{"id":85539,"date":"2024-01-15T10:33:00","date_gmt":"2024-01-15T13:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/ervas-e-especiarias-fraudes-representam-riscos-a-saude\/"},"modified":"2024-01-15T10:33:00","modified_gmt":"2024-01-15T13:33:00","slug":"ervas-e-especiarias-fraudes-representam-riscos-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/ervas-e-especiarias-fraudes-representam-riscos-a-saude\/","title":{"rendered":"Ervas e especiarias: fraudes representam riscos \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP.&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 15 jan, 2024) &#8211;<br \/>\nEstudos conduzidos pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) em 2020, 2021 e 2023 revelam a presen&ccedil;a de mat&eacute;rias estranhas em ervas e especiarias, o que pode representar s&eacute;rios riscos &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. A <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.redalyc.org\/journal\/5705\/570569570016\/570569570016.pdf'>an&aacute;lise espec&iacute;fica da p&aacute;prica<\/a>, por exemplo, revelou que 30% das 43 amostras de 16 marcas continham adultera&ccedil;&otilde;es, com destaque para a adi&ccedil;&atilde;o frequente de amido de milho. Fragmentos de pelo de roedor e de insetos estavam presentes em 91% e 79% delas, respectivamente.&nbsp;Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, 88% foram consideradas insatisfat&oacute;rias e 77% apresentaram quantidade de mat&eacute;rias estranhas acima do limite tolerado.<\/p>\n<p>J&aacute; em um <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.even3.com.br\/anais\/ceapa2023\/733439-deteccao-microscopica-de-fraude-em-amostras-de-curcuma-(curcuma-longa-l)-comercializadas-no-estado-de-sao-paulo\/'>estudo mais recente, publicado em dezembro de 2023<\/a>, foram analisadas 48 amostras de c&uacute;rcuma mo&iacute;da em p&oacute;. As an&aacute;lises revelaram a presen&ccedil;a de elementos histol&oacute;gicos de milho em 27% delas, indicando fraude por adi&ccedil;&atilde;o de ingrediente n&atilde;o declarado nos r&oacute;tulos. Os resultados confirmam a import&acirc;ncia de os consumidores estarem atentos &agrave; qualidade, principalmente nos estabelecimentos de venda &agrave; granel, que muitas vezes escapam dos r&iacute;gidos controles impostos pelos &oacute;rg&atilde;os reguladores &agrave; ind&uacute;stria de alimentos.<\/p>\n<p>Conforme explica Maria Marciano, pesquisadora e diretora t&eacute;cnica do N&uacute;cleo de Morfologia e Microscopia do Centro de Alimentos do IAL, embora a ocorr&ecirc;ncia das mat&eacute;rias estranhas deva ser reduzida ao m&aacute;ximo, algumas s&atilde;o consideradas inevit&aacute;veis para determinados alimentos, mesmo com a ado&ccedil;&atilde;o das melhores pr&aacute;ticas dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p>Considerando esse fato, a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/antigo.anvisa.gov.br\/documents\/10181\/6407691\/RDC_623_2022_.pdf\/507f6523-fb36-4d45-a6f8-52c840f8f393'>Resolu&ccedil;&atilde;o RDC n&ordm; 623\/22 da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria<\/a> (Anvisa) estabeleceu limites de toler&acirc;ncia para alguns grupos de alimentos como frutas, produtos de frutas e similares, farinhas, massas, produtos de panifica&ccedil;&atilde;o e outros derivados de cereais, caf&eacute;, ch&aacute;s, especiarias, cacau e derivados, queijos e cogumelos.<\/p>\n<p>&ldquo;As mat&eacute;rias estranhas toleradas referem-se a algumas sujidades como fragmentos de insetos, fragmentos de pelos de roedor, b&aacute;rbulas (parte das penas), exceto de pombo e &aacute;caros, em quantidades vari&aacute;veis de acordo com o produto&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Para os itens que n&atilde;o foram contemplados com limites de toler&acirc;ncia, mas que tenham alimentos destas categorias em sua composi&ccedil;&atilde;o, os limites devem ser calculados caso a caso, com base na propor&ccedil;&atilde;o em que est&atilde;o presentes. Para os alimentos em geral, independentemente da categoria, s&atilde;o tolerados cinco &aacute;caros mortos na al&iacute;quota analisada, de acordo com a metodologia anal&iacute;tica preconizada.<\/p>\n<p>A pesquisadora refor&ccedil;a que para a p&aacute;prica s&atilde;o tolerados at&eacute; 80 fragmentos de insetos indicativos de falhas das boas pr&aacute;ticas em 25 gramas. Para a canela em p&oacute;, 100 fragmentos em 50 gramas e, para o or&eacute;gano, 20 em 10 gramas.<\/p>\n<p><strong>C&uacute;rcuma e noz-moscada apresentam problemas<\/strong><\/p>\n<p><a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='http:\/\/schenautomacao.com.br\/ssa7\/envio\/files\/trabalho3_328.pdf'>Em outro estudo<\/a>, de 2021, o IAL analisou 180 amostras de seis diferentes tipos de especiarias e condimento em p&oacute;, sendo 31 de c&uacute;rcuma, 25 de gengibre, 29 de noz-moscada, 32 de p&aacute;prica (doce, picante e picante defumada), 30 de pimenta-do-reino e 33 de color&iacute;fico, de marcas distintas com diferentes lotes e prazos de validade. Os resultados das an&aacute;lises microsc&oacute;picas revelaram que o amido de milho foi o elemento histol&oacute;gico estranho encontrado com maior frequ&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&ldquo;O color&iacute;fico foi o &uacute;nico produto que n&atilde;o apresentou adultera&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m a grande varia&ccedil;&atilde;o de concentra&ccedil;&atilde;o de bixina (subst&acirc;ncia qu&iacute;mica presente no urucum) sugere a necessidade de uma padroniza&ccedil;&atilde;o, ou seja, estabelecer valor do teor de bixina nos color&iacute;ficos pelos &oacute;rg&atilde;os reguladores. O estudo demonstrou a necessidade da intensifica&ccedil;&atilde;o do monitoramento de adultera&ccedil;&otilde;es em especiarias para que a comercializa&ccedil;&atilde;o de alimentos confi&aacute;veis seja garantida&rdquo;, sugere Maria Marciano.<\/p>\n<p><strong>Falta inspe&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O Diretor de Assuntos Regulat&oacute;rios e Cient&iacute;ficos da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria de Alimentos (ABIA), Alexandre Novachi, esclarece que existem no Brasil dois &oacute;rg&atilde;os que fiscalizam a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, sendo eles a Anvisa e o Mapa (Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento). O n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia de cada regulamento ir&aacute; depender da categoria do alimento e, no caso de especiarias e ervas culin&aacute;rias, a Anvisa atualmente &eacute; a respons&aacute;vel pela regulamenta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ele reforma que al&eacute;m dos &oacute;rg&atilde;os regulamentadores, h&aacute; certifica&ccedil;&otilde;es de empresas que atestam a qualidade. A FSSC 22000, por exemplo, cont&eacute;m requisitos de diversas &aacute;reas, como gerenciamento de al&eacute;rgenos, programas de monitoramento ambiental, controle de qualidade, defesa e seguran&ccedil;a alimentar, cultura de qualidade e fraude alimentar, garantindo assim uma robustez maior na gest&atilde;o de seguran&ccedil;a. &#8216;Mas nem todas as empresas seguem essas normas, por isso &eacute; preciso que o consumidor esteja atento&#8217;, alerta.<\/p>\n<p>Segundo o executivo, as fraudes ocorrem com maior frequ&ecirc;ncia no mercado informal ou em com&eacute;rcios &agrave; granel. &ldquo;&Eacute; preciso maior fiscaliza&ccedil;&atilde;o e conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o. Empresas s&eacute;rias s&atilde;o comprometidas com a seguran&ccedil;a do alimento e do consumidor e comercializam produtos 100% puros. Elas conseguem garantir a pureza do produto fornecido a partir da gest&atilde;o eficiente de qualidade e compra de ingredientes de origem confi&aacute;vel. O mercado informal n&atilde;o sofre qualquer tipo de inspe&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Como se precaver?<\/strong><\/p>\n<p>Sobre a grande quantidade de amostras com amido de milho, Novachi explica que, por se tratar de uma mat&eacute;ria-prima barata e considerada inerte, ou seja, que n&atilde;o agrega cor ou sabor, acaba sendo utilizada para aumentar o volume. Geralmente, afirma, adultera&ccedil;&otilde;es com milho e amido de milho s&atilde;o consideradas intencionais, pois o gr&atilde;o n&atilde;o est&aacute; envolvido no processamento da maioria das especiarias.<\/p>\n<p>&ldquo;A cadeia de suprimentos de ervas e especiarias &eacute; extensa, complexa e globalizada, e &eacute; exatamente essa complexidade, associada a quest&otilde;es de demanda, que acabam criando oportunidades para a adultera&ccedil;&atilde;o, muitas vezes por motivos econ&ocirc;micos&rdquo;.<\/p>\n<p>Novachi alerta para o fato de que, al&eacute;m dos programas oficiais de combate &agrave; fraude de alimentos implementados nos estados e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os regulamentadores, os consumidores tamb&eacute;m devem ser protagonistas nas suas escolhas e adquirir produtos de marcas e empresas confi&aacute;veis. &ldquo;Quando o pre&ccedil;o est&aacute; muito baixo pode-se desconfiar que a especiaria tenha sido adulterada, pois normalmente o produto 100% puro &eacute; mais caro, devido a todo o controle que deve ser feito ao longo da cadeia de produ&ccedil;&atilde;o&rdquo;, finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='http:\/\/www.abia.org.br' rel=\"follow noopener\">http:\/\/www.abia.org.br<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/300209' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS S\u00e3o Paulo, SP.&#8211;(DINO &#8211; 15 jan, 2024) &#8211; Estudos conduzidos pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) em 2020, 2021 e 2023 revelam a presen&ccedil;a de","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-85539","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85539\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}