{"id":81999,"date":"2023-12-04T12:22:00","date_gmt":"2023-12-04T15:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/por-onde-comecar-a-empreender-tres-empresarias-compartilham-os-seus-segredos-2\/"},"modified":"2023-12-04T12:22:00","modified_gmt":"2023-12-04T15:22:00","slug":"por-onde-comecar-a-empreender-tres-empresarias-compartilham-os-seus-segredos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/por-onde-comecar-a-empreender-tres-empresarias-compartilham-os-seus-segredos-2\/","title":{"rendered":"Por onde come\u00e7ar a empreender? Tr\u00eas empres\u00e1rias compartilham os seus segredos"},"content":{"rendered":"<p><b>Jayanne Rodrigues<\/b><\/p>\n<p>O Brasil alcan\u00e7ou a marca in\u00e9dita de 10,3 milh\u00f5es de mulheres \u00e0 frente de um empreendimento, ou 34,4% do total, segundo dados do Sebrae de 2022. Apesar dos n\u00fameros animadores, h\u00e1 ainda v\u00e1rios obst\u00e1culos pelo caminho &#8211; e a falta de investimento \u00e9 s\u00f3 o primeiro deles. \u00c0s vezes, \u00e9 preciso um empurr\u00e3ozinho para come\u00e7ar, uma rede de apoio ou at\u00e9 mesmo um conselho. Irina Cordeiro, Fl\u00e1via Durante e Watatakalu Yawalapiti entendem bem do assunto. O trio esteve presente no evento Empreendedoras no Corre, organizado pelo <b>Estad\u00e3o<\/b> com patroc\u00ednio do Grupo Botic\u00e1rio e Dorflex.<\/p>\n<p>Durante o encontro, realizado no Instituto Tomie Ohtake, uma pergunta da plateia deu o tom do que seria a conversa: \u0093O que \u00e9 mais dif\u00edcil: persist\u00eancia ou concorr\u00eancia?\u0094 Todas responderam a primeira op\u00e7\u00e3o. E o que h\u00e1 em comum entre as hist\u00f3rias das tr\u00eas? F\u00e1cil, dizem: elas usaram as dificuldades como motor para os neg\u00f3cios. Veja o evento na \u00edntegra no v\u00eddeo abaixo:<\/p>\n<p><b>Rede de seguran\u00e7a financeira<\/b><\/p>\n<p>Desde cedo, a empres\u00e1ria e ex-MasterChef Irina Cordeiro precisou aprender a se virar. O motivo que a levou a empreender pela primeira vez foi mais a necessidade do que a voca\u00e7\u00e3o em si. Ela enxergou o empreendedorismo como um meio para conquistar a independ\u00eancia financeira.<\/p>\n<p>Cria do Rio Grande do Norte, precisou recalcular a rota in\u00fameras vezes. As ideias borbulhavam, mas ainda faltava o dinheiro. Em 2020, ap\u00f3s fracassos e vit\u00f3rias, teve um estalo. Primeiro, percebeu que a pandemia havia modificado o comportamento do brasileiro. \u0093As pessoas queriam comida de v\u00f3\u0094, diz.<\/p>\n<p>Depois, notou que algumas regi\u00f5es de S\u00e3o Paulo tinham pouco a oferecer quando procurava cuscuz, prato tradicional do Nordeste, nos card\u00e1pios. A semente tinha sido plantada.<\/p>\n<p>Depois de um ano de pesquisas, lan\u00e7ou o Cuscuz da Irina, restaurante localizado na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista, em funcionamento h\u00e1 pouco mais de um ano e meio. O empreendimento se pagou em menos de cinco meses, segundo ela.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia profissional proporcionou para Irina uma maturidade que a fez entender que as mulheres empreendedoras precisam construir e manter uma rede de seguran\u00e7a financeira, mesmo que seja pequena e tenha falhas.<\/p>\n<p>\u0093Muitas vezes, precisamos pensar primeiro em um neg\u00f3cio que seja sustent\u00e1vel, que traga ascens\u00e3o financeira. A partir da\u00ed, vou conseguir mudar as coisas ao meu redor do jeito que imagino e sonho\u0094, aconselha.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria lembra que, por muito tempo, achou que n\u00e3o seria capaz de tocar um neg\u00f3cio sozinha. Precisou abusar da coragem para arriscar. \u0093N\u00f3s (mulheres) temos de provar muito mais o que sabemos fazer\u0094, afirma.<\/p>\n<p>Hoje, o Cuscuz da Irina emprega diretamente 12 pessoas. Para mudar n\u00e3o apenas a pr\u00f3pria realidade, como tamb\u00e9m dos funcion\u00e1rios, a empreendedora aposta em capacita\u00e7\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o justa e digna. A meta a longo prazo prev\u00ea franquias pelo Brasil e uma ideia mais ambiciosa. \u0093Queremos mostrar que o cuscuz \u00e9 um grande case de sucesso. A miss\u00e3o da empresa \u00e9 estar no mundo inteiro, que nem o McDonald\u0092s.\u0094<\/p>\n<p><b>Uma mente curiosa: reinventando o mundo da moda<\/b><\/p>\n<p>Assim como Irina, a empreendedora Fl\u00e1via Durante nunca teve medo de recome\u00e7ar. J\u00e1 atuou no jornalismo, como influencer nas redes sociais e nas pistas de dan\u00e7a como DJ. Ela \u00e9 a mente por tr\u00e1s do Pop Plus, feira de moda plus size criada h\u00e1 mais de 11 anos a partir de uma necessidade pessoal.<\/p>\n<p>\u0093Sempre botei a m\u00e3o na massa. Como n\u00e3o tinha roupa plus size, comecei a criar o embri\u00e3o do Pop Plus. Queria me vestir para sair \u00e0 noite e aquilo j\u00e1 me era negado: decote, roupa estampada, era tudo feito para um corpo magro. Achava um absurdo ser exclu\u00edda da moda do jeito que eu era\u0094, conta Fl\u00e1via.<\/p>\n<p>Ela come\u00e7ou revendendo biqu\u00ednis para as amigas e no trabalho. A demanda veio, e a partir da\u00ed Fl\u00e1via decidiu preencher uma lacuna no mercado da moda. Mas nem tudo foi um mar de rosas. Das 11 edi\u00e7\u00f5es do Bazar Pop Plus, ela conseguiu patroc\u00ednio somente cinco vezes. N\u00e3o bastassem o empecilho financeiro e o sufoco ao longo da pandemia, encarou um novo desafio: a mudan\u00e7a do jeito de o brasileiro consumir. \u0093As pessoas perderam o medo de comprar online e isso afetou o Pop Plus\u0094, diz.<\/p>\n<p>Chegava a hora de repensar o modelo de neg\u00f3cio. Fl\u00e1via mudou a estrat\u00e9gia, se adaptou e desmembrou a feira em eventos menores. \u0093Aprendi depois de apanhar muito\u0094, afirma. Apesar do ziguezague na jornada, ela defende que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter uma fortuna para ser uma empreendedora de sucesso. \u0093Comecei com cara de pau. Depois de perder dinheiro fui aprendendo que d\u00e1 para fazer muita coisa com parceria.\u0094<\/p>\n<p>Fl\u00e1via, no entanto, tem uma meta oposta \u00e0 de Irina Cordeiro. Em vez da expans\u00e3o do neg\u00f3cio, torce para que um dia n\u00e3o seja necess\u00e1rio ter mercados nichados. \u0093Sonho em um dia n\u00e3o precisar mais existir o Pop Plus.\u0094<\/p>\n<p><b>Economia sustent\u00e1vel para manter a floresta em p\u00e9<\/b><\/p>\n<p>Watatakalu Yawalapiti tamb\u00e9m nunca imaginou que um dia seria empres\u00e1ria. As coisas foram acontecendo. \u0093Como vim parar nisso? As portas sempre foram fechadas na nossa cara (pessoas ind\u00edgenas). Mas nossa criatividade vem desde sempre. Carregamos a arte junto com a gente\u0094, diz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de empreendedora, ela \u00e9 cofundadora da ANMIGA (Articula\u00e7\u00e3o Nacional das Mulheres Ind\u00edgenas Guerreiras da Ancestralidade) e coordenadora-geral do projeto ATIX-mulher no Xingu.<\/p>\n<p>Para Watatakalu n\u00e3o existe empreendedorismo sem sustentabilidade. A Amaz\u00f4nia em p\u00e9 vem antes do dinheiro. \u0093O maior valor \u00e9 ter um rio limpo para tomar banho, nosso supermercado \u00e9 a floresta\u0094, afirma. E foi exatamente com o objetivo de disseminar uma economia mais consciente que ela virou a chave de vez para empreender.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de Watatakalu, ex\u00edmia vendedora de cer\u00e2mica, a inspirou a profissionalizar os produtos. S\u00e3o artes em mi\u00e7angas, grafismos em tecidos, acess\u00f3rios e pe\u00e7as de roupas originais. O pioneirismo no territ\u00f3rio Xingu serviu de inspira\u00e7\u00f5es para outras mulheres na aldeia.<\/p>\n<p>\u0093Tamb\u00e9m tirou o estere\u00f3tipo de que o povo ind\u00edgena n\u00e3o trabalha. Aqui n\u00f3s trabalhamos para produzir nosso pr\u00f3prio alimento e para gerar renda.\u0094<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jayanne Rodrigues O Brasil alcan\u00e7ou a marca in\u00e9dita de 10,3 milh\u00f5es de mulheres \u00e0 frente de um empreendimento, ou 34,4% do total, segundo dados do Sebrae de 2022. 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