{"id":83498,"date":"2023-12-14T12:22:00","date_gmt":"2023-12-14T15:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/descarbonizacao-do-transporte-requer-diferentes-tecnologias\/"},"modified":"2023-12-14T12:22:00","modified_gmt":"2023-12-14T15:22:00","slug":"descarbonizacao-do-transporte-requer-diferentes-tecnologias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/descarbonizacao-do-transporte-requer-diferentes-tecnologias\/","title":{"rendered":"Descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte requer diferentes tecnologias"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>Rio de Janeiro&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 14 dez, 2023) &#8211;<br \/>\nA descarboniza\u00e7\u00e3o dos transportes \u00e9 um tema vital e desafiador da agenda clim\u00e1tica do Brasil. <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/veja.abril.com.br\/brasil\/meta-de-descarbonizacao-do-brasil-fica-para-2030' data-mce-target='_blank'>Relat\u00f3rio<\/a> do Instituto Talanoa, entidade sem fins lucrativos, indica ser imposs\u00edvel o pa\u00eds cumprir a meta de reduzir a emiss\u00e3o de carbono em 480 milh\u00f5es de toneladas at\u00e9 2025. De acordo com <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/epbr.com.br\/descarbonizacao-do-transporte-pede-senso-de-urgencia-maior-diz-estudo\/' data-mce-target='_blank'>c\u00e1lculos<\/a> da DNV, empresa global de certifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de energia, o setor de transporte responde por 25% destas emiss\u00f5es hoje.<\/p>\n<p>Diante disso, a Leggio Consultoria, especializada em petr\u00f3leo, g\u00e1s e energia renov\u00e1vel, realizou um estudo sobre as alternativas para a substitui\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do diesel no Brasil nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. O trabalho considerou dados p\u00fablicos e privados do setor, a regula\u00e7\u00e3o vigente e os investimentos j\u00e1 previstos tanto no segmento de combust\u00edveis f\u00f3sseis como no de renov\u00e1veis. Atrav\u00e9s de metodologia pr\u00f3pria e modelagens matem\u00e1ticas desenvolvidas para o setor, a Leggio realizou proje\u00e7\u00f5es de oferta e demanda de diferentes fontes de energia.<\/p>\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do diesel dever\u00e1 se dar em duas ondas distintas: na primeira, a transi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 como principal prop\u00f3sito a redu\u00e7\u00e3o parcial das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa (GEEs) associada a instrumentos de descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte. Na segunda onda, as novas motoriza\u00e7\u00f5es ter\u00e3o como objetivo eliminar as emiss\u00f5es de GEEs.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8216;A divis\u00e3o em duas ondas se deve ao fato de n\u00e3o haver tecnologia dispon\u00edvel, comercialmente madura e economicamente efetiva, que possa atingir a meta de emiss\u00e3o zero na pr\u00f3xima d\u00e9cada. A introdu\u00e7\u00e3o gradual de diferentes tipos de motoriza\u00e7\u00f5es, de acordo com sua aplica\u00e7\u00e3o, permitir\u00e1 o desenvolvimento da tecnologia adequando-se \u00e0s exig\u00eancias regulat\u00f3rias vigentes. Mesma f\u00f3rmula aplicada hoje para redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es atrav\u00e9s dos padr\u00f5es especificados pelo CONAMA no Programa de Controle de Emiss\u00f5es Veiculares 8 (atualmente Euro 6)&#8217;, afirma Marcus D\u00b4Elia, s\u00f3cio da Leggio Consultoria.<\/p>\n<p>As tecnologias dispon\u00edveis para substituir o diesel s\u00e3o: motoriza\u00e7\u00f5es el\u00e9trica, h\u00edbrida diesel-el\u00e9trica, a g\u00e1s natural (g\u00e1s natural liquefeito ou g\u00e1s natural comprimido) e a hidrog\u00eanio. Todos os tipos est\u00e3o em fase de comercializa\u00e7\u00e3o na Europa, exceto a motoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 hidrog\u00eanio. Os quatro principais segmentos de aplica\u00e7\u00e3o das motoriza\u00e7\u00f5es s\u00e3o caminh\u00f5es para entregas urbanas (tipicamente vans, caminh\u00f5es leves e m\u00e9dios), \u00f4nibus urbanos, caminh\u00f5es e \u00f4nibus para transporte em longa dist\u00e2ncia, m\u00e1quinas e caminh\u00f5es de uso agr\u00edcola.<\/p>\n<p>&#8216;No momento, o diesel serve a todas as aplica\u00e7\u00f5es, mas no futuro as diferentes alternativas poder\u00e3o cobrir segmentos distintos, onde dever\u00e3o ser considerados cinco crit\u00e9rios na avalia\u00e7\u00e3o da motoriza\u00e7\u00e3o: autonomia, infraestrutura de abastecimento, valor inicial do investimento no ve\u00edculo, custo de manuten\u00e7\u00e3o e mercado secund\u00e1rio (revenda)&#8217;, detalha o especialista.<\/p>\n<p><strong>1\u00aa Onda: redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>&#8216;Na primeira onda, que se consolida na d\u00e9cada de 2030, a combina\u00e7\u00e3o entre o desenvolvimento de novos biocombust\u00edveis, a motoriza\u00e7\u00e3o h\u00edbrida para ve\u00edculos pesados e a neutraliza\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es atrav\u00e9s do mercado de carbono poder\u00e1 ser a principal tend\u00eancia para o transporte de carga e passageiros em longa dist\u00e2ncia. Este cen\u00e1rio \u00e9 suportado no Brasil pelo est\u00edmulo aos biocombust\u00edveis, a lenta articula\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de corredores de abastecimento para combust\u00edveis alternativos, somada \u00e0 amplitude da malha rodovi\u00e1ria nacional e o atraso na cria\u00e7\u00e3o do mercado de cr\u00e9ditos de carbono. Assim, a substitui\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do diesel no Brasil deve vir atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos h\u00edbridos el\u00e9tricos e a biocombust\u00edveis&#8217;, explica D\u00b4Elia.<\/p>\n<p>No mercado de \u00f4nibus urbanos, a expectativa \u00e9 que o uso de ve\u00edculos h\u00edbridos diesel-el\u00e9trico e ve\u00edculos el\u00e9tricos se fortale\u00e7a representando a principal tend\u00eancia para este segmento nesta primeira onda. Em fun\u00e7\u00e3o do incentivo a estes dois tipos de motoriza\u00e7\u00e3o existente em algumas capitais e os custos promissores no ciclo de vida em rela\u00e7\u00e3o a motoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 diesel, a velocidade de introdu\u00e7\u00e3o desta tecnologia pode ser maior.<\/p>\n<p>Nesta primeira onda, h\u00e1 a expectativa da amplia\u00e7\u00e3o do uso de caminh\u00f5es el\u00e9tricos leves nas frotas urbanas, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da necessidade limitada de autonomia, que hoje \u00e9 plenamente atendida pelos ve\u00edculos dispon\u00edveis no Brasil. Considerando o custo no ciclo de vida, os caminh\u00f5es el\u00e9tricos se equivalem aos h\u00edbridos diesel-el\u00e9trico, e permitem substitui\u00e7\u00e3o dos motores diesel atuais garantindo um patamar de emiss\u00e3o zero. Este segmento do mercado estaria se antecipando \u00e0s exig\u00eancias da 2\u00aa onda.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, m\u00e1quinas e caminh\u00f5es agr\u00edcolas podem utilizar ve\u00edculos a g\u00e1s, considerando o interesse em amplia\u00e7\u00e3o do uso de biometano em regi\u00f5es onde sua produ\u00e7\u00e3o ocuparia um espa\u00e7o natural no manejo de res\u00edduos agr\u00edcolas. A disponibilidade comercial de ve\u00edculos com esta motoriza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds facilita o teste e desenvolvimento deste segmento, de forma a preparar o setor agr\u00edcola para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. O consumo neste segmento representa atualmente cerca de 15% do volume de diesel B no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>2\u00aa Onda: zero emiss\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Apenas na d\u00e9cada de 2050 dever\u00e3o ocorrer as condi\u00e7\u00f5es que sustentem a mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica para atingir o cen\u00e1rio de zero emiss\u00f5es, principal caracter\u00edstica da 2\u00aa onda. Um exemplo s\u00e3o as &#8216;carbon taxes&#8217; que seriam representativas o suficiente para justificar os custos adicionais necess\u00e1rios para impulsionar a tecnologia. &#8216;Neste caso, haveria duas solu\u00e7\u00f5es atualmente dispon\u00edveis: motoriza\u00e7\u00f5es el\u00e9trica e a hidrog\u00eanio. Ambas n\u00e3o atenderiam \u00e0s condi\u00e7\u00f5es para transporte de carga e passageiros em longas dist\u00e2ncias hoje, mas o desenvolvimento nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas poder\u00e1 trazer novas possibilidades. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio aguardar os pr\u00f3ximos anos para uma defini\u00e7\u00e3o clara&#8217;, afirma o consultor da Leggio.<\/p>\n<p>No setor agr\u00edcola, a elimina\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es dever\u00e1 ser direcionada para as motoriza\u00e7\u00f5es el\u00e9trica e a hidrog\u00eanio, considerando tecnologias para produ\u00e7\u00e3o local destes combust\u00edveis, a partir da biomassa dispon\u00edvel. O v\u00ednculo entre disponibilidade de insumo e produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel vai direcionar a transi\u00e7\u00e3o neste segmento. D\u00b4Elia pondera que, como o horizonte de 2040 e 2050 \u00e9 ainda de dif\u00edcil previs\u00e3o, n\u00e3o se pode descartar novos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que venham a melhorar as motoriza\u00e7\u00f5es em desenvolvimento ou criar alternativas ainda n\u00e3o mapeadas comercialmente.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/www.leggio.com.br\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/www.leggio.com.br\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/293473' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS Rio de Janeiro&#8211;(DINO &#8211; 14 dez, 2023) &#8211; A descarboniza\u00e7\u00e3o dos transportes \u00e9 um tema vital e desafiador da agenda clim\u00e1tica do Brasil. 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