{"id":87080,"date":"2024-01-31T11:22:51","date_gmt":"2024-01-31T14:22:51","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/?p=87080"},"modified":"2024-01-31T14:00:52","modified_gmt":"2024-01-31T17:00:52","slug":"estudo-com-diamantes-revela-novos-insights-sobre-a-formacao-do-gondwana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-minera-brasil\/estudo-com-diamantes-revela-novos-insights-sobre-a-formacao-do-gondwana\/","title":{"rendered":"ESTUDO COM DIAMANTES REVELA NOVOS INSIGHTS SOBRE A FORMA\u00c7\u00c3O DO GONDWANA"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A pesquisa publicada na Nature contou com a participa\u00e7\u00e3o de dois pesquisadores do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil, Izaac Cabral Neto e Francisco Valdir Silveira. O estudo utilizou diamantes formados entre 300 e 700 km de profundidade para investigar a evolu\u00e7\u00e3o do supercontinente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lorena Amaro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O estudo liderado pela Dra. Suzette Timmerman, da Universidade de Berna, na Su\u00ed\u00e7a, teve a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (SGB), revelou novos insights sobre a forma\u00e7\u00e3o do supercontinente Gondwana, utilizando diamantes formados em profundezas extremas da Terra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os supercontinentes, que surgem e se separam ao longo da hist\u00f3ria geol\u00f3gica, s\u00e3o fundamentais para entender os processos tect\u00f4nicos do planeta. No entanto, estudar esses fen\u00f4menos diretamente tem sido desafiador devido \u00e0 falta de acesso a material geol\u00f3gico das profundezas da Terra.<br>Al\u00e9m de pesquisadores brasileiros, a equipe internacional, incluiu especialistas da Universidade de Alberta, da Institui\u00e7\u00e3o Carnegie de Ci\u00eancia, da Universidade Livre de Amsterd\u00e3, da Universidade de Bristol e da Universidade de P\u00e1dua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diamantes contam a hist\u00f3ria do Planeta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O estudo utilizou diamantes formados a 300-700 km de profundidade para investigar a evolu\u00e7\u00e3o do Gondwana. An\u00e1lises geoqu\u00edmicas e data\u00e7\u00e3o das inclus\u00f5es minerais nos diamantes revelaram que estes se formaram sob o Gondwana quando o supercontinente cobria o Polo Sul, entre 650-450 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<br>\u00c0 medida que o Gondwana come\u00e7ou a se fragmentar, cerca de 120 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, os diamantes, junto com as inclus\u00f5es minerais, foram trazidos \u00e0 superf\u00edcie da Terra em erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas violentas.<br>Curiosamente, as localiza\u00e7\u00f5es atuais dessas erup\u00e7\u00f5es est\u00e3o nos fragmentos continentais do Brasil e da \u00c1frica Ocidental, partes essenciais do antigo Gondwana. Isso sugere que os diamantes viajaram junto com diferentes partes do supercontinente \u00e0 medida que ele se dispersava, mantendo-se &#8220;colados&#8221; \u00e0 sua base.<br>A pesquisa revela n\u00e3o apenas novos insights sobre a forma\u00e7\u00e3o do Gondwana, mas tamb\u00e9m os est\u00e1gios posteriores de sua evolu\u00e7\u00e3o. Os diamantes fornecem evid\u00eancias de um processo de acre\u00e7\u00e3o de material jovem \u00e0s ra\u00edzes dos continentes, indicando um novo modo potencial de crescimento continental.<br>Essa descoberta representa um avan\u00e7o significativo no entendimento dos processos geol\u00f3gicos profundos que moldam nosso planeta e destaca a import\u00e2ncia dos diamantes como janelas para o passado distante da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9dito da imagem:\u00a0Bas\u00a0 Van\u00a0 Den Eijkho\/Unsplash\/Ag\u00eancia Minera<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>OESP<\/strong>&nbsp;n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da&nbsp;<strong>OESP<\/strong>&nbsp;e s\u00e3o de inteira responsabilidade da&nbsp;<strong>WP Comunica\u00e7\u00e3o LTDA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os supercontinentes, que surgem e se separam ao longo da hist\u00f3ria geol\u00f3gica, s\u00e3o fundamentais para entender os processos tect\u00f4nicos&#8230;","protected":false},"author":12,"featured_media":87105,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[351],"tags":[],"class_list":["post-87080","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-minera-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87080"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":87114,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87080\/revisions\/87114"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}