{"id":85771,"date":"2024-01-16T17:03:00","date_gmt":"2024-01-16T20:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/maioria-das-organizacoes-de-mulheres-esta-no-nordeste\/"},"modified":"2024-01-16T17:03:00","modified_gmt":"2024-01-16T20:03:00","slug":"maioria-das-organizacoes-de-mulheres-esta-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/maioria-das-organizacoes-de-mulheres-esta-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Maioria das organiza\u00e7\u00f5es de mulheres est\u00e1 no Nordeste"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>Rio de Janeiro&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 16 jan, 2024) &#8211;<br \/>\nO Nordeste &eacute; a regi&atilde;o do pa&iacute;s com maior concentra&ccedil;&atilde;o de grupos, que atuam no campo do ativismo feminista, liderados por mulheres cis, trans e outras transidentidades.&nbsp; A conclus&atilde;o &eacute; da pesquisa <strong><em><a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/fundosocialelas.org\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/PESQUISA_V5_pages.pdf'>Ativismos Feministas e Filantropia Transformativa Po?s-Pandemia<\/a><\/em><\/strong>, levantamento in&eacute;dito coordenado pelo ELAS+ Doar para Transformar. O documento revela que 35% das organiza&ccedil;&otilde;es pesquisadas est&aacute; em atua&ccedil;&atilde;o no Nordeste brasileiro. O Sudeste aparece em segundo lugar, com 34%, seguido do Norte com 11%. A regi&atilde;o Sul aparece em quarto lugar, concentrando 9% das iniciativas, e o Centro-Oeste est&aacute; em &uacute;ltimo, com 6% dos registros.<\/p>\n<p>Para a diretora de Programas do Instituto Ibirapitanga, Iara Rolnik, esses dados revelam um movimento importante de ser observado pela filantropia. &ldquo;O maior n&uacute;mero de organiza&ccedil;&otilde;es no Nordeste &eacute; um dado que a gente tem que olhar com muito carinho. Isso, historicamente, &eacute; uma invers&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es no Sudeste. Tanto do ponto de vista do financiamento como do ativismo, &eacute; um momento de invers&atilde;o que precisamos olhar de forma muito atenta&rdquo;, avaliou a especialista.<\/p>\n<p>O levantamento constatou tamb&eacute;m que os territ&oacute;rios de atua&ccedil;&atilde;o dessas iniciativas s&atilde;o muito abrangentes. De acordo com a pesquisa, 73% dos grupos atuam em periferias urbanas, mas n&atilde;o de maneira isolada. Eles t&ecirc;m abrang&ecirc;ncia tamb&eacute;m nos centros urbanos, que aparece como local de atua&ccedil;&atilde;o de 49% das organiza&ccedil;&otilde;es. Zonas rurais e territ&oacute;rios quilombolas tamb&eacute;m s&atilde;o citados.<\/p>\n<p>Iara Rolnik, que participou do <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=x4agiyet45o&amp;t=4227s'>semin&aacute;rio de lan&ccedil;amento da pesquisa<\/a>, destaca o que chama de multiterritorialidade das organiza&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Os dados mostram que os grupos e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o ficam limitadas a apenas um territ&oacute;rio. Isso &eacute; importante para entender a estrutura dessas organiza&ccedil;&otilde;es e para pensar nessa multiterritorialidade j&aacute; no come&ccedil;o da atua&ccedil;&atilde;o&rdquo;, avaliou a especialista.<\/p>\n<p><strong>Perfil<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada com 441 grupos que se inscreveram para participar do edital Mulheres em Movimento 2023, organizado pelo ELAS+, e autorizaram a an&aacute;lise dos dados. O levantamento investigou o perfil das organiza&ccedil;&otilde;es e revelou que a grande maioria, 80%, &eacute; liderada por mulheres negras. Pessoas LBTIs aparecem como lideran&ccedil;as em 52% dos grupos. Pessoas com defici&ecirc;ncia (PCD) est&atilde;o &agrave; frente de 12% das organiza&ccedil;&otilde;es e mulheres ind&iacute;genas lideram 10% das iniciativas pesquisadas.<\/p>\n<p>Para a idealizadora e diretora-geral do ELAS+, Amalia Fischer, a pesquisa demonstra a interseccionalidade na pr&aacute;tica, j&aacute; que a maioria dos grupos &eacute; composta por dois ou mais tipos de perfis analisados. &ldquo;A gente consegue perceber como os movimentos liderados por mulheres integram uma gama muita diversa de perfis, marcados por interseccionalidades de g&ecirc;nero, ra&ccedil;a, etnia e orienta&ccedil;&atilde;o sexual, por exemplo. Essa diversidade garante a compreens&atilde;o mais apurada das necessidades em cada localidade e a constru&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es reais em busca da justi&ccedil;a social&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Acesso a recursos<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de terem se destacado como &aacute;geis e resilientes ao atender as demandas emergenciais que surgiram durante a pandemia, as organiza&ccedil;&otilde;es de mulheres continuam enfrentando os mesmos desafios de acesso a recursos. De acordo com o levantamento, 94% das organiza&ccedil;&otilde;es pesquisadas afirmam encontrar dificuldade de financiamento das atividades.&nbsp; Entre os principais entraves, a maioria citou a burocracia e a exig&ecirc;ncia de CNPJ.<\/p>\n<p>Para garantir a continuidade dos trabalhos, as organiza&ccedil;&otilde;es apontam o voluntariado como principal alternativa. Doadores individuais e comercializa&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e produtos tamb&eacute;m est&atilde;o entre as fontes de financiamento mais citadas. A analista de Programas do ELAS+ respons&aacute;vel pela pesquisa, Iracema Souza, chama aten&ccedil;&atilde;o para o distanciamento entre a maneira como os grupos de mulheres se organizam no Brasil e o universo dos doadores. &ldquo;Mesmo com a ampla atua&ccedil;&atilde;o das mulheres, a relev&acirc;ncia do trabalho que &eacute; feito, a efetiva e r&aacute;pida atua&ccedil;&atilde;o em momentos cr&iacute;ticos como os vivenciados durante a pandemia, n&atilde;o houve uma mudan&ccedil;a expressiva no cen&aacute;rio dos recursos. Os doadores precisam repensar suas exig&ecirc;ncias e formas de doa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O levantamento &eacute; uma atualiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa <strong><em><a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.fundosocialelas.org\/ativismo-e-pandemia-no-brasil\/uploads\/publicacao-ativismo-e-pandemia-no-brasil.pdf'>Ativismo e Pandemia no Brasil<\/a><\/em><\/strong>, coordenada pelo ELAS+ em 2021, e que revelou muitos desafios, mas tamb&eacute;m muita resist&ecirc;ncia, inventividade e celeridade dos ativismos feministas durante a pandemia. Agora, <strong><em>Ativismos Feministas e Filantropia Transformativa Po?s-Pandemia<\/em><\/strong> analisa como o cen&aacute;rio p&oacute;s-calamidade tem influenciado as organiza&ccedil;&otilde;es lideradas por mulheres no pa&iacute;s. A &iacute;ntegra dos dois levantamentos est&aacute; dispon&iacute;vel no <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/fundosocialelas.org\/publicacoes-do-elas\/'>site do ELAS+<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/fundosocialelas.org' rel=\"follow noopener\">https:\/\/fundosocialelas.org<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/300352' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS Rio de Janeiro&#8211;(DINO &#8211; 16 jan, 2024) &#8211; O Nordeste &eacute; a regi&atilde;o do pa&iacute;s com maior concentra&ccedil;&atilde;o de grupos, que atuam no","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-85771","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85771"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85771\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}