{"id":88353,"date":"2024-02-14T16:55:00","date_gmt":"2024-02-14T19:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/violencia-tecnologica-abuso-contra-mulheres-pode-crescer\/"},"modified":"2024-02-14T16:55:00","modified_gmt":"2024-02-14T19:55:00","slug":"violencia-tecnologica-abuso-contra-mulheres-pode-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/violencia-tecnologica-abuso-contra-mulheres-pode-crescer\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia tecnol\u00f3gica: abuso contra mulheres pode crescer"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 14 fev, 2024) &#8211;<br \/>\nA viol&ecirc;ncia contra a mulher est&aacute; aumentando no Brasil. O pa&iacute;s ocupa o <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/dossies.agenciapatriciagalvao.org.br\/feminicidio\/capitulos\/qual-a-dimensao-do-problema-no-brasil\/'>quinto lugar<\/a> no ranking mundial &ndash; ficando atr&aacute;s apenas de El Salvador, Col&ocirc;mbia, Guatemala e R&uacute;ssia. O Brasil <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/brasil-registra-722-feminicidios-no-1o-semestre-de-2023\/'>registrou 722 feminic&iacute;dios<\/a> entre janeiro e junho do ano passado, 2,6% a mais do que os crimes de mesma natureza contabilizados no primeiro semestre de 2022. J&aacute; o estado de S&atilde;o Paulo registrou o <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2024-01\/sao-paulo-tem-recorde-de-feminicidios-em-2023#:~:text=O%20estado%20de%20S%C3%A3o%20Paulo,mortes%20de%20mulheres%20em%202023.'>maior n&uacute;mero de feminic&iacute;dios<\/a> (221) dos &uacute;ltimos cinco anos, quando os dados passaram a ser divulgados separadamente das demais estat&iacute;sticas de homic&iacute;dio. Al&eacute;m do feminic&iacute;dio e da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, as mulheres tamb&eacute;m s&atilde;o as principais v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica.<\/p>\n<p>Pesquisa <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.poder360.com.br\/brasil\/brasil-tem-mais-de-2-dispositivos-digitais-por-pessoa-diz-fgv\/'>divulgada<\/a> em 2023 indica que existem quase 250 milh&otilde;es de celulares inteligentes em uso no Brasil. Ou seja, h&aacute; mais celulares do que pessoas. Quando se leva em conta a quantidade de notebooks, tablets e computadores, a m&eacute;dia nacional sobe para 2,2 dispositivos digitais por habitante. Se, por um lado, isso &eacute; garantia de inser&ccedil;&atilde;o num mundo globalizado, facilitando o acesso a mais informa&ccedil;&otilde;es, ampliando o alcance da comunica&ccedil;&atilde;o e viabilizando negocia&ccedil;&otilde;es com pessoas de outros pa&iacute;ses, tamb&eacute;m &eacute; certo que a tecnologia tem sido utilizada para uma s&eacute;rie de crimes contra a mulher, como o cyberbullying e a pornografia de vingan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Enquanto o cyberbullying implica na exposi&ccedil;&atilde;o de coment&aacute;rios depreciativos expostos nas redes sociais com o objetivo de intimidar ou agredir a v&iacute;tima, causando dor e ang&uacute;stia, na pornografia de vingan&ccedil;a ocorre a dissemina&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia sexualmente expl&iacute;cita, como fotos ou v&iacute;deos, gravados ou baseados em deepfake, sem o conhecimento nem o consentimento da v&iacute;tima. Outro desdobramento &eacute; a sextors&atilde;o, termo que consiste na uni&atilde;o da palavra sexo com a palavra extors&atilde;o, e se caracteriza como uma chantagem online pelo constrangimento de uma pessoa &agrave; pr&aacute;tica sexual ou pornogr&aacute;fica registrada em foto ou v&iacute;deo para envio, em troca da manuten&ccedil;&atilde;o do sigilo de seus nudes, previamente armazenados por aquele que faz a amea&ccedil;a. Diante isso, as mulheres se tornam as principais v&iacute;timas de um <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/emescam.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/dissertao-final-eduardo-pinheiro-monteiro.pdf'>tipo de viol&ecirc;ncia<\/a> &agrave;s vezes t&atilde;o cruel quanto uma agress&atilde;o f&iacute;sica ocorrida no &acirc;mbito dom&eacute;stico.<\/p>\n<p>De acordo com a advogada <strong>Val&eacute;ria Freitas de Araujo<\/strong>, a viol&ecirc;ncia contra as mulheres est&aacute; ganhando contornos nunca imaginados, j&aacute; que al&eacute;m de serem v&iacute;timas no ambiente real (mundo f&iacute;sico), as mulheres tamb&eacute;m o s&atilde;o no ambiente virtual, de v&aacute;rias outras formas. &ldquo;Diante da crescente viol&ecirc;ncia contra a mulher, o Brasil tem avan&ccedil;ado lentamente em dire&ccedil;&atilde;o a coibir essa pr&aacute;tica por meio de leis mais abrangentes e r&iacute;gidas. A <strong>Lei Maria da Penha<\/strong> (<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.cnj.jus.br\/programas-e-acoes\/violencia-contra-a-mulher\/sobre-a-lei-maria-da-penha\/'>Lei n&ordm; 11.340<\/a>), por exemplo, &eacute; de 2006 e tipifica cinco formas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e familiar contra a mulher: f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, moral, sexual e patrimonial. J&aacute; a <strong>Lei Carolina Dieckmann<\/strong> (<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2023\/03\/29\/dez-anos-de-vigencia-da-lei-carolina-dieckmann-a-primeira-a-punir-crimes-ciberneticos#:~:text=A%20Lei%2012.737%2F2012%2C%20conhecida,sofrer%20uma%20tentativa%20de%20extors%C3%A3o.'>Lei 12.737<\/a>) foi criada seis anos depois, sendo a primeira a punir crimes cibern&eacute;ticos&rdquo;. A aprova&ccedil;&atilde;o dessa lei que considera crime a invas&atilde;o de computadores e celulares aconteceu menos de dois anos ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o de imagens &iacute;ntimas da atriz, que teve seu computador invadido e 36 fotos roubadas, al&eacute;m de sofrer uma tentativa de extors&atilde;o.<\/p>\n<p>Segundo a advogada, as mulheres ainda est&atilde;o sujeitas a um tipo de viol&ecirc;ncia oculta e que muitas vezes pode escalar para a viol&ecirc;ncia verbal e f&iacute;sica. &ldquo;A viol&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica tamb&eacute;m diz respeito a um comportamento muito comum praticado entre casais. Quando um homem <strong>exige a senha do celular da parceira<\/strong>, se sentindo no direito de checar suas redes sociais, suas conversas por aplicativos e trocas de e-mail, isso configura viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e tecnol&oacute;gica. &Eacute; preciso que as mulheres digam n&atilde;o a esse comportamento doentio e estejam protegidas em seus direitos&rdquo;.<\/p>\n<p>Val&eacute;ria defende que esse tipo de viol&ecirc;ncia n&atilde;o seja normalizado pelas mulheres com o argumento de que tamb&eacute;m elas agem dessa maneira por ci&uacute;me ou inseguran&ccedil;a, ou mesmo por brincadeira. &ldquo;O direito &agrave; privacidade &eacute; coisa s&eacute;ria e &eacute; preciso enfrentar a inseguran&ccedil;a digital sofrida pelas pessoas, principalmente as mulheres&rdquo; &ndash; diz a advogada, citando a LGPD. A <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-mar-03\/sirotheau-privacidade-protecao-dados-perspectiva-genero\/'>Lei Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados<\/a> (13.709) foi criada em 2018 e j&aacute; est&aacute; inteiramente em vigor. Princ&iacute;pios como: finalidade, adequa&ccedil;&atilde;o, necessidade, transpar&ecirc;ncia, seguran&ccedil;a e n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o devem ser observados, sob pena do tratamento ser considerado il&iacute;cito, sujeitando o agente &agrave;s san&ccedil;&otilde;es administrativas previstas na lei e repara&ccedil;&otilde;es civis.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>No Reino Unido, um <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/post.parliament.uk\/technology-and-domestic-abuse\/'>estudo<\/a> demonstrou que a tecnologia vem sendo usada de diversas maneiras para <strong>monitorar, perseguir, assediar<\/strong> e se passar por v&iacute;timas. Por exemplo, o software instalado no aparelho celular ou em dispositivos dom&eacute;sticos inteligentes da v&iacute;tima pode ser usado para registar a sua localiza&ccedil;&atilde;o e conversas. Geralmente, a iniciativa parte de parceiros controladores e violentos, ou ainda de ex-parceiros que desejam provar seu ponto na justi&ccedil;a, numa eventual disputa de guarda dos filhos ou divis&atilde;o de bens. O governo afirma j&aacute; estar se preparando legalmente para combater tend&ecirc;ncias emergentes, incluindo o abuso tecnol&oacute;gico. Para Val&eacute;ria Freitas de Araujo, n&atilde;o faltam exemplos de caminhos a seguir para aumentar a prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres. &ldquo;O problema &eacute; que as leis s&atilde;o, em sua maioria, elaboradas e aprovadas por homens&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <strong>Val&eacute;ria Luiza Freitas de Araujo<\/strong>, advogada.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='http:\/\/presspagina.com.br\/protecao_de_dados.php' rel=\"follow noopener\">http:\/\/presspagina.com.br\/protecao_de_dados.php<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/297979' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(DINO &#8211; 14 fev, 2024) &#8211; A viol&ecirc;ncia contra a mulher est&aacute; aumentando no Brasil. 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