discrimina&ccedil;&atilde;o dentro da &aacute;rea geogr&aacute;fica da oferta&rdquo;.<\/p>\n<p>Faturi enxerga que a decis&atilde;o da 17&ordf; Vara de Rela&ccedil;&otilde;es de Consumo da Comarca de Salvador (BA) refor&ccedil;a a quest&atilde;o da responsabilidade civil dos comerciantes ao oferecer tratamento igual aos seus clientes.<\/p>\n<p>&ldquo;A medida imp&otilde;e o princ&iacute;pio da isonomia, que garante aos consumidores instrumentos que lhes permitam litigarem em condi&ccedil;&otilde;es de igualdade pelos seus direitos, j&aacute; que eles s&atilde;o considerados a parte mais vulner&aacute;vel na rela&ccedil;&atilde;o de consumo&rdquo;, afirma a advogada.<\/p>\n<p>Segundo mat&eacute;ria publicada no <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/anuario.conjur.com.br\/pt-BR\/profiles\/78592e4622f1-anuario-da-justica\/editions\/anuario-da-justica-direito-empresarial-2023\/pages\/page\/74'>Anu&aacute;rio da Justi&ccedil;a<\/a>, entre 2018 e 2022, uma de cada quatro a&ccedil;&otilde;es distribu&iacute;das nas Justi&ccedil;as estadual e federal tinha como tema o Direito do Consumidor, o que representa, em m&eacute;dia, 5 milh&otilde;es de novos processos por ano relacionados aos direitos consumeristas.<\/p>\n<p>Para saber mais, basta acessar: <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='http:\/\/www.faturiangelo.com.br'>www.faturiangelo.com.br<\/a><\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS (DINO &#8211; 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